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MADEIRA

Cetáceos são atracção turística num negócio que gera milhões de euros

Ir à Madeira e não fazer um passeio de barco para observar de perto golfinhos e baleias no seu meio natural é não usufruir de uma das maiores atracções que a ilha dispõe e que em volume de negócios anual ultrapassa os três milhões de euros.

Karen Smith, de 35 anos, residente em Londres fala com entusiasmo desta experiência que lhe permitiu nadar com golfinhos, depois de no barco ter ouvido as recomendações da equipa da empresa Rota dos Cetáceos que inclui sempre um biólogo marinho.

Esta inglesa é uma das cerca de 500 pessoas que diariamente, nos chamados picos altos de Maio a Setembro, procuram as empresas do sector, no Funchal, para efectuarem um dos vários percursos marítimos com o objectivo de observar as diversas espécies de cetáceos existentes nos mares da região.

Neste momento, diz Pedro Mendes Gomes, da empresa Rota dos Cetáceos, " há 32 espécies de golfinhos identificados: os de verão, de Inverno e aqueles que residem por estes lados durante todo o ano."

Esta empresa é a mais nova neste sector, mas está a ser um sucesso, tal como a "Ventura do Mar" a mais antiga na actividade.

Corria o ano de 1981 quando o professor Jorge Narciso Alves adquiriu o veleiro de uma inglesa residente na Madeira a quem a população chamava de "navegadora solitária". "Foi a primeira letra de banco, primeiro que a casa, coisa que o meu pai não entendia." Logo, pensou rentabilizá-lo e criou uma empresa de actividade marítimo turistica individual que sempre achou seria em part time. Depois, vendeu esse barco e adquiriu outro, o "Ventura do Mar" e hoje, esta é uma empresa familiar onde colaboram para além de Jorge Narciso Alves, os dois filhos e o genro, biologos marinhos, entre outros colaboradores.

Diz que o grande arranque desta actividade foi em 1996/97, foi aí que surgiram os catamarans como o "Terras da Aventura", o "Seapleasure" e depois o "Sea the best" e os "Seaborn" I e II.

Enquanto a "Rota do cetáceos" se dedica quase totalmente à observação destes animais marinhos, a "Ventura do Mar" oferece também um outro serviço de observação de aves, sendo por isso, muito procurada por ornítólogos.

Esta é uma actividade sazonal, durante cinco meses, as empresas do sector tentam rentabilizar ao máximo. É que se de Maio a Setembro a procura diária é de 450 a 500 pessoas, no resto do ano cai para um terço. "Nos dias de Inverno, por vezes, nem conseguimos fazer nenhum avistamento", refere Jorge Narciso Alves.

As mais de dez empresas que oferecem este serviço fazem ao mesmo tempo, um trabalho de sensibilização ambiental, chamando a atenção para a preservação dos mares e das espécies, havendo uma que orienta os turistas em como nadar com os golfinhos.

Cada viagem dura de 2H30 a 3H00. Karen Smith diz que "nem se dá pelo tempo passar", afirmando que "é fantástico observar os golfinhos e a forma como interagem com os humanos."

Além dos golfinhos, podem ser vistas baleias, cachalotes, lobos marinhos, tartarugas e aves marinhas.

E há histórias impressionantes, de sobrevivência, como uma que aconteceu recentemente, a Jorge Narciso Alves no regresso de uma viagem às ilhas Desertas. Avistaram a meia milha uma baleia que saltava imenso. Com os binóculos, a bióloga que acompanhava a expedição, viu um cachalote bebé a ser atacado por uma série de baleias piloto e a mãe tentava ao saltar, afastá-las. Não se sabe como acabou esta história, mas dizem os entendidos que as baleias piloto são muito territoriais e as mais inteligentes, logo a seguir à baleia orca.

Durante 40 anos, a caça à baleia foi uma prática corrente na Madeira, tendo havido mesmo uma fábrica no Caniçal que exportava os produtos derivados deste mamífero para os Estados Unidos, Inglaterra e França.

Nos anos oitenta, com o fim desta actividade, o parlamento da Madeira legislou no sentido de preservar as baleias como outros mamíferos marinhos, como o lobo marinho (Monachus monachus).

O Museu da Baleia, no Caniçal, é a instituição que hoje se dedica à preservação da memória da caça à baleia e é também o principal motor da investigação cientifica de cetáceos na região.

ANA GOUVEIA, APRAM
  FOTOS: Rota dos Cetáceos e Ventura do Mar