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PORTUGAL EXPORTADOR?

40% do crescimento das exportações vem do ouro e combustíveis

As exportações de bens portugueses cresceram 9,6% nos primeiros oito meses do ano, revelam os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). O ritmo de crescimento das exportações, o único motor que contribui positivamente para o PIB, esconde, contudo, a forte influência de bens como o ouro e os combustíveis. Por outras palavras, cerca de 40% do ritmo de crescimento da exportações nos primeiros dois terços do ano vem de factores conjunturais que pouco têm a ver com a real melhoria da competitividade, a transferência de recursos para bens transaccionáveis ou a criação de postos de trabalho.

“Para se aferir sobre a verdadeira composição do tecido empresarial português e a reorientação da actividade para o sector transaccionável deve retirar-se este efeito menos estrutural”, afirma Paula Carvalho, economista do Banco BPI, referindo-se ao efeito da exportação de combustíveis.

Os dados do INE até Agosto continuam a tendência mostrada até Julho pela exportação de combustíveis – é a rubrica que mais cresce nos bens exportados e vale cerca de 31% do crescimento global das exportações portuguesas. Tamanha relevância – que foi notada, numa nota de rodapé, no último relatório de avaliação do FMI a Portugal – deve-se a factores conjunturais, dificilmente sustentáveis no tempo.

A orientação massiva para o consumo de gasóleo em Portugal gerou um excesso de capacidade de refinação de gasolina, que acaba por ser exportada para fora da União Europeia (sobretudo Estados Unidos, explicando parte da expansão das exportações para os mercados extracomunitários). Os planos da Galp para reequilibrar a refinação em função do perfil de consumo interno limitarão no futuro este canal exportador (que implica a importação cara de petróleo, mitigando o valor acrescentado para a economia). O impacto adicional homólogo tenderá a ser cada vez menor.

Loucura no ouro A somar aos combustíveis está o ouro. Portugal exportou 491,6 milhões de euros de ouro não monetário (que exclui as reservas do Banco de Portugal) até Agosto, um salto de 205 milhões (72%) face ao mesmo período em 2011. Ao todo, as vendas de ouro ao exterior (sobretudo Europa) representam cerca de 8% do ritmo de crescimento das exportações até Agosto.

A relevância do ouro espelha dois factores: o efeito da crise no rendimento das famílias (que tendem a desfazerem-se do ouro, que é mais tarde revendido em barras ou sob outra forma ao exterior) e o impacto da cotação do ouro (que triplicou nos últimos cinco anos).

Outras rubricas, como a crescente exportação paralela de medicamentos (com influência inferior a 0,3% no ritmo de crescimento), retiram algumas décimas adicionais de realidade ao ritmo exportador.

“Portugal Exportador” Retirando o efeito de factores pouco sólidos ou estruturais sobra o país exportador mais estrutural, que ajuda a reequilibrar a balança comercial e é o único travão a um colapso total da economia. O crescimento é mais lento no mercado intracomunitário (mais 3,7% em Agosto) – que absorve mais de três quartos das vendas nacionais ao exterior – e mais rápido fora da UE (em boa parte graças a Angola, que se transformou no quatro maior mercado para Portugal (entre França e o Reino Unido). A crise em mercados europeus cruciais, com destaque para Espanha, deverá limitar o ritmo de crescimento pelo menos em 2013.

Todas as categorias de bens registam crescimentos – das mais tradicionais que conseguiram renovar-se, como o têxtil (9,4% em Agosto), a sectores de intensidade tecnológica mais alta, como maquinaria. O problema está, no entanto, na dimensão ainda pequena do sector exportador, menos de 5% das empresas portuguesas.

FONTE







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