Portos de Portugal
Viagem ao Centro do Mundo

Porto de Viana do Castelo,
Alberga o maior estaleiro do País

Porto de Leixões
Referência na Região Norte do País

Porto de Aveiro
Uma solução Intermodal competitiva

Porto da Figueira da Foz
Promotor da Economia da Região Centro

Porto de Lisboa
Atlantic Meeting Point

Porto de Setúbal
Solução Ibérica na Região de Lisboa

Porto de Sines
Porta do Atlântico

Portos da Madeira
O Paraíso dos Cruzeiros

Portos dos Açores
A sua plataforma no Atlântico

Quem Somos

A APP – Associação dos Portos de Portugal é uma Associação sem fins lucrativos constituída em 1991, com o objectivo de ser o fórum de debate e troca de informações de matérias de interesse comum para os portos e para o transporte marítimo.

Pretende-se que a APP contribua para o desenvolvimento e modernização do Sistema Portuário Nacional, assumindo uma função que esteve subjacente à sua criação: constituir-se como um espaço privilegiado de reflexão e de decisão.



Newsletter

Clique aqui para se registar na newsletter.

Clique aqui para sair da newsletter.

Janela Única Logística



Notícias

M. JOÃO VIEIRA PINTO

Pode o turismo ajudar Portugal? - A defesa do cluster

Em 1994, o célebre relatório Porter apontava o Turismo como um dos clusters determinantes para o crescimento da economia portuguesa. Dezasseis anos depois, continua a faltar um trabalho integrado e alinhado de promoção da Marca-País.

Em 1994, o rninistro da Energia e Indústria de Cavaco Silva, Mira Amaral, encomendou a Michael Porter um estudo que apontasse as vantagens competitivas de Portugal. Na altura, o especialista e professor da Harvard Business School identificou seis clusters como os prioritários da aposta nacional. O turismo saía destacado, a par do vinho, a madeira, o vestuário, o calçado e o automóvel.

Isto foi na recta final do segundo mandato do Governo de Cavaco Silva. E a ideia era encontrar uma estratégia de desenvolvimento para o Pais. O relatório tinha nem mais que 269 páginas e a verdade é que não passou disso mesmo, de um relatório. Nunca saiu da teoria para chegar à prática.


Hoje, 16 anos e alguns governos depois, o Turismo continua a ser apontado por vários especialistas como um sector determinante para alavancar Portugal e a economia portuguesa.

Se não, veja-se: dados do Turismo de Portugal indicam que, no primeiro trimestre de 2011, as receitas do Turismo em Portugal atingiram 1,3 mil milhões de euros representando um crescimento de 7%, de mais 83 milhões de euros, face ao período homólogo de 2010. E quando se analisa o primeiro semestre do ano passado, verinca-se que as receitas do sector ascenderam aos 3.246 milhões de euros, num crescimento de 263 milhões de euros (+8,8%) face ao mesmo período de 2010.


á em (unho, o saldo da balança turística registou um novo recorde de 393,43 milhões de euros, face aos 326,9 milhões de [unho de 2010. No total do semestre elevou-se a 1,75 mil milhões, face aos 1,52 mil milhões do primeiro semestre do ano passado. Mais no final do ano, em Novembro, e segundo dados do Banco de Portugal (BdP), as receitas de turistas estrangeiros em Portugal atingiram os 499.881 milhões de euros, naquilo que se traduziu num aumento de 4,84% face ao mesmo mês do ano anterior, que se fixou nos 476.791 milhões de euros.

Mas se este desempenho parece agradar, a verdade é que todos os intervenientes no sector defendem ser ainda possível melhorá-lo. As últimas decisões governamentais apontam precisamente nesse sentido, com Paulo Portas, ministro dos Negócios Estrangeiros, a anunciar ser necessária uma maior articulação da actividade promocional do nosso país no estrangeiro por parte de diversas entidades, nomeadamente embaixadas. «Será esse o grande impacto desta medida já este ano e nos próximos: que os decisores e empresários em Portugal tenham nas representações diplomáticas internacionais os parceiros de referência e as pontes de que necessitam para desenvolverem os seus negócios e ampliarem os seus mercados. E que os potenciais investidores estrangeiros possam perceber Portugal como um destino aberto ao mundo, seguro e qualificado onde podem desenvolver os seus investimentos turísticos», observa Frederico Costa, presidente do Conselho Directivo do Turismo de Portugal em entrevista à Marketeer, nesta edição.


