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Notícias

Ainda há esperança para a rara biodiversidade da praia das Avencas

A segunda reserva natural local do país está em processo de criação no concelho de Cascais, para proteger as características geológicas e biológicas da pequena praia da freguesia da Parede.

Porque (ainda) há vida entre marés na pequena praia de características muito especiais da freguesia da Parede, em Cascais, a Zona de Interesse Biofísico das Avencas (ZIBA) poderá, em breve, ter estatuto de reserva natural local, a segunda do país, depois de ter sido dada semelhante atribuição ao até então Refúgio Ornitológico do Cabedelo (Gaia), no estuário do Douro. Esta, na linha do Estoril, será a primeira com características integralmente marinhas.

Dizem os técnicos que ainda há tempo para travar a regressão da sua biodiversidade, mas os interesses humanos, actores principais na sua degradação, podem não correr no mesmo sentido, ainda que a permência ambiental seja perfilhada por ambos. De um lado estão os pescadores lúdicos e praticantes de caça submarina, considerando que os prejuízos foram e ainda são causados por factores que lhes são alheios, mas também por más políticas camarárias e de legislação, pelas constantes recargas de areia nas praias que dizem prejudicar a vida na plataforma rochosa e pelas más práticas das actividades económicas adjacentes. Do outro, a comunidade local queixa-se do excesso de veraneantes que acede à praia, que responsabiliza pelos danos nos ecossistemas, sugerindo a limitação do estacionamento automóvel nas proximidades.

A ZIBA foi criada em 1998 pela Administração Regional Hidrográfica do Tejo, no âmbito do Plano de Ordenamento da Orla Costeira (no troço Cidadela-São Julião da Barra) depois de conferidas as características geológicas e biológicas distintas da praia das Avencas. Agora, o município de Cascais, com mais de 25 km de território banhado pelo mar, diz-se atento à singularidade daquela pequena faixa, entre São Pedro do Estoril e a Parede, e manifestou interesse em preservá-la com outros instrumentos, dado que, apesar de já protegida, a constante pisa, a pesca e a poluição têm provocado efeitos nocivos aos ecossistemas. Por isso, iniciou o processo de classificação como reserva em 2009, um ano depois do advento do decreto-lei que confere a possibilidade de os municípios criarem e tutelarem áreas locais protegidas. Corre agora o período de consulta pública.

A praia das Avencas é uma zona de pequeno areal marcada a sul por uma plataforma rochosa, intertidal - uma zona entre marés -, extensa, em degraus, que fica gradualmente exposta e que se constitui numa área de transição entre o mar e a terra e que se confunde ao ritmo das marés. Um habitat de fauna e flora muito estudados pela comunidade científica, zona de maternidade de várias espécies, algumas raras, propiciada pela manutenção de poças de água ao longo dos sulcos das rochas, a norte é marcada por falésia onde crescem as avencas, que deram o nome à praia.

Na prática, a criação da Reserva Natural Marinha Local das Avencas (RNMLA) pretende mitigar os efeitos da pressão do homem sobre o local, de fácil acesso à plataforma, de forma mais acentuada em período balnear. As medidas passam por sinalização vertical e campanhas de sensibilização ambiental para a importância do espaço, mas também lançando mão de acções de interdição de actividades como a prática de desportos motorizados na área protegida até à linha batimétrica dos 15 metros (de profundidade da água), a utilização de artes de pesca, a pesca desportiva e caça submarina, passando pela apanha de exemplares da fauna e da flora locais.

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