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Notícias

Governo diz ser momento certo para libertar UE da dependência de energia russa

É altura de passar das palavras aos actos!

Tiago Antunes diz que está na altura de reduzir a dependência energética da Rússia e destaca o Porto de Sines como uma fonte alternativa de entrada alternativa de gás e fornecimento à Europa.

O secretário de Estado dos Assuntos Europeus disse no dia 7 que “está na altura de passar das palavras aos actos” nas interligações energéticas entre a Península Ibérica e o resto da União Europeia (UE) para reduzir a dependência da Rússia.

Tiago Antunes, que falava durante num seminário que o Parlamento Europeu está a promover com jornalistas portugueses, relacionado com a situação na Ucrânia, disse que a necessidade de reduzir a atual dependência energética em relação à Rússia dá o “ímpeto” para avançar com este processo que tem vindo a arrastar-se.

É altura de passar das palavras aos atos. São investimentos avultados, mas agora é o momento para dar ímpeto a este processo”, afirmou.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, anunciou perante o Parlamento Europeu que o seu executivo vai apresentar este mês um plano de emergência europeu para precaver um eventual corte total de fornecimento de gás russo.

No encontro com os jornalistas portugueses no Parlamento Europeu, o Secretário de Estado do Assuntos Europeus referiu-se às interligações entre Portugal e Espanha, Espanha e França e Itália e Espanha, por mar.

Tiago Antunes adiantou que “Portugal tem interesses relevantes a defender”, nesta matéria.

A Península Ibérica e, em concreto Portugal, pode ser porta de entrada alternativa de matérias-primas energéticas para a Europa e uma fonte de fornecimento, no imediato, de gás proveniente de outras origens – dos Estados Unidos, da Nigéria, entre outros”, referiu.

“O Porto de Sines pode ser uma fonte alternativa de entrada alternativa de gás e, futuramente, uma fonte produção e fornecimento à Europa”, disse o secretário de Estado, apontando como exemplo o hidrogénio verde.

“Temos um potencial enorme e temos de tirar partido desse potencial. Para isso, é necessário que haja interligações entre Portugal, Espanha e o resto da Europa, quer de eletricidade, quer de gás”.

O governante realçou que Portugal “tem insistido muito neste ponto das interligações, justamente, por ser essencial para concretizar esta ideia”.

Se queremos diversificar face aos fornecimentos vindos de leste, vindos da Rússia, então temos de olhar para o oeste da Europa como fonte alternativa de fornecimento de matérias-primas energéticas. Estes são os desafios que temos em mãos a nível europeu. Os efeitos da guerra a vários níveis, na necessidade de ajuda humanitária, militar e financeira e, no futuro, à reconstrução que vai ser muito significativa e impactante e as consequências dessa guerra na energia, na necessidade de encontrar fontes alternativas”, observou.

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