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Já há mais duas águias-pesqueiras a tomar banho na albufeira de Alqueva

O projecto para trazer de volta a águia-pesqueira ao Alentejo libertou, a 15 de Agosto, mais duas aves, que se juntam às oito que já voavam sobre a albufeira de Alqueva. Por estes dias, tomam banhos para se refrescar e aprendem a pescar sozinhas.

A rotina está mais ou menos estabelecida. “Chegam de manhã cedo, alimentam-se com o peixe que deixamos nas plataformas artificiais e partem. Depois, regressam ao final da tarde”, disse Andreia Dias, coordenadora operacional do projecto.

As aves, com 11 e 12 semanas de idade, chegaram no início de Julho a uma propriedade perto de Reguengos de Monsaraz, junto à albufeira de Alqueva, vindas da Finlândia e Suécia, onde a espécie é abundante. Os animais vieram ao abrigo de um projecto de reintrodução da águia-pesqueira (Pandion haliaetus) que começou no ano passado por iniciativa do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (Cibio), organização privada ligada à Universidade do Porto, e em parceria com a EDP. O objectivo é criar um núcleo reprodutor no Alentejo. Desde que, em 1997, morreu a fêmea do único casal existente no país, na costa alentejana, a ave só pode ser avistada em Portugal durante as migrações e no Inverno, especialmente em zonas húmidas, como o Paul do Boquilobo e estuários do Tejo e do Sado.

Este é o segundo ano do projecto. A 6 de Agosto foram libertadas oito aves e a 15 de Agosto, três. “Libertámos três águias mas uma delas ainda não estava pronta e não voou. Tivemos de a recolher e agora está a reforçar os músculos peitorais”, disse Andreia Dias. A sua libertação poderá acontecer dentro de alguns dias, acredita a responsável.

Por enquanto, as aves alimentam-se nas imediações. “Começam a tentar pescar sozinhas e têm-se atirado à água, para se refrescar”, acrescentou Andreia Dias. Os animais estão marcados com emissores de rádio que permitem aos biólogos saber para onde voam e intervir em caso de emergência.

Em Setembro, as aves deverão partir para as zonas de invernada em África, especialmente Senegal e Gâmbia. A expectativa é a de que, ao chegarem à maturidade sexual, dentro de dois a três anos, regressem a Portugal para nidificar no Alqueva, identificado como sendo a sua origem. No ano passado foram libertadas dez águias mas, pelo menos, três acabaram por morrer.

Durante os próximos anos, o projecto prevê a chegada de dez aves por ano. Se tudo correr bem, a águia-pesqueira poderá começar a progredir para a zona costeira, via zonas húmidas do Tejo e Sado.

A futura população de águia-pesqueira no Alentejo poderá beneficiar de um projecto semelhante que está a ser realizado na Andaluzia, desde 2003. A Junta tem em curso um projecto de reintrodução desta espécie, com águias vindas da Finlândia, Escócia e Alemanha. Os ninhos artificiais estão instalados em Huelva – na Paraje Natural Marismas del Odiel e junto ao rio Barbate – e em Cádiz, no Parque Natural de los Alcornocales.

Segundo o jornal espanhol ABC, este ano existem nove territórios ocupados por águias-pesqueiras reintroduzidas: oito com casais territoriais e outro defendido por apenas um indivíduo. Em 2012, sete casais conseguiram incubar ovos mas um deles perdeu a ninhada. Os restantes seis tiveram mais sucesso, tendo sobrevivido dez crias (quatro em Cádiz e seis em Huelva).

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