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COM O APOIO DO IPTM

Maior expedição dos últimos 20 anos às Berlengas arranca esta segunda-feira

A maior expedição de cientistas dos últimos 20 anos à ilha das Berlengas, ao largo de Peniche, parte esta segunda-feira a bordo do navio ‘Creoula’, na expectativa de até ao dia 30 caracterizar a biodiversidade marinha existente.

A campanha é promovida pela Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC), envolvendo cerca de 80 pessoas, entre mergulhadores, investigadores e estudantes universitários que, repartidos em dois grupos, vão fazer a cartografia e caracterização de espécies e habitats.

A Delegação Centro do IPTM, através do Núcleo de Recreio do Porto de Peniche, apoia este projeto.

«Nas Berlengas há muito por conhecer. Têm sido feitos estudos muito localizados, mas não existe um conhecimento extensivo do que existe e existe essa falta de informação relativamente a um território tão rico em biodiversidade como as Berlengas», disse à agência Lusa Frederico Dias, coordenador do projecto ‘M@rbis’ na EMEPC.

O investigador lembrou que o arquipélago das ilhas das Berlengas é onde se concentra a maior diversidade de espécies da costa atlântica portuguesa, por beneficiar da proximidade ao Canhão da Nazaré e, por isso, beneficiar de condições especiais em termos de correntes marítimas, e por estar na fronteira entre as águas mais frias e mais quentes.

«O melhor que poderá acontecer, e há uma probabilidade elevada, é descobrirmos uma nova espécie para a ciência ou, pelo menos, observar espécies já conhecidas pela ciência mas que nunca foram observadas nas Berlengas», explicou.

As três ilhas, que compõem o arquipélago, possuem cerca de 400 espécies diferentes, entre peixes, esponjas, algas, gorgónias (espécie de corais) e outros organismos, como ouriços e estrelas-do-mar. «Finda a expedição, estamos à espera de aumentar esse número», frisou.

Os estudos vão ser feitos através de mergulhos a 35 metros de profundidade, sendo os cientistas acompanhados por mergulhadores para garantir todas as condições de segurança.

A comitiva vai estar até ao dia 30 a bordo do navio da Marinha ‘Creoula’, um antigo bacalhoeiro, que entre 1937 e 1973 participou em campanhas à Terra Nova, reconvertido pela Marinha nos anos 80 como navio-museu e de apoio ao treino militar.

A EMEPC tem vindo a realizar expedições idênticas desde 2010, ano em que o território a ser estudado foi as ilhas Selvagens (Madeira), enquanto em 2011 foram as Desertas, também nas regiões autónomas, no âmbito do ‘M@rbis’, um sistema que reúne informação georeferenciada da biodiversidade marinha nacional, destinada a cumprir os objectivos da União Europeia de alargar a Rede Natura 2000 ao meio marinho, nas águas sob jurisdição portuguesa.