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A APP – Associação dos Portos de Portugal é uma Associação sem fins lucrativos constituída em 1991, com o objectivo de ser o fórum de debate e troca de informações de matérias de interesse comum para os portos e para o transporte marítimo.

Pretende-se que a APP contribua para o desenvolvimento e modernização do Sistema Portuário Nacional, assumindo uma função que esteve subjacente à sua criação: constituir-se como um espaço privilegiado de reflexão e de decisão.



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FERNÃO DE MAGALHÃES

Raízes de um soldado e aventureiro

Talvez a maior polémica em torno de Fernão de Magalhães, na forma como em Portugal é evocado, seja a que se relaciona com o lugar onde ele nasceu. Tem isso alguma importância quando o que nos interessa é o que ele fez enquanto militar e navegador? Absolutamente nenhuma, mas, quando vemos o assunto sob as perspetivas dos poderes locais da atualidade, o caso muda substancialmente de figura. Muitas consultas online, por exemplo, darão como certo que o navegador nasceu em Sabrosa, no distrito de Vila Real, mas, se alguma certeza há a respeito do berço de Magalhães é esta: ele não nasceu em Sabrosa nem lá perto. E quando nasceu? Também não se sabe, estima-se que foi por volta de 1480. Certo é que morreu no dia 27 de abril de 1521, em Mactan, nas Filipinas. E que era sábado.

A nau, navio-emblema da expansão

As influências técnicas nórdicas (da coca) e mediterrânicas (carracas) foram determinantes no progresso da construção naval portuguesa. Depois de as galés serem navios predominantes nos primeiros tempos da nacionalidade, a referida combinação de influências resultou no surgimento de navios de maior tonelagem e, entre os séculos XV e XVII, resultou nos modelos que, definitivamente, marcaram o progresso da expansão ibérica: as caravelas, naus e galeões e outros navios destes derivados.

A 20 DE SETEMBRO, EM LISBOA

Fórum «500 Anos de Circum-navegação. Uma Viagem pelo Legado de Magalhães»

Sexta-feira, dia 20 de Setembro, pelas 17h, realiza-se no Museu de Marinha o Fórum “500 Anos de Circum-navegação. Uma Viagem pelo Legado de Magalhães”.

Destaque, ainda, para o restante conjunto de iniciativas que visam assinalar a data de início da viagem de Fernão de Magalhães, no âmbito do Programa de Comemorações do quinto centenário da Circum-navegação (2019-2022).

Conta-me como foi o Verão português | em 28 fotos do baú das memórias

Um mergulho na Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian mostra-nos como era o Verão português nas primeiras décadas do século XX.

Praias repletas de barracas, sorrisos dentro de água, roupa, muita roupa, mais roupa do que os nossos olhos e corpos de hoje aceitam quando se põem numa praia. Era assim o Verão português nas primeiras décadas do século XX, é assim que ele se mostra nas colecções da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian. Um mergulho neste arquivo, que inclui fotografias do Estúdio Mário Novais, revela como era o Verão nesses tempos, sobretudo na zona do Estoril e nas praias vizinhas de Lisboa, mas também noutras paragens, como Peniche e Alvor.

A Praia de Pedrouços era uma Secretaria de Estado ao ar livre

Era a Pedrouços que a burguesia ia para mergulhar no mar e apanhar sol. Uma praia que já não existe mas que, no século passado, foi visitada e admirada por boa parte da população lisboeta.
“É a mansão oficial da vilegiatura burocrática de Lisboa. Chefes de secretaria, oficiais, amanuenses, tabeliães, guarda-livros, caixeiros de escritório, escrivães, retemperam anualmente em Pedrouços a sua pálida e sedentária fibra plumitiva. Por isso, Pedrouços, a uma légua de Lisboa, tem um pouco o aspecto de uma secretaria do Estado – ao ar livre”.
 

Quando Albufeira queria ser a «Saint-Tropez portuguesa»

Nas ruas da praia dos pescadores, Manuel da Fonseca, na década de 60, encontra gente a expressar-se nas “mais desvairadas línguas”, em ambiente multicultural, “prestes a partirem alegremente para uma bela aventura”.

