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Notícias

HENRIQUE RAPOSO, «EXPRESSO»

«Sines é a salvação de Portugal»

No Verão passado, na companhia dos velhos e da mais-que-tudo, desci a costa alentejana. Para matar saudades e não sei quê. Durante o almoço em Porto Covo, os senhores da mesa ao lado não paravam calados com o porto de Sines. Era natural: ao largo, era visível a fila de navios à espera de aportar. Com um bairrismo vulcânico, um dos senhores chegou a dizer "Sines é a salvação de Portugal". A parte da salvação é a teologia alentejana a trabalhar, mas eu percebo o entusiasmo. E parece que o presidente do Banco Europeu de Investimentos também percebe. Em conversa com o jornalista Bruno Faria Lopes do i, Werner Hoyer disse que "Portugal está a arrancar com o enorme projecto de um porto de águas profundas em Sines. É uma coisa maravilhosa, importante para toda a Europa (...) É em projectos como a ligação ferroviária de Sines que nos devemos concentrar" . Quem diria que a teologia alentejana encontraria um crente num teutónico merkeliano?

Bom, eu não percebo nada de barcos, e também não percebo nada de economia: não sei o que é um hedge fund e nem sequer sei fazer uma conta de dividir. Mas sei olhar para o mapa, e o dito diz-me que, após o alargamento do canal de Panamá (2014), Sines passará a ser o porto europeu mais próximo da China para aqueles navios que parecem arranha-céus deitados . Donde a necessidade urgente de uma ligação ferroviária para mercadorias entre Sines e Irún em bitola europeia (a bitola dos comboios ibéricos é diferente da bitola europeia, logo, é preciso fazer um demorado transbordo em Irún, na fronteira entre Espanha e França). Ora, este tema estratégico devia gerar um enorme interesse em Portugal. Sucede que esse interesse não existe.

Há dias, na cimeira Espanha/Portugal, Passos e Rajoy acertaram precisamente a construção da linha em bitola europeia entre Sines e Irún (até 2018). De forma um tanto surreal, este acordo não teve grandes ecos mediáticos. Estamos a falar de algo que pode transformar Sines num dos portos mais importantes do comércio entre Ásia e Europa, mas, mesmo assim, este assunto não gerou e não gera interesse entre nós. Dada a minha insistência no tema, eu até estou desconfiado que, um dia destes, alguém vai gritar "olha, ali vai o Henrique, o maluquinho de Sines".

FONTE