Este será, aliás, um ponto determinante para algumas regiões, em particular o Algarve, que tem em vista o seu índice de ocupação hoteleira a cair. Em Dezembro a descida foi 20,3%, enquanto em 2010 tinha já chegado aos 11,1%, segundo dados da AHETA - Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve. Esse foi, aliás, o mês que registou a pior taxa de ocupação global média por quarto dos últimos 16 anos!


De resto, todas as regiões algarvias verificaram uma descida da taxa de ocupação, mais acentuada em Portimão/Praia da Rocha (-17,8%) e no Carvoeiro/Armação de Pêra (-16,2%). A associação adianta ainda que o volume de negócio do total do sector no Algarve contabilizou uma variação negativa homóloga de 9,7%. As descidas foram registadas por parte de todos os mercados emissores, adianta a AHETA, com destaque para a Alemanha, com menos 36%, e para o interno, com menos 18,4%.


E os indicadores recentes mantêm o mesmo alinhamento: há umas semanas foi registado um abrandamento do crescimento do Turismo em Portugal, de 7%, para a ordem dos 5% a 6%, adiantou a secretária de Estado do Turismo, Cecília Meireles, que espera que o decréscimo não se acentue.


«Aquilo que se nota, de uma forma geral, é uma estagnação ou contracção dos mercados europeus», esclarece a governante, segundo a qual Espanha, em particular, está a apresentar-se como um mercado emissor "problemático".


Já numa entrevista recentemente publicada, Cecíla Meireles tinha alertado: «O mercado está muito complexo. A economia espanhola, aliás como a europeia, atravessa um período de grande incerteza. Parece-me que fazer previsões neste momento é uma ousadia que não gostaria de ter, por causa dessas incertezas. Se a conjuntura económica evoluir mais favoravelmente na Europa do que se está à espera, o prognóstico é bom. Se algumas previsões mais pessimistas quanto à conjuntura económica em Espanha, como no Reino Unido e na Europa em geral, se vierem a verificar, é óbvio que o Turismo português se vai ressentir, até porque o Turismo não é um produto essencial, é um produto de que as pessoas podem prescindir.»


A resposta, de acordo com a secretária de Estado, poderá passar por apostar em «mercados de diversificação, como é o caso do Brasil», que continua a crescer a dois dígitos enquanto emissor. Rússia, EUA e Polónia são outros dos mercados apontados por Cecília Meireles para a aposta do Turismo nacional, tendo a governante destacado também a China e índia.


Já Cristina Siza Vieira, presidente da Direcção Executiva da AHP - Associação da Hotelaria de Portugal, considera ser «necessário vender mais e melhor o destino Portugal, diversificando mercados, mas mantendo presença nos mercados tradicionais, que são o pilar da procura turística para Portugal». E, nesse sentido, sublinha a importância de se «criar uma imagem promocional mais forte junto dos clientes».


Mas a verdade é que Turismo não é só sol, praia e hotelaria. A restauração é outro dos pilares determinantes deste painel, ou não tivesse Portugal aquele que é considerado o melhor peixe do mundo! Apesar de várias iniciativas independentes para promover o que de melhor se faz em termos de gastronomia - veja artigo Vila Joya nesta edição -, a AHRESP - Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal vê com algum receio o futuro do sector, em particular tendo em conta o agravamento do IVA para 23%.


«O aumento do IVA na Restauração de 13% para 23% é, no entender da AHRESP, um dos maiores erros políticos, e de governação, que provocará efeitos catastróficos, não só no sector, mas na economia nacional, através da quebra da competitividade da nossa oferta turística, líder das exportações, essencial ao equilíbrio da nossa balança comercial», informa o secretário-geral José Manuel Esteves.


Alinhamento dos diferentes players, plano integrado e eficaz da promoção da Marca Portugal enquanto destino turístico distintivo serão argumentos a ter em cima da mesa para um trabalho concertado, este ano!


M. João Vieira Pinto, Marketeer


fonte
 


Visite o Canal da Associação
dos Portos de Portugal no YOUTUBE

Estamos no Facebook, no Twitter e no Slideshare.


Conheça o portal da Associação dos Portos de Língua Portuguesa (APLOP)