Granja, a praia chique onde Ramalho Ortigão não conseguiu descansar

A Granja ainda conserva muitos sinais da praia aristocrata que era, quando Ramalho Ortigão a visitou há quase século e meio. E ao contrário do que transparece na crónica que sobre ela escreveu, é uma praia a merecer visita.

De quando quatro cirurgiões mandaram um monge de Tibães a banhos à Póvoa de Varzim

No século XVIII, a fama dos efeitos terapêuticos das águas poveiras já chegava longe. O uso da praia mudou, mas a sua atractividade nunca mais parou.

Corria o ano de 1778. Sem barraquinhas de pano listado e pregões a vender guloseimas, os areais portugueses eram pouco mais que lugares inóspitos, frequentados essencialmente por pescadores de “barba rija”, a que se acrescentavam alguns terrenhos em busca de cura para variadas maleitas. Era o caso do padre pregador frei Luís de Santa Teresa, do Mosteiro de Tibães, em Braga, cujo diagnóstico desconhecemos, mas cujo tratamento esse, chegou, detalhadamente descrito até nós: uma temporada de banhos na Póvoa de Varzim.

Nobreza, povo e turismo: as muitas marés das praias de Setúbal

Desde que no século XVI, o terceiro Duque de Aveiro se sentava num penedo na Arrábida a pescar à cana nas águas do Atlântico, até hoje, as praias de Setúbal passaram por muitas marés.

D. Álvaro de Lencastre (1540-1626) gozava do privilégio de uso exclusivo do penedo, que ganhou, por isso, o nome de Penedo do Duque, frente à entrada da gruta da Lapa de Santa Margarida, no sopé da serra, junto ao mar, uma das maravilhas locais da natureza, com uma capela no interior da terra num antigo local de culto (século XVII) onde cabem 500 pessoas.

VIAJANDO PELA HISTÓRIA

Algarve nos inícios do século XX

De entre os portos, destacava-se o de Vila Real, nunca assoreado devido às contínuas dragagens realizadas pela Companhia das Minas de São Domingos, para garantir o escoamento de minério, bem como pela exportação de conservas e outros produtos regionais.
Os de Vila Nova de Portimão (só seria cidade em 1924), Faro e Tavira estavam muito assoreados, pelo “abandono a que têm sido votados e em que provavelmente continuarão”.

As gentes do mar tinham uma vida monótona, “o tempo não lhe sobeja para divertimentos, só o mau tempo lhes dá folga participando então em feiras e romarias, tal como as gentes do campo”. Viviam a maior parte do tempo afastados dos povoados, estabelecidos em cabanas de colmo “que se vêem ao longo da costa, em frente das suas armações”. Os pescadores são arrojados e os de Olhão têm justificada celebridade.
 

VIAJANDO PELA HISTÓRIA | 1941

A indústria conserveira em Portimão

Frequentes em Portimão eram os bairros destinados aos trabalhadores conserveiros: “Portimão tem ainda digno de menção um lindo Bairro Operário para os trabalhadores das suas Fábricas com 100 moradias de 3 tipos, cujas rendas são de 45$00, 55$00 e 65$00”. Apesar de concluído com o apoio do Estado, obairro fora da iniciativa de Caetano Feu. Outros bairros privativos existiam, como o das firmas Fialho, Feu, Facho e Sociedade Peninsular.

O litoral português, percepções e transformações na época contemporânea:

De espaço natural a território humanizado

Território ignorado e evitado, durante muitosséculos, o litoral permaneceu entregue aqueles que se dedicavam à pesca, à navegação de cabotagem ou à defesa da fronteira marítima, até ao despertar do desejo colectivo da praia, fenómeno que se iniciou em Inglaterra e França a partir meados do século XVIII e um pouco mais tarde em Portugal (segunda metade do século XIX).

VIAJANDO PELA HISTÓRIA

Carvoeiro em 1918

Carvoeiro constituía a terceira praia sugerida pelo guia "“As nossas Praias – indicações gerais para uso de banhistas e turistas”. Povoação piscatória, com “uma bela praia de banhos e excelentes casas de habitação, tanto permanente como temporária”.

Durante o Verão, funcionava um casino com interessantes diversões e com todas as comodidades para os banhistas. Construído por Patrício Eugénio Júdice, era então, em 1918, explorado pela sua viúva. Nas imediações, localizavam-se quatro armações de sardinha e uma de atum. O principal comércio da área era vinho, figo, amêndoa e alfarroba, que exportava com profusão.

