Portos de Portugal
Viagem ao Centro do Mundo

Porto de Viana do Castelo,
Alberga o maior estaleiro do País

Porto de Leixões
Referência na Região Norte do País

Porto de Aveiro
Uma solução Intermodal competitiva

Porto da Figueira da Foz
Promotor da Economia da Região Centro

Porto de Lisboa
Atlantic Meeting Point

Porto de Setúbal
Solução Ibérica na Região de Lisboa

Porto de Sines
Porta do Atlântico

Portos da Madeira
O Paraíso dos Cruzeiros

Portos dos Açores
A sua plataforma no Atlântico

Quem Somos

A APP – Associação dos Portos de Portugal é uma Associação sem fins lucrativos constituída em 1991, com o objectivo de ser o fórum de debate e troca de informações de matérias de interesse comum para os portos e para o transporte marítimo.

Pretende-se que a APP contribua para o desenvolvimento e modernização do Sistema Portuário Nacional, assumindo uma função que esteve subjacente à sua criação: constituir-se como um espaço privilegiado de reflexão e de decisão.



Newsletter

Clique aqui para se registar na newsletter.

Clique aqui para sair da newsletter.

Janela Única Logística



Notícias

REPORTAGEM «NOTÍCIAS MAGAZINE»

O nosso ouro negro

Seis companhias petrolíferas estão a procurar petróleo em Portugal. Uma delas, a Mohave, chegou há vinte anos à região do Oeste e os responsáveis continuam a acreditar que vão encontrar o ouro negro que move o mundo. Não faltam indícios de que o temos. Não se sabe é quanto e de que qualidade.

«O petróleo é que nem a coca-cola: não existe sem gás. Nuns locais tem mais óleo, noutros tem mais gás natural.» Mas que Portugal o tem, disso não duvida Arlindo Alves, o homem que por cá dirige a americana Mohave Oil and Gas Corporation, a companhia petrolífera que há mais tempo procura petróleo em solo nacional, sem interrupções. O especialista brasileiro só não sabe três coisas: onde está exatamente, se existem acumulações suficientes para uma exploração economicamente viável e de que qualidade é.

A crença de que Portugal tem o produto que faz mover o mundo tem sustentação, não apenas em estudos geológicos e geofísicos realizados ao longo de décadas, que indicam a «presença de todos os componentes necessários a potenciais acumulações económicas, pelo menos em algumas bacias», como em afloramentos de petróleo que surgiram nas décadas de 1970 e 1980, nomeadamente na Figueira da Foz e em Torres Vedras, todas elas sem grande interesse económico.

Sabendo-se que «noventa por centro do petróleo mundial está acumulado em bacias sedimentares», tudo leva a crer que ele exista nas bacias nacionais, inclusive na Lusitânica, na região do Oeste, onde a Mohave faz pesquisa e prospeção há dezoito anos. Foram esses indicadores, de resto, que levaram o fundador da empresa, Patric Monteleone, a assinar com o governo português dois contratos de concessão, no início dos anos 1990. Na altura, adianta Arlindo Alves, «ninguém estava a fazer prospeção on-shore», ou seja, em terra. «Outras empresas tinham procurado, mas não descobriram logo e foram embora». E mesmo hoje, apenas a Mohave o procura em terra. As outras cinco empresas que tentam encontrar petróleo em Portugal fazem-no ao largo da costa.

Tanto tempo passado, o responsável não perdeu a esperança de encontrar ouro negro nos 25 mil quadrados que compreendem a bacia Lusitânica, onde tem atualmente cinco contratos de concessão: nas áreas de Aljubarrota, Torres Vedras, Rio Maior, Cabo Mondego e São Pedro de Muel (estas são em terra, mas estendem-se para o mar). «Neste momento, decorrem duas ações. Em Torres Vedras, onde estamos a fazer o levantamento sísmico, que é a fase inicial da prospeção, e em Aljubarrota, onde já estamos a fazer a sondagem.» E acrescenta: «O furo, digamos assim».

A população de Torres Vedras já não estranha a