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MIGUEL ESTEVES CARDOSO

As sardinhas de 2016

As nossas sardinhas são boas e as nossas conservas de sardinhas são não só boas como tidas em boa conta, não só no mundo como no mundo das conservas. Os nossos melhores conserveiros estão em Matosinhos, nos Açores e em Olhão.

Não têm é o savoir-faire dos franceses. As sardinhas deles são mais magras e menos saborosas. Os italianos quando as promovem apelam ao sentimento. Os espanhóis fingem que são os únicos. No entanto, tenho à minha frente umas fracas, mas nada más sardinhas, compradas numa cadeia estrangeira de supermercados, que não vou nomear, acessível a umas poucas localidades portuguesas.

É sabido que as sardinhas de conserva melhoram quanto mais envelhecem. Mas é uma verdade que as conserveiras portuguesas não só não exploram como prejudicam o progresso das melhorias. É como se o Vinho do Porto, no rótulo, avisasse que deve ser consumido dois ou três ou cinquenta anos depois de ser comprado.

As sardinhas francesas que obtive dizem-me a data em que foram capturadas (14 de Junho de 2009) e o nome do navio que as apanhou: Natif/Roumasse.

O mais francês está por vir, nas instruções: virar a lata de seis em seis meses, para bien imprégner les sardines. Logo adianta que se deve deixar envelhecer as sardinhas "ao menos um ano depois do ano da colheita".

Mas o remate final é forte: "Estas sardinhas atingirão a maturidade gustativa daqui a três ou quatro anos".

Estamos a comer as nossas sardinhas cedo de mais, como sempre.

Miguel Esteves Cardoso, jornal "Público"
 







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