VIAJANDO PELA HISTÓRIA

«Praia de Santa Catharina» ou «Praia da Rocha»

Já nos finais do século XIX muitos banhistas se hospedavam nas casas e quintas que rodeavam a costa, desfrutando da grande atracção que era “Praia de Santa Catharina” ou “Praia da Rocha”. Em 1894 Julião Lourenço Pinto faz uma das primeiras descrições da «singular e pitoresca praia, como certamente não há outra no país em equivalência de encantos e em condições hidrográficas tão vantajosas».

VIAJANDO PELA HISTÓRIA

Albufeira em 1918

Albufeira era considerada regular, muito concorrida, principalmente nos meses de Setembro e Outubro. Na vila, não obstante ser reconhecida como uma das “mais comerciais de toda a província”, não existiam hotéis, apenas duas hospedarias modestas, pertença de António Vieira e Bernardino da Silva.

O aglomerado urbano encontrava-se dividido pela ribeira, em duas partes, comunicando ambas por uma ponte de apenas um arco. O peixe era muito abundante e saboroso, pelo que ali demandavam pescadores do Algarve e do Alentejo.

VIAJANDO PELA HISTÓRIA

«Casino da Praia» em Cascais

O “Casino da Praia” localizava-se em Cascais, na Praça Miguel Bombarda, a que corresponde o actual Passeio D. Luís I. Propriedade da “Comissão de Propaganda de Cascais”, teve origem no “Club de Cascaes”, também referenciado como «Casino de Cascaes», cuja abertura terá ocorrido em 1873.

VIAJANDO PELA HISTÓRIA | PRAIA DA LUZ, LAGOS, 1918

«Uma das mais lindas e desafogadas praias do nosso litoral»

A Praia da Luz, em Lagos, era tida como “sobremaneira interessante”, “uma das mais lindas e desafogadas praias do nosso litoral”, ou não apresentasse “pontos de vista de uma superior beleza, que jamais nos podem esquecer”. Motivos que ali levavam extraordinária concorrência, não só de algarvios, famílias do Baixo Alentejo, mas de Espanha, também.

Existia um casino, de iniciativa de António Santos, no qual eram promovidas as diversões típicas. Aos domingos e dias de folga, decorriam “bailaricos e descantes”.

Os elefantes da costa Vicentina

Na Praia do Malhão e noutras praias do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, o Verão costuma trazer milhares de visitantes. Poucos sabem, porém, que esta região já era popular há cem mil anos. Os visitantes de então eram mais robustos, verdadeiros pesos-pesados, mas percorreram os mesmos campos dunares (então mais extensos) que hoje delimitam as praias bravias do Alentejo.

VIAJANDO PELA HISTÓRIA | 1918

«As nossas Praias - indicações gerais para uso de banhistas e turistas»

A Sociedade de Propaganda de Portugal, criada em 1906, deu à estampa, em 1918, um guia intitulado “As nossas Praias – indicações gerais para uso de banhistas e turistas”.

O pequeno livro de quase 100 páginas tinha como objetivo “chamar as atenções gerais para as utilidades e belezas naturais do nosso país” e logo de coligir e coordenar “dados e informações [que] por aí correm dispersos acerca das praias de Portugal, (…) tudo quanto possa elucidar sucintamente, a portugueses e a estrangeiros, acerca do número, do valor e da variedade das nossas estações balneares, muitas das quais, sem nada ficarem a dever às mais afamadas praias do estrangeiro”.

VIAJANDO PELA HISTÓRIA | 1846

De Lisboa a Faro, por Castro Verde: 41 léguas

Três dos itinerários propostos no «Guide du Voyageur en Espagne et en Portugal», de 1846, cruzam o Algarve: de Lisboa a Faro, por Castro Verde; De Faro a Castro Marim, por Tavira; e de Faro a Lagos.

A viagem de Lisboa a Faro, por Castro Verde, compreendia 41 léguas. Depois de sair da capital do reino, o passageiro aportava na pequena aldeia da Moita, onde os habitantes se dedicavam à pesca e à agricultura, produtos que vendiam depois em Lisboa.

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