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A APP – Associação dos Portos de Portugal é uma Associação sem fins lucrativos constituída em 1991, com o objectivo de ser o fórum de debate e troca de informações de matérias de interesse comum para os portos e para o transporte marítimo.

Pretende-se que a APP contribua para o desenvolvimento e modernização do Sistema Portuário Nacional, assumindo uma função que esteve subjacente à sua criação: constituir-se como um espaço privilegiado de reflexão e de decisão.



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Janela Única Logística




9 DE JUNHO DE 1821

Carreira marítima Lisboa-Porto

A 9 de Junho de 1821 a Marinha de Comércio portuguesa dava um salto tecnológico significativo, com o estabelecimento da primeira carreira regular por navios movidos a vapor.
Com efeito o CONDE DE PALMELLA, primeiro vapor português, largou de Lisboa nesse dia, um sábado, com destino ao Porto (Douro), onde entrou cerca das 11:00 de 13 de Junho, comandado por João de Araújo Guimarães, depois de ter arribado a Peniche devido à forte nortada.

4 DE JUNHO DE 1939 - IGNOMÍNIA COMETIDA POR AMERICANOS E CUBANOS

Passageiros do St. Louis condenados ao extermínio

O paquete St. Louis, que saiu da Europa com 900 refugiados judeus entre os seus passageiros, vê negada autorização para entrar nos portos da Florida. Depois de ter sido recusado por Cuba, voltou para a Europa; muitos dos passageiros judeus morreram nos campos de guerra nazis durante a Segunda Guerra Mundial.

Paquetes da companhia Hamburg-Süd

Tal como ainda hoje acontece com as viagens transatlânticas posicionais de navios de cruzeiros da Europa para a América do Sul e regresso, o Porto de Lisboa foi sempre uma importantíssima porta de saída e entrada associada aos navios de passageiros utilizados nas carreiras regulares entre a Europa e a América do Sul desde o arranque destes serviços na década de 1850 até ao seu desaparecimento no final dos anos oitenta do século XX.
Uma das companhias de navegação europeias mais destacadas nesta carreira foi a Hamburg-Süd, ainda hoje uma das mais importantes empresas armadoras da Alemanha, e que até 1939 teve um papel importante no tráfego de passageiros e em cruzeiros.

CAMINHO DE FERRO CHEGA A PORTUGAL

Murmurava-se insistentemente que a ponte de Sacavém não podia resistir ao peso...

"Grande acontecimento, o caminho de ferro! A vantagem da sua construção em Portugal fora discutidíssima (...) era curioso ouvir nos serões lá de casa as diversas opiniões (...) a Nação ia gastar montes de libras e um país que possuía o Tejo e o Douro não precisava de mais nada. Os rios eram muito mais seguros e muito mais baratos (...) Em todo o caso, a maioria era pelo caminho de ferro (...) Chegou, enfim, o solene dia da inauguração (...) Murmurava-se insistentemente que a ponte de Sacavém não podia resistir ao peso..."

COMBOIO MAL-AMADO

Sinal anunciador da vingança do Céu e da chegada do Anti-Cristo

O célebre físico e astrónomo Arago ficou célebre na história dos caminhos de ferro por ter afirmado, em discurso pronunciado em 14 de Junho de 1836, por ocasião da discussão da lei de concessão da Linha Paris-Versailles, que "a passagem súbita de um túnel produziria, nas pessoas sujeitas a transpiração, fluxos de peito, pleurisias e catarros".
Um estadista como Thiers, apesar do êxito das linhas inglesas, troçava do futuro e do valor prático do caminho de ferro; qualificava-o de "brinquedo para os parisienses", chegando a mostrar receio de que a locomotiva explodisse e os passageiros fossem vítimas da mudança brusca de temperatura e da atmosfera glacial dos túneis".

VIAJANDO PELA HISTÓRIA

Carris primeiro, comboio depois

Os carris são muito mais antigos que a locomotiva e, como ela, foi nas minas que nasceram...
O mais antigo vestígio de carris aparece no século XV, na "Cosmografia Universal" de Sebastião Munster, cuja primeira edição foi publicada em Bâle em 1550 e que descreve, com gravura, um mineiro empurrando, nas minas de Leberthal, na Alsácia, uma carreta com pequenas rodas que rolam sobre uma longarina, que é afinal o carril primitivo..."

