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A APP – Associação dos Portos de Portugal é uma Associação sem fins lucrativos constituída em 1991, com o objectivo de ser o fórum de debate e troca de informações de matérias de interesse comum para os portos e para o transporte marítimo.

Pretende-se que a APP contribua para o desenvolvimento e modernização do Sistema Portuário Nacional, assumindo uma função que esteve subjacente à sua criação: constituir-se como um espaço privilegiado de reflexão e de decisão.



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Janela Única Logística



Notícias

A Logística em 2025: as tendências emergentes que podem marcar a diferença

O sector da Logística é um dos mais susceptíveis à evolução digital e às transformações disruptivas que mudam, de forma indelével, a face do fenómeno que é o Comércio Global e a exigência e competitividade a que este obriga. Com o novo ano em andamento, novos desafios ganham forma no horizonte dos agentes económicos que dão corpo ao setor: quais as tendências tecnológicas que marcarão 2025?

Gémeos Digitais

Uma delas será, certamente, a tecnologia Digital Twins, já aqui aflorada pela APAT. Trata-se de uma aposta que vai ganhando lugar no espaço mediático e que, mais cedo que tarde, reclamará o seu espaço nas prioridades das grandes companhias ligadas ao setor logístico. Impulsionada pela NASA, esta tecnologia tem como premissa a criação de uma réplica virtual, fiel ao um objeto físico original, para, através da cópia digital, se possa fornecer todas as perspectivas, atualizações e dados importantes (em tempo real) sobre a utilização de um produto.

Através de um modelo virtual de um objeto físico, cientistas, projetistas e engenheiros são capazes de dimensionar com total exatidão como será o resultado final de um projeto ou produto e o seu completo ciclo de vida, a partir de uma simulação. Esta tecnologia abre a porta para a possibilidade analisar, testar e avaliar determinado produto ainda durante a fase de desenvolvimento. Assim, dispositivos móveis, equipamentos e uma infinidade de produtos poderão ser idealizados, desenhados e finalizados de forma totalmente adaptada ao consumo e necessidades dos consumidores. Um trunfo apetecível para a indústria: optimização de custos e investimento, diminuição de erros de concepção e avaliação constante de parâmetros de qualidade para melhor consumar ou vender o produto ou até mesmo projetar maior eficiência nas operações de uma empresa ou departamento. A aposta nesta tecnologia poderá, de facto, descolar em 2025.

Inteligência Artificial

Cada vez mais presente no seio do setor logístico, a Inteligência Artificial provou, em 2024, que veio para ficar. Disseminada por várias áreas de atuação e preponderante já em muitas companhias de grande dimensão, esta tecnologia disruptiva chegará também à grande maioria das empresas ligadas à Logística que têm como prioridade a eficiência de custos, a maximização das suas capacidades operacionais e a gestão estratégica e preditiva dos seus ativos. Seja a calcular rotas mais eficientes (em tempo e energia dispendida), a estruturar e hierarquizar procedimentos (na gestão de armazéns ou plataformas logísticas, por exemplo) ou a gerir bases de dados e a possibilitar a interoperabilidade entre sistemas, a IA abre todo um novo mundo de possibilidades para dotar as empresas de índices de competitividade nunca antes vistos.

Através dos trunfos da IA, as empresas poderão prever os comportamentos do mercado, afinar estratégias para melhor lidar com as tendências e expectativas de consumo e calibrar, de forma cada vez mais precisa e metódica, o atendimento ao cliente; a partir de uma perspetiva holística, esta tecnologia pode, de facto, apontar soluções para tornar as empresas mais ágeis, mais preparadas para lidar com constrangimentos operacionais, mais avisadas sobre contextos futuros (e possíveis formas de anteciparem problemas) e com menos redudâncias funcionais.

Cloud computing

Uma realidade inescapável e que já se encontra enraízada nas empresas: o ecossistema na nuvem, o Cloud, já faz parte do dia-a-dia de muitas empresas ligadas ao fenómeno logístico e continuará, a bom ritmo, a ganhar preponderância em 2025. Trata-se de uma tecnologia que ditou, em muitos casos, o tiro de partida de um processo de digitalização que não voltará a trás. Possibilitando a integração transversal e uma visão holística das operações e da organização, a nuvem interliga setores, departamentos, operações e trabalhadores, agilizando processos e centralizando dados e importante feedback relativo a todas as vertentes, quer da operação quer da gestão do próprio negócio. Mais versatilidade, mais eficiência, mais adaptação in loco e mais responsividade.

O eCommerce e a Última milha

Um desafio que continua a dar dores de cabeça e para o qual as empresas continuam a dedicar muitas horas: como optimizar a entrega na última milha? Trata-se de um autêntico puzzle no qual, não raras vezes, algumas peças teimam em não encaixar, levando a uma fraca gestão de tempo e recursos, para além de níveis de poluição maiores e constrangimentos de mobilidade que acabam por degradar a qualidade de vida (especialmente em ambiente urbano). Este desafio continuará a merecer muita reflexão por parte dos operadores logísticos, sendo a chave do problema a perfeita comunicação (mas, em que moldes?) e gestão de expectativa entre o operador e o consumidor (como tornar esta relação harmoniosa?), sendo que, a vasta maioria das entregas são realizadas em contexto citadino, já de si mais complexo e imprevisível.

Maior eficiência mas também maior sustentabilidade: uma meta nada fácil mas que continuará na mente das empresas em 2025. Recorde-se que, em 2023 e 2024, a APAT integrou o projeto-piloto para delinear planos para uma Logística Urbana mais 'verde' e ágil na cidade de Lisboa, em consonância com a Câmara Municipal lisboeta e a associação ZERO. Tendo oferecido a sua perspetiva e análise sobre o segmento da Última Milha, a APAT continuará, ao integrar o projeto, a dar a sua visão sobre esta problemática, na tentativa de encontrar soluções sustentáveis para esta importante temática.

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