Quem Somos
A APP – Associação dos Portos de Portugal é uma Associação sem fins lucrativos constituída em 1991, com o objectivo de ser o fórum de debate e troca de informações de matérias de interesse comum para os portos e para o transporte marítimo.
Pretende-se que a APP contribua para o desenvolvimento e modernização do Sistema Portuário Nacional, assumindo uma função que esteve subjacente à sua criação: constituir-se como um espaço privilegiado de reflexão e de decisão.
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Notícias
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PARA OS PORTOS AÇORIANOS
LANÇADO CONCURSO PÚBLICO INTERNACIONAL PARA AQUISIÇÃO DE DOIS REBOCADORES ELÉCTRICOS
A Portos dos Açores, S.A. (PA) acaba de lançar um procedimento de concurso público internacional com vista à aquisição de dois rebocadores elétricos de 70 toneladas, para funcionamento nas infraestruturas portuárias do arquipélago, o que permitirá a renovação dos equipamentos de que a PA dispõe atualmente e assegurará, em simultâneo, o aprofundamento da sua aposta na descarbonização e sustentabilidade ambiental.
A frota de rebocadores da administração portuária açoriana integra neste momento quatro navios para operações de reboque, dos quais três se encontram em final da respetiva vida útil, apresentando 22, 23 e 28 anos de antiguidade e comportando capacidades de trabalho já desajustadas para as solicitações que presentemente se vão colocando nos portos daquela Região. Esta aquisição visa também criar redundância operacional, alargando para cinco o número de rebocadores disponíveis na Região Autónoma dos Açores.
A opção por rebocadores elétricos enquadra-se na tendência global de descarbonização e sustentabilidade na indústria marítima, havendo nos Açores, também, orientações do Governo Regional para se apostar na mobilidade elétrica, nas suas diferentes vertentes, desde logo porque parte significativa da produção de energia nas ilhas já se funda em fontes renováveis, como a geotermia, os parques eólicos e os painéis solares industriais.
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ULisboa líder europeia em Engenharia Naval e Oceânica
Na mais recente edição do Global Ranking of Academic Subjects (GRAS) do ranking de Xangai, a Universidade de Lisboa (ULisboa) destaca-se por ser a n.º 1 a nível europeu e n.º 7 a nível mundial na área da Engenharia Naval e Oceânica. A nível nacional a ULisboa reforça a liderança nas áreas da Engenharia Eletrotécnica e da Engenharia Civil, esta última obtendo o 3.º lugar a nível europeu e 20.º a nível mundial.
O desempenho da Universidade nestas áreas é de contributo exclusivo do Instituto Superior Técnico. Realce ainda para uma nova área considerada – Artificial Intelligence – em que a ULisboa lidera também a nível nacional, com forte contributo do Técnico para esse resultado.
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Caracterização do Inland do Porto de Leixões em Transporte Intermodal
Esta tese tem como objetivo caracterizar de forma abrangente o hinterland e inland do Porto de Leixões no transporte intermodal, com particular ênfase no transporte ferroviário. O objetivo é obter informações sobre a infraestrutura do porto, operações e potenciais melhorias para aumentar a sua eficiência e conectividade.
Para atingir este objetivo, foi realizada uma entrevista com guião semiestruturado, dirigido a cinco grandes representantes do transporte intermodal relacionados com o Porto de Leixões. O guião foi aplicado em 5 entrevistas, onde foi possível a recolha de dados, fornecendo dados qualitativos valiosos para análise. As discussões giram em torno de vários aspetos fundamentais.
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APS e Repsol destacam Sines como polo estratégico na transição energética
A Administração dos Portos de Sines e do Algarve, S.A (APS) acolheu o evento “Rumo ao net zero: Sines e os caminhos para a descarbonização da indústria”, promovido pela Fundação Repsol.
O evento contou com a presença do Ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, o Presidente da Repsol, Antonio Brufau, os Presidentes da Câmara Municipal de Sines, Álvaro Beijinha e de Santiago do Cacém, Bruno Pereira, bem como diversas entidades e especialistas que debateram a importância da transição energética, descarbonização e inovação no setor petroquímico.
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EDUARDO CABRITA, MSC CRUZEIROS
O nosso objectivo passa por continuar a consolidar-nos enquanto marca
Eduardo Cabrita, direCtor geral da MSC Cruzeiros, faz um balanço sobre a aCtividade da companhia em Portugal e sublinha a importância do mercado nacional.
Portugal tem vindo a ter um peso cada vez maior, porque os cruzeiros têm vindo a aumentar cada vez mais em termos de popularidade. De acordo com dados da CLIA divulgados em agosto de 2025, os portos portugueses receberam em 2024 aproximadamente 1,85 milhões de passageiros de cruzeiros, com Lisboa a destacar-se como o porto mais movimentado, com 763 652 passageiros e , nos últimos dois anos, 31% dos passageiros realizaram um cruzeiro pela primeira vez, o que reflete a capacidade do setor para atrair novos clientes.
A MSC Cruzeiros tem sentido também o aumento do número de passageiros e tem vindo a crescer ano após ano, o que tem resultado numa maior preponderância de Portugal na estratégia global da companhia.
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Accelleron e Hyundai Marine Solution juntas para acelerar a digitalização marítima
A Accelleron e a Hyundai Marine Solution (HMS), divisão digital e de pós-venda do grupo HD Hyundai, firmaram um acordo estratégico para desenvolver soluções digitais conjuntas que melhorem a integração entre plataformas de gestão e otimização de desempenho naval. A parceria cobre tanto novas construções como navios em operação e prevê a aplicação das soluções LOREKA360° Tekomar XPERT Engine e Turbo Insights em cerca de 500 embarcações da frota Hyundai.
O objetivo é criar sinergias entre os sistemas digitais das duas empresas, combinando as capacidades do Integrated Smart Ship Solution (ISS 2.0) e do modelo de otimização baseado em IA OceanWise, da HMS, com as ferramentas da Accelleron focadas na monitorização de motores e turbocompressores.
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VIAJANDO PELA HISTÓRIA
As várias vidas do Cais do Sodré
Conhece o bairro dos Remolares? Agora é mais conhecido por Cais do Sodré, uma zona que já foi perigosa para a saúde pública, um local de espiões da Segunda Grande Guerra e o sítio de eleição para as classes altas. Paralelamente, foi frequentado por marinheiros e prostitutas. Eis parte da história deste cais.
Bairro dos Remolares. Era assim que era conhecido o Cais do Sodré no início do século XIX. Era uma área muito poluída, com praias fluviais sujas de lama, como a Praia da Boavista. Era um caso grave: “uma vez que os resíduos da cidade eram frequentemente despejados, tornava-se uma séria ameaça à saúde pública”, escrevem os investigadores.
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Novo Edifício Multiusos do Porto da Horta
Portos dos Açores lançou o concurso da Empreitada de Construção
A Portos dos Açores lançou o concurso da Empreitada de Construção do Novo Edifício Multiusos do Porto da Horta, na Ilha do Faial. Após o concurso anterior ter ficado deserto foi agora lançado um novo procedimento, com um valor base de três milhões de euros, acrescidos de IVA.
O prazo para apresentação das candidaturas termina a 19 de fevereiro e as obras têm um prazo de execução de 20 meses, tal como se pode ler no anúncio publicado em Jornal Oficial.
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Portos da UE movimentaram 3,4 mil milhões de toneladas em 2024
Os portos marítimos da União Europeia movimentaram cerca de 3,4 mil milhões de toneladas de carga (peso bruto) em 2024. Trata-se de um volume em linha com o de 2023, mas inferior ao recorde alcançado na última década, e que se situou nos 3,6 miil milhões de toneladas em 2019.
De acordo com o Eurostat, organismo estatístico da União, o porto de Roterdão, nos Países Baixos, continua a ocupar a primeira posição, tendo movimentado 397 milhões de toneladas em 2024. O de Antuérpia, na Bélgica, ocupa o segundo lugar, com 244 milhões, seguindo do de Hamburgo, na Alemanha, com 97 miilhões.
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VIAJANDO PELA HISTÓRIA DO «SANTA MARIA MANUELA»
Os barcos Dori
No convés do Santa Maria Manuela seguiam dezenas de barcos dori - pequenos barcos rasos. Estes navios só eram colocados sobre as águas, depois do capitão ter verificado as condições necessárias e dado a ordem: "Baixemos estas embarcações e que Deus esteja connosco".
Cada barco dori transportava um pescador. Depois de pousar nos mares gelados, cada homem seguia o seu próprio destino com a ajuda de lemes ou de uma pequena vela. Por vezes navegavam a milhas de distância do SMM e desapareciam no meio do forte nevoeiro. Os pescadores passavam 13 horas consecutivas nos barcos dory e lançavam centenas de metros de linha com anzóis e isco para a água.
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Quanto mundo coube dentro das naus que chegaram e partiram de Lisboa?
Traziam especiarias, sedas, porcelanas ou pedras preciosas, mas também servos da Coroa, religiosos, mercadores e gentes do Oriente e de África. No século XVI, Lisboa foi deixando de se surpreender com o mundo exótico que desembarcava das naus da carreira da Índia.
Príncipes de Ormuz, embaixadores persas, emissários de senhores feudais japoneses ou prisioneiros turcos viajaram a bordo dos grandes navios portugueses. A rota do Cabo, inaugurada por Vasco da Gama, foi durante mais de um século a principal via de ligação marítima entre o Ocidente e o Oriente. E Lisboa era o epicentro desse intenso movimento, como analisa neste artigo Rui Manuel Loureiro, historiador e investigador da NOVA FCSH.
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Com vista ao reforço da segurança e da operacionalidade
APSS inicia intervenção na Doca dos Pescadores
Na sequência dos danos provocados por fenómenos meteorológicos extremos registados ao longo do último ano, a APSS, S.A. – Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra iniciou, dia 12 de janeiro, uma intervenção na Doca dos Pescadores, em Setúbal.
A intervenção em curso tem como objetivo reforçar as condições de segurança e de operacionalidade da infraestrutura, assegurando a normal continuidade da atividade piscatória naquele local.
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DOCAPESCA
CCL Social - Resumo do Ano
Em 2025, a Docapesca reforçou o seu compromisso com a responsabilidade social através do projeto CCL Social, com a entrega de 9,1 toneladas de pescado a instituições de apoio social, em articulação com as autarquias locais, em várias regiões do país.
Desde o lançamento desta iniciativa, em 2020, já foram entregues 82 toneladas de pescado, proveniente das lotas nacionais, contribuindo para o apoio a famílias em situação de maior vulnerabilidade alimentar.
Este balanço reflete o papel ativo da Docapesca na valorização do pescado nacional, na coesão territorial e no apoio às comunidades, promovendo uma resposta solidária e sustentável ao longo de todo o ano.
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OE 2
FOMENTAR O EMPREGO E A ECONOMIA AZUL CIRCULAR E SUSTENTÁVEL
No contexto dos desafios globais que Portugal e o mundo enfrentam nesta década, a Estratégia Nacional para o Mar 2021-2030 (ENM 2021-2030) define dez Objetivos Estratégicos (OE) que visam promover uma relação mais sustentável com o Mar, alinhados com a Agenda 2030 das Nações Unidas e o Pacto Ecológico Europeu. Este relatório de monitorização foca-se exclusivamente no Objetivo Estratégico 2 (OE2), cujo propósito é "Fomentar o Emprego e a Economia Azul Circular e Sustentável".
O OE2 é fundamental para o crescimento da economia azul, um setor estratégico para Portugal, dada a sua localização geográfica e a vasta extensão costeira. A economia azul abrange uma variedade de setores ligados ao Oceano, como a pesca, o turismo costeiro, a biotecnologia marinha e as energias renováveis oceânicas. O desenvolvimento sustentável desta economia representa uma oportunidade crucial para gerar emprego qualificado, promover o desenvolvimento das comunidades costeiras e reforçar a posição de Portugal como líder global na economia marítima.
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Balanço da Actividade de cruzeiros em 2025
Porto de Lisboa regista records históricos no segmento de turnaround
O Porto de Lisboa registou em 2025 o melhor ano de sempre no segmento de cruzeiros de turnaround, consolidando a sua posição como um dos principais hubs atlânticos da Europa. Os resultados operacionais refletem uma estratégia de aposta no segmento de turnaround, aquele que permite o início e/ou fim das viagens de cruzeiro em Lisboa, e que representa o maior contributo para o impacto económico gerado no destino.