26 DE MAIO DE 1970

O VERA CRUZ pelas ondas sísmicas gigantes da costa sul-africana

O paquete VERA CRUZ, 186m/ 21,750tb, da CCN, Lisboa, não foi excepção às chamadas ondas sísmicas gigantes da costa sul-africana, corrente das Agulhas, quando na madrugada de 26/05/1970, com cerca de 3.000 pessoas a bordo, na sua maioria militares, perto do Cabo das Tormentas, nas 100 braças, foi apanhado por uma onda descomunal, que além de provocar avarias graves nas estruturas daquele enorme navio, fez quebrar os vidros temperados de todas as janelas da ponte de comando e ainda fez desaparecer mapas, cartas de marear, réguas, esquadros, compassos, etc., dos armários da casa de navegação . Note-se que aquelas estruturas estavam a 20 metros acima do nível do mar.

Bacalhoeiro de pesca à linha «Conceição Vilarinho»

Foi construído na Suécia em 1947 como navio de carga em ferro e adquirido por um armador português em Inglaterra. Mudando o seu nome original de “Bury” para “Conceição Vilarinho”, em 1951 faz a sua primeira campanha ao bacalhau, depois de diversos trabalhos de adaptação à pesca. Em 1975, tempo de mudanças, passou à pesca por redes de emalhar e terminou os seus dias em 1990.

29 DE MAIO DE 1935 - ATLÂNTICO ATRAVESSADO EM 99 HORAS E 14 MINUTOS

A viagem inaugural do Normandie

Em Maio de 1935, a silhueta esguia do Normandie parte do porto do Havre em direcção a Nova Iorque, naquela que viria a ser a primeira de diversas travessias do Atlântico até ao deflagrar da 2.ª Guerra Mundial. Nessa viagem inaugural, fruto das melhorias no design e outras, é imediatamente batido o recorde de ligação entre o Velho e o Novo Mundo: quatro dias, três horas e quatorze minutos!

NORMANDIE

Ocean Liner Society considerou-o «o transatlântico do século»

Uma das inovações técnicas que mais celebrizou este navio foi a concepção do casco, mais afilado do que o tradicional, da autoria do engenheiro russo Vladimir Yourkevitch. A preocupação principal, diminuir a resistência da água e do ar estendeu-se inclusivamente ao desenho das chaminés. O Normandie apresentava assim uma silhueta de uma elegância invulgar entre os transatlânticos da época.

ANOS 20-30

A máquina símbolo de libertação e evasão

As máquinas das décadas de 20 e 30, para além da promessa de um novo mundo, veiculavam também sentimentos de outra índole. A velocidade vence os constrangimentos do espaço, do tempo e da gravidade. É o período dos grandes transatlânticos que com os dirigíveis permitiam ligar a Europa e a América em tempo recorde. O luxuoso paquete Normandie com um novo desenho do casco foi o mais lendário destes navios. Pela primeira vez, tornam-se acessíveis os lugares mais secretos e exóticos. É o tempo das travessias nocturnas do Sahara por St. Exupéry ao serviço da mítica Aeropostale. Como testemunho do fascínio dessas viagens, a firma Guerlain produziu em 1933 o perfume Vol de Nuit. Por outro lado, as grandes viagens eram, nesta época ainda, privilégio de poucos. Assim, a máquina, para além de vencer distâncias e alturas, de mensageira de novos mundos, adquire o estatuto de veículo para o sonho, que a conotação com um certo elitismo vem reforçar, acentuando assim a sua atracção junto do grande público.

VEJA O DOCUMENTÁRIO - 43 MINUTOS

O «Normandie» era um navio de superlativos

Era um navio de superlativos: o maior navio do mundo durante cinco anos, mais de 20 mil toneladas maior que o Majestic White Star, o primeiro a ultrapassar 60 mil toneladas (e 70.000 e 80.000, para esse efeito) , o maior navio turbo- eléctrico alimentado.
Tudo dito, ganhou o Normandie a bandeira azul por cinco anos consecutivos. Todos estes factores contribuíram para ser descrito como "o último transatlântico" definitivamente, na década de 1930 e, possivelmente, do século.

NORMANDIE

Um fim inglório

Com a Segunda Guerra Mundial o SS Normandie foi transformado em navio de transporte de soldados. Durante a remodelação sofreu um incêndio, passava o dia 10 de Fevereiro de 1942. Apesar de ter um bom sistema anti-fogo, o equipamento estava desligado, em virtude dos trabalhos de remodelação. O navio ardeu e inclinou-se para o lado do porto. Às 2h45min daquela madrugada, o gigante emborcou, esmagando um navio bombeiro, acomodando-se no solo sob o cais.

D. CARLOS

Cruzador orgulhoso e.....abatido

Quem lê sobre combates náuticos da época contemporânea não pode deixar de ouvir falar dos Cruzadores. Estas embarcações de alto mar foram desenhadas para serem mais protegidas que as Fragatas e operariam isoladas de uma esquadra. Começam por surgir quando é adoptado o vapor como meio de locomoção (aparecendo ainda no início com um misto de velas e caldeiras). Ao longo do século XIX vão sendo armados com artilharia mais e mais avançada. É durante o apogeu do seu "tipo" de navio que surge o cruzador couraçado D. Carlos I. O seu lançamento dá-se em 1898 e entra em serviço no ano seguinte.

Amotinação de marinheiros a bordo dos cruzadores D. Carlos e Vasco da Gama

A 13 de Abril de 1906 verificou-se uma amotinação de marinheiros dos cruzadores D. Carlos e Vasco da Gama, em protesto contra as condições de vida a bordo. O governo enviou o almirante Ferreira do Amaral que tentou a todo o custo pôr termo à insurreição, fazendo diversas promessas. A repressão foi dura ... 41 reclusões de 15 a 20 anos e deportações para as colónias, além de penalidades menores.

24 DE MAIO DE 1543

Morre Copérnico, o filósofo do firmamento

A 24 de Maio de 1543 morre o astrónomo Nicolau Copérnico. No mesmo ano, foi publicado o primeiro dos seis volumes da sua obra "Das Revoluções dos Corpos Celestes", contendo as bases científicas da astronomia moderna. Apesar de ser irrefutável, a teoria de Copérnico só seria aceite pelo Vaticano em 1835. O papa Gregório XVI admitiu o erro dos seus antecessores. Quase 300 anos após sua publicação, a obra "Das Revoluções dos Corpos Celestes" foi retirada da lista dos livros censurados pela Santa Sé.

24 DE MAIO DE 1819

O Savannah é o primeiro navio a vapor a atravessar o Atlântico

A 24 de Maio de 1819 o Savannah iniciava a primeira travessia do Atlântico por um navio a vapor. O barco à vela equipado com motor levou quatro semanas para concluir a viagem entre Savana, na Geórgia, e Liverpool.

VIAJANDO PELA HISTÓRIA

O vapor no rio Douro entre o Porto e a Foz

«Durante algum tempo, uma companhia lembrou-se de organizar um serviço de navegação fluvial entre o Porto e a Foz. Havia um vaporzinho que fazia carreira entre a cidade e a Can­tareira, mas a empresa não deu bom resultado, tal era o apego ao burro, no Porto daquele tempo, como meio de transporte.»
 

VIAJANDO PELA HISTÓRIA

Do navio à vela ao navio a vapor

Em 1839 o pintor inglês, Joseph M. W. Turner apresenta um dos seus quadros, intitulado “The Fighting Temeraire tugged to her Last Berth to be broken up” que se tornou uma das suas obras mais conhecida já que, de certo modo, é um precursor do Impressionismo, utilizando o fumo da máquina a vapor para criar sugestivas atmosferas nas suas composições.
O quadro representa um facto real, a última viagem do Temeraire, um navio da frota de Lord Nelson na batalha de Trafalgar, em 1805.

VIAJANDO PELA HISTÓRIA DO PORTO DE SETÚBAL

Guindaste a vapor

A APSS ainda conserva o primeiro guindaste a vapor que operou no Porto de Setúbal entre 1924 e 1970. Esteve instalado na antiga Estacada do Carvão, que corresponde à estacada 1, ainda existente, localizada a Poente da Doca de Pesca.
Trata-se de um elemento importante de arqueologia industrial, devido ao papel que desempenhou na economia da região de Setúbal e, por outro lado, representa o primeiro investimento efectuado pela entidade portuária em equipamento de suporte à movimentação de mercadorias.

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