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A APP – Associação dos Portos de Portugal é uma Associação sem fins lucrativos constituída em 1991, com o objectivo de ser o fórum de debate e troca de informações de matérias de interesse comum para os portos e para o transporte marítimo.

Pretende-se que a APP contribua para o desenvolvimento e modernização do Sistema Portuário Nacional, assumindo uma função que esteve subjacente à sua criação: constituir-se como um espaço privilegiado de reflexão e de decisão.



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Quando Albufeira queria ser a «Saint-Tropez portuguesa»

Nas ruas da praia dos pescadores, Manuel da Fonseca, na década de 60, encontra gente a expressar-se nas “mais desvairadas línguas”, em ambiente multicultural, “prestes a partirem alegremente para uma bela aventura”.

Granja, a praia chique onde Ramalho Ortigão não conseguiu descansar

A Granja ainda conserva muitos sinais da praia aristocrata que era, quando Ramalho Ortigão a visitou há quase século e meio. E ao contrário do que transparece na crónica que sobre ela escreveu, é uma praia a merecer visita.

De quando quatro cirurgiões mandaram um monge de Tibães a banhos à Póvoa de Varzim

No século XVIII, a fama dos efeitos terapêuticos das águas poveiras já chegava longe. O uso da praia mudou, mas a sua atractividade nunca mais parou.

Corria o ano de 1778. Sem barraquinhas de pano listado e pregões a vender guloseimas, os areais portugueses eram pouco mais que lugares inóspitos, frequentados essencialmente por pescadores de “barba rija”, a que se acrescentavam alguns terrenhos em busca de cura para variadas maleitas. Era o caso do padre pregador frei Luís de Santa Teresa, do Mosteiro de Tibães, em Braga, cujo diagnóstico desconhecemos, mas cujo tratamento esse, chegou, detalhadamente descrito até nós: uma temporada de banhos na Póvoa de Varzim.

Nobreza, povo e turismo: as muitas marés das praias de Setúbal

Desde que no século XVI, o terceiro Duque de Aveiro se sentava num penedo na Arrábida a pescar à cana nas águas do Atlântico, até hoje, as praias de Setúbal passaram por muitas marés.

D. Álvaro de Lencastre (1540-1626) gozava do privilégio de uso exclusivo do penedo, que ganhou, por isso, o nome de Penedo do Duque, frente à entrada da gruta da Lapa de Santa Margarida, no sopé da serra, junto ao mar, uma das maravilhas locais da natureza, com uma capela no interior da terra num antigo local de culto (século XVII) onde cabem 500 pessoas.

A lancha poveira do alto «Fé Em Deus»

«A lancha poveira do alto é um barco de boca aberta, de quilha, roda de proa e cadaste. Arma uma grande vela de pendão de amurar à proa. Como não dispõe de patilhão, um leme alteado assegura essa função.

A “Fé em Deus” foi reconstruída segundo normas e modelos tradicionais locais e representa uma das últimas lanchas poveiras a ir ao mar na década de cinquenta do século XX.

ÍLHAVOS, MURTOSEIROS E VARINOS

Movimentos migratórios de populações marítimas portuguesas

É hoje ponto assente que ílhavos, murtoseiros e varinos se deslocavam pela costa em busca de locais piscosos, estabelecendo-se, num primeiro tempo, apenas na época da safra, construindo para isso habitações precárias com materiais locais (palheiros), que eram abandonados após o período de pesca, para num segundo tempo se sedentarizarem, dando assim nascimento a praticamente todas as praias de palheiros entre a laguna de Aveiro e a Praia da Vieira. Em alguns locais constituíram importantes comunidades, como na Nazaré,
onde os ílhavos foram um dos grupos mais importantes, senão o mais importante.

VIAJANDO PELA HISTÓRIA

Rei D. Carlos - Os quatro iates e as campanhas no mar

O principal passatempo do Rei em Cascais era explorar o mar no seu iate. A partir de 1896 desenvolveu 12 expedições para inventariar a fauna subaquática na costa portuguesa. As campanhas oceanográficas, pelo espaço que exigiam em alto mar para ter, por exemplo, um laboratório a bordo, levaram o Rei a adquirir sucessivamente quatro iates, todos baptizados com o nome da mulher.

Turistas vão poder visitar as ruínas do Titanic (no fundo do mar)

Para os fãs do Titanic dispostos a gastar, a companhia de exploração privada Ocean Gate oferecerá passeios até os destroços do navio Titanic, que afundou em 1912 no Atlântico Norte.

Por 125 mil dólares, será possível submergir os 4 quilómetros até ao famoso navio, num clima agradável e acolhedor ao lado de especialistas na história do Titanic. “Isso amortecerá o congelamento e as duas horas de descompressão nas águas profundas”, afirma o ex-banqueiro de investimentos Stockton Rush, fundador da Ocean Gate.

VIAJANDO PELA HISTÓRIA

Algarve nos inícios do século XX

De entre os portos, destacava-se o de Vila Real, nunca assoreado devido às contínuas dragagens realizadas pela Companhia das Minas de São Domingos, para garantir o escoamento de minério, bem como pela exportação de conservas e outros produtos regionais.
Os de Vila Nova de Portimão (só seria cidade em 1924), Faro e Tavira estavam muito assoreados, pelo “abandono a que têm sido votados e em que provavelmente continuarão”.

As gentes do mar tinham uma vida monótona, “o tempo não lhe sobeja para divertimentos, só o mau tempo lhes dá folga participando então em feiras e romarias, tal como as gentes do campo”. Viviam a maior parte do tempo afastados dos povoados, estabelecidos em cabanas de colmo “que se vêem ao longo da costa, em frente das suas armações”. Os pescadores são arrojados e os de Olhão têm justificada celebridade.
 

VIAJANDO PELA HISTÓRIA | 1941

A indústria conserveira em Portimão

Frequentes em Portimão eram os bairros destinados aos trabalhadores conserveiros: “Portimão tem ainda digno de menção um lindo Bairro Operário para os trabalhadores das suas Fábricas com 100 moradias de 3 tipos, cujas rendas são de 45$00, 55$00 e 65$00”. Apesar de concluído com o apoio do Estado, obairro fora da iniciativa de Caetano Feu. Outros bairros privativos existiam, como o das firmas Fialho, Feu, Facho e Sociedade Peninsular.

11 DE AGOSTO DE 1578

Morre Pedro Nunes

Pedro Nunes (Alcácer do Sal, 1502 — Coimbra, 11 de agosto de 1578), com o nome latinizado Petrus Nonius, foi um matemático português que ocupou o cargo de cosmógrafo-mor para o Reino de Portugal. Foi um dos maiores vultos científicos do seu tempo. Contribuiu decisivamente para o desenvolvimento da navegação teórica, tendo-se dedicado, entre outros, aos problemas matemáticos da cartografia. Foi ainda inventor de vários instrumentos de medida, incluindo o "anel náutico", o "instrumento de sombras", e o nónio.

O litoral português, percepções e transformações na época contemporânea:

De espaço natural a território humanizado

Território ignorado e evitado, durante muitosséculos, o litoral permaneceu entregue aqueles que se dedicavam à pesca, à navegação de cabotagem ou à defesa da fronteira marítima, até ao despertar do desejo colectivo da praia, fenómeno que se iniciou em Inglaterra e França a partir meados do século XVIII e um pouco mais tarde em Portugal (segunda metade do século XIX).

VIAJANDO PELA HISTÓRIA

Ligação ferroviária ao Porto da Figueira da Foz

O actual acesso ferroviário ao Porto Comercial da Figueira da Foz, o primeiro da Região Centro e um dos três primeiros do paÍs, foi inaugurado no início da década de 2000. Não se tratou de uma novidade absoluta, uma vez que a infraestrutura portuária figueirense já utilizara o comboio como meio de transporte de mercadorias no início do século XX.

VIAJANDO PELA HISTÓRIA

Carvoeiro em 1918

Carvoeiro constituía a terceira praia sugerida pelo guia "“As nossas Praias – indicações gerais para uso de banhistas e turistas”. Povoação piscatória, com “uma bela praia de banhos e excelentes casas de habitação, tanto permanente como temporária”.

Durante o Verão, funcionava um casino com interessantes diversões e com todas as comodidades para os banhistas. Construído por Patrício Eugénio Júdice, era então, em 1918, explorado pela sua viúva. Nas imediações, localizavam-se quatro armações de sardinha e uma de atum. O principal comércio da área era vinho, figo, amêndoa e alfarroba, que exportava com profusão.

VIAJANDO PELA HISTÓRIA

«Praia de Santa Catharina» ou «Praia da Rocha»

Já nos finais do século XIX muitos banhistas se hospedavam nas casas e quintas que rodeavam a costa, desfrutando da grande atracção que era “Praia de Santa Catharina” ou “Praia da Rocha”. Em 1894 Julião Lourenço Pinto faz uma das primeiras descrições da «singular e pitoresca praia, como certamente não há outra no país em equivalência de encantos e em condições hidrográficas tão vantajosas».

VIAJANDO PELA HISTÓRIA

Albufeira em 1918

Albufeira era considerada regular, muito concorrida, principalmente nos meses de Setembro e Outubro. Na vila, não obstante ser reconhecida como uma das “mais comerciais de toda a província”, não existiam hotéis, apenas duas hospedarias modestas, pertença de António Vieira e Bernardino da Silva.

O aglomerado urbano encontrava-se dividido pela ribeira, em duas partes, comunicando ambas por uma ponte de apenas um arco. O peixe era muito abundante e saboroso, pelo que ali demandavam pescadores do Algarve e do Alentejo.

VIAJANDO PELA HISTÓRIA

«Casino da Praia» em Cascais

O “Casino da Praia” localizava-se em Cascais, na Praça Miguel Bombarda, a que corresponde o actual Passeio D. Luís I. Propriedade da “Comissão de Propaganda de Cascais”, teve origem no “Club de Cascaes”, também referenciado como «Casino de Cascaes», cuja abertura terá ocorrido em 1873.

VIAJANDO PELA HISTÓRIA | PRAIA DA LUZ, LAGOS, 1918

«Uma das mais lindas e desafogadas praias do nosso litoral»

A Praia da Luz, em Lagos, era tida como “sobremaneira interessante”, “uma das mais lindas e desafogadas praias do nosso litoral”, ou não apresentasse “pontos de vista de uma superior beleza, que jamais nos podem esquecer”. Motivos que ali levavam extraordinária concorrência, não só de algarvios, famílias do Baixo Alentejo, mas de Espanha, também.

Existia um casino, de iniciativa de António Santos, no qual eram promovidas as diversões típicas. Aos domingos e dias de folga, decorriam “bailaricos e descantes”.

Os elefantes da costa Vicentina

Na Praia do Malhão e noutras praias do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, o Verão costuma trazer milhares de visitantes. Poucos sabem, porém, que esta região já era popular há cem mil anos. Os visitantes de então eram mais robustos, verdadeiros pesos-pesados, mas percorreram os mesmos campos dunares (então mais extensos) que hoje delimitam as praias bravias do Alentejo.

VIAJANDO PELA HISTÓRIA | 1918

«As nossas Praias - indicações gerais para uso de banhistas e turistas»

A Sociedade de Propaganda de Portugal, criada em 1906, deu à estampa, em 1918, um guia intitulado “As nossas Praias – indicações gerais para uso de banhistas e turistas”.

O pequeno livro de quase 100 páginas tinha como objetivo “chamar as atenções gerais para as utilidades e belezas naturais do nosso país” e logo de coligir e coordenar “dados e informações [que] por aí correm dispersos acerca das praias de Portugal, (…) tudo quanto possa elucidar sucintamente, a portugueses e a estrangeiros, acerca do número, do valor e da variedade das nossas estações balneares, muitas das quais, sem nada ficarem a dever às mais afamadas praias do estrangeiro”.

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