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A APP – Associação dos Portos de Portugal é uma Associação sem fins lucrativos constituída em 1991, com o objectivo de ser o fórum de debate e troca de informações de matérias de interesse comum para os portos e para o transporte marítimo.

Pretende-se que a APP contribua para o desenvolvimento e modernização do Sistema Portuário Nacional, assumindo uma função que esteve subjacente à sua criação: constituir-se como um espaço privilegiado de reflexão e de decisão.



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VIAJANDO PELA HISTÓRIA DO PORTO DE AVEIRO - 1948

A cortar ervagens em maninhos não arrematados

Ofício n,º 487, de João Ribeiro Coutinho de Lima, Engenheiro Diretor da JARBA, dirigido a Joaquim Francisco de Melo, guarda, a solicitar informação e levantar autos a Artur da Silva Tavares Espeta, do lugar da Cavada, e Augusto Soares de Andrade, da Rua do Cabeço de Baixo, por terem cortado ervagens “em maninhos não arrematados”.

O «BEAGLE», TENDO DARWIN COMO PASSAGEIRO, NA ILHA TERCEIRA | 20.09.1836

«Gostei imenso da visita, mas não encontrei nada digno de registo»

A 27 de Dezembro de 1831 o “Beagle” partia de Plymouht Harbor, na Inglaterra, para uma expedição que devia demorar dois anos, mas que acabou por demorar quase cinco. A bordo ia Charles Darwin.
A última escala, antes de chegar a casa, ocorreu há 175 anos. A 20 de Setembro de 1836, o Beagle chegava à Ilha Terceira.
Da visita à ilha açoriana o autor da Teoria da Evolução relata um passeio pelo interior da Terceira que lhe foi oferecido pelo cônsul inglês, deixando uma frase polémica: “"Gostei imenso da visita, mas não encontrei nada digno de registo".
Uma frase que os cientistas açorianos têm vindo desde então a considerar totalmente errada.

EM 2013

Marinha celebra centenário dos submarinos em Portugal

Em 2013 a Marinha celebra o centenário dos submarinos em Portugal. Para assinalar tão importante data vão decorrer diversas actividades de natureza social e cultural ao longo do ano.

POLÉMICA EM SANTOS, NO BRASIL

Um navio sem apito é como um jardim sem flores

Nas primeiras sete décadas do século 20, a cidade de Santos era um verdadeiro cenário de um grande desfile de navios de passageiros (foram mais de 1.500 transatlânticos diferentes), durante o ano todo. Era comum atracarem num mesmo dia até cinco transatlânticos. Esses navios de várias nacionalidades somavam-se aos cargueiros, navios-tanques (como eram chamados os petroleiros) e embarcações portuárias, como lanchas de serviços gerais, rebocadores, dragas, batelões, cábreas, barcaças de abastecimento de água e de transportes de bananas (o Brasil foi um grande exportador de bananas para o mercado europeu). Faziam um grande tráfego no canal do Estuário. O meio de comunicação entre essas embarcações era o código de apitos, o que tornava uma verdadeira sinfonia desses sinais sonoros.

ERA UM ESTRIDENTE E INCOMODATIVO SINAL SONORO, DO TIPO «MUUUUU MUUUU»

A «Vaca da Azóia»

Para muitos que nunca a ouviram, resta relembrar a “Ronca do Farol” [do Cabo da Roca] ou também chamada “Vaca da Azóia”. Era um estridente e incomodativo sinal sonoro, do tipo “Muuuuu…Muuuuu…”, que tocava ininterruptamente em altura de nevoeiro, de forma a avisar os navios da proximidade da costa e podia ser ouvido a largos quilómetros de distância. Felizmente, com a utilização das novas tecnologias de navegação, já não é necessário usar a “Vaca”.
 

29 DE DEZEMBRO DE 2006

Naufrágio do «Luz do Sameiro»

"Vi-os morrer, um de cada vez...". As mãos no rosto tapam as lágrimas a correr. A frase é interrompida pela dor. Um dia depois, Vasyl Huryn, de 46 anos, o único sobrevivente do naufrágio do "Luz do Sameiro", anteontem, na praia da Légua, em Alcobaça, sete milhas a norte da Nazaré, não esconde a revolta cinco horas dentro de água a dez graus, o desespero a pedir socorro que, para os seis colegas - todos das Caxinas (Vila do Conde) -, chegou tarde de mais, a dor de quem os viu morrer sem conseguir impedir, a 50 metros da praia.

Um poema aos «Banhos Quentes» da Praia da Nazaré

“Devo muita obrigação | Aos banhos da Nazaré | E com a ajuda do Senhor | Ainda hoje me tenho de pé".
Na Nazaré, desde finais do século XIX / início do século XX, havia dois edifícios de Banhos Quentes, cuja terapia à base de água quente salgada era muito procurada por quem padecia de doenças reumáticas. Este poema que agora nos foi apresentado é mais um testemunho da importância desse tratamento, constituindo à época um importante atractivo desta região.
 

VIAJANDO PELA HISTÓRIA

A água do mar era puxada através de um cano por cima da areia, durante a maré-cheia, com a ajuda de uma bomba

Na Nazaré, construíram-se entre Janeiro e Abril de 1875 mais de 20 prédios para acolher turistas, que tanto chegavam de comboio como de camioneta, e eram esperados pelos banheiros, que ajudavam a transportar as bagagens cheias de roupa e alimentos para toda a estação. Nalguns casos, os visitantes ficavam em casa dos próprios banheiros e estes, para ganharem mais dinheiro, mudavam-se durante o Verão para pequenas cabanas sem condições.

Arqueólogos investigam naufrágio e querem fazer dele um museu em Tróia

Terá sido um dos últimos navios à vela portugueses em funções, provavelmente do final do século XIX, e antes de naufragar ao largo da península de Tróia, no distrito de Setúbal, deveria transportar sal ou ser usado para a pesca. Ainda não há certezas sobre a história deste barco, baptizado de Tróia 1, mas uma equipa de investigadores está perto de desvendar o mistério.

PAQUETE «FUNCHAL»

Viagem inaugural a 4 de Novembro de 1961

Ao fim da manhã de 4 de Novembro de 1961, o então novo paquete FUNCHAL largou do cais da Gare Marítima de Alcântara no início da sua primeira viagem, com destino ao Funchal, Ponta Delgada, Horta e Angra do Heroísmo.
Construído em Elsinore, na Dinamarca, por encomenda da Empresa Insulana de Navegação, o FUNCHAL representou uma melhoria muito significativa na carreira de Lisboa para os Açores e Madeira. Para além da grande velocidade, superior a 20 nós, o FUNCHAL proporcionava modernidade e conforto nas viagens insulares, tendo em vista fomentar o turismo.

17 DE DEZEMBRO DE 1929

Lançado à água o paquete «Carvalho Araújo»

Em 1930, a Empresa Insulana de Navegação, agradecida pelo facto do primeiro-tenente Carvalho Araújo ter salvo com o sacrifício da sua vida o paquete "SAN MIGUEL", decidiu baptizar o seu novo paquete, construído em Italia, no estaleiro Cantiere Navale Triestino, em Monfalcone, com o nome "CARVALHO ARAÚJO". Foi uma justa homenagem ao valoroso Marinheiro que, interpondo o navio do seu comando, o patrulha de alto mar "AUGUSTO DE CASTILHO", entre o submarino alemão "U-139" e o paquete "SAN MIGUEL" conseguiu que aquele chegasse a salvo ao porto de Ponta Delgada.
Tendo sido lançado à agua em Monfalcone, em 17 de Dezembro de 1929, a sua construção ficou terminada em Março de 1930 e iniciou a sua viagem inaugural à Madeira e aos Açores, em 23 de Abril daquele ano.

ARTIGO DA «REVISTA DE MARINHA»

Quatro navios com o nome de «CARVALHO ARAÚJO»

Não restam quaisquer dúvidas de que o primeiro-tenente Carvalho Araújo, comandante do patrulha de alto mar "AUGUSTO DE CASTILHO", foi o herói máximo da Armada Portuguesa durante a Grande Guerra, sendo por demais conhecido o episódio do combate com o cruzador-submarino alemão "U-139", em que Carvalho Araújo deu a sua vida para salvar o paquete "SAN MIGUEL", da Empresa Insulana de Navegação, por si escoltado, que tinha a bordo 54 tripulantes e transportava 206 passageiros e muitas toneladas de carga.
Por tudo isso foram justas homenagens atribuir o seu nome, em épocas diferentes, a quatro navios Portugueses, dois de guerra e dois de comércio.