O segmento de turnaround estabeleceu novos recordes em três indicadores fundamentais:
• 206 226 passageiros (superando o anterior recorde de 204 004, em 2023)
• 121 escalas (novo máximo face às 110 escalas de 2024)
• 105 900 passageiros embarcados (acima do recorde de 102 680, em 2023).
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Santana Lopes quer Porto da Figueira da Foz dissociado de Aveiro
Pedro Santana Lopes considera que a orgânica que existe entre os portos comerciais da Figueira da Foz e de Aveiro é «prejudicial» para a cidade que lidera, por isso, voltou a defender a dissociação da administração entre estes dois municípios.
«Não é nenhum tipo de complexo. É uma constatação do trabalho que há para fazer aqui todos os dias», sustentou o presidente da Câmara da Figueira da Foz, durante a última reunião de câmara.
Numa altura em que a nova administração do Porto de Aveiro e da Figueira da Foz tomou posse há poucos dias, sendo agora liderado por Teresa Cardoso e tendo Rogério Carlos e Válter Rainho como vogais, o autarca disse ainda não ter concordado com a substituição.
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Cais militar em Sines acompanha evolução europeia das infraestruturas portuárias
A criação de um cais com funções militares no porto de Sines, como foi mencionado no final de 2025 pelo Presidente da APS, Pedro do Ó Ramos, enquadra-se numa tendência observada em vários portos europeus, num contexto de maior atenção às capacidades logísticas associadas à defesa e à mobilidade de meios. Em diferentes Estados-membros da União Europeia, infraestruturas portuárias têm vindo a ser adaptadas para responder a requisitos operacionais específicos, coexistindo com a actividade comercial.
Nos últimos anos, portos situados no norte e leste da Europa procederam a ajustamentos técnicos que permitem a recepção e movimentação de equipamentos militares, nomeadamente em articulação com exercícios conjuntos e compromissos internacionais. Estas adaptações resultam de necessidades identificadas ao nível da interoperabilidade, da capacidade de resposta e da utilização de infraestruturas já existentes.
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VIAJANDO PELA HISTÓRIA DO «SANTA MARIA MANUELA»
As Campanhas
No convés do Santa Maria Manuela estavam 50 doris - pequenos barcos de pesca rasos. Estas embarcações foram colocadas na água a pedido do comandante: "Baixemos estas embarcações e que Deus esteja connosco".
Cada dori levava um pescador. Depois de pousar nos mares gelados, cada homem seguiu o seu próprio destino com a ajuda de lemes ou de uma pequena vela. Por vezes, navegaram quilómetros desde o SMM e desapareciam no meio do forte nevoeiro. Os pescadores passaram 13 horas consecutivas sozinhos nos doris. Lançaram centenas de metros de linha com anzóis e isco na água, na esperança de ter sorte.
Se tudo corresse bem, um único pescador poderia pescar meia tonelada de bacalhau num só dia. Há relatos de naufrágios de doris devido ao peso das suas capturas, tal foi a vontade e o entusiasmo dos pescadores.
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A Pesca por um Mar Sem Lixo - Resumo do Ano
Em 2025, o projecto “A Pesca por um Mar Sem Lixo” voltou a demonstrar o compromisso dos pescadores na proteção dos oceanos.
Alcançámos 31 portos de pesca, com a adesão de Angeiras, Torreira e Alvor, e ultrapassámos a marca das 1.000 embarcações aderentes em todo o país.
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Conselho para a Exploração do Mar recomenda «captura zero« da enguia europeia em 2026
O Conselho Internacional para a Exploração do Mar (ICES, na sigla em inglês) emitiu um parecer científico urgente recomendando que, para o ano de 2026, as capturas da enguia europeia (Anguilla anguilla) em todos os habitats sejam reduzidas a zero.
Esta recomendação, fundamentada no princípio da precaução, aplica-se tanto a capturas comerciais como recreativas em todas as fases da vida da espécie, incluindo a apanha de enguias-de-vidro (conhecidas em Portugal como meixão) para fins de aquacultura e repovoamento. Desde 2021, aliás, a recomendação científica tem sido de "zero capturas".



