7 DE DEZEMBRO DE 1941

Pearl Harbor: a vitória enganadora da marinha japonesa

A 7 de Dezembro de 1941 uma força aeronaval japonesa atacou de surpresa a frota norte-americana do Pacífico fundeada no Hawai. Destruiu 360 aviões e 18 navios de guerra mas a base naval continuou operacional e nenhum porta-aviões foi afundado. Recorde o histórico ataque a Pearl Harbor.

GERALDO COELHO DIAS

O Mar e os Portos como catalisadores de religiosidade

Ao longo da costa, quantas Capelas da Senhora da Bonança ou do Facho, sabendo-se que os fachos ou marcas marítimas prestavam ajuda à orientação dos barcos de pesca na cerração da noite ou nas preocupações dos nevoeiros marítimos.

ALVES DOS REIS PRESO A 6 DE DEZEMBRO DE 1925

«SS ADOLPH WOERMAN» - O navio-refúgio do maior burlão português de todos os tempos

SS Adolph Woerman?! O que tem de especial este navio?
Pelo nome aparentemente nada mas se dissermos que foi o navio onde foi capturado o maior burlão português (de todos os tempos) - Artur Virgílio Alves dos Reis - muda completamente de figura.
Durante o ano de 1925, por investigações do mais importante diário da época, "O Século", foram surgindo afirmações e notícias, desde logo desmentidas por especialistas na detecção de notas falsas dos bancos, sobre a possibilidade da circulação de notas falsas em Portugal.

Achado arqueológico ao largo de Leixões

No passado dia 21 de Setembro, foi apanhada uma âncora muito antiga pelas redes de um arrastão não identificado, da praça de Leixões, que inicialmente se supôs, pela natural ausência de avaliação científica, poder pertencer a uma nau ou galeão do século XVI ou XVII. O achado foi participado à Autoridade Marítima – Capitania do Porto de Leixões, que a mantém sob a sua guarda, em local não divulgado.

TOLLAN NO «DIÁRIO DE LISBOA» | 3 DE DEZEMBRO DE 1983

Uma cambalhota que ficou cara

Os relógios marcavam 20:20, noite de 2 de Dezembro de 1983. As ondas alterosas que se esperavam não apareceram porque o fim da cambalhota foi calmo e remansoso, com o “Tollan” a refastelar-se sobre o lodo do Tejo.
Os mirones que cederam aos apelos da comunicação social terão adivinhado mais do que visto. Mas ouviram claramente os apitos de muitos barcos que comemoraram o acontecimento, do mesmo modo que abrem caminho em manhãs de nevoeiro.
Diário de Lisboa, 3 de Dezembro, reportando a ansiada cambalhota do Tollan, pirueta que custou 130 mil contos, 985 mil dólares, 650 mil euros.
O “Tollan” voltou ao normal…
 

«SOBREVIVENTES» | SIC

Em 1947 naufragaram 4 traineiras de Matosinhos | Morreram 152 homens

A 2 de Dezembro de 1947, durante uma violenta tempestade, naufragaram quatro traineiras de Matosinhos. Perderam a vida 152 homens. No programa "Sobreviventes", emitido pela SIC, os testemunhos históricos dos pescadores que travaram uma batalha contra a fúria do mar.

2 DE DEZEMBRO DE 1994

Achille Lauro afunda-se

Dois dias depois de se ter incendiado, o transatlântico italiano Achille Lauro veio a afundar-se, a cerca de 100 milhas da costa da Somália. Estávamos a 2 de Dezembro de 1994; o navio transportava 579 passageiros. Pelo menos três pessoas morreram e oito ficaram feridas.
Terminava assim, sem glória, a vida de um paquete que tinha tanto de famoso como de azarado: em 1985, o navio fora sequestrado por terroristas palestinianos no Mediterrâneo.Pelo meio, ainda serviu de inspiração a uma ópera.

FAROL DE ALFANZINA - A FUNCIONAR DESDE 1 DE DEZEMBRO DE 1920

O farol do outro Cabo Carvoeiro

Foi construído num promontório rochoso no lugar de Alfanzina, Praia do Carvoeiro, sobre o oceano Atlântico, no concelho de Lagoa, conhecido à data da sua implantação em 1920, como 'Cabo Carvoeiro do Algarve'. Trata-se de uma torre branca, quadrangular, em alvenaria, com edifício anexo encimada por uma lanterna cilíndrica vermelha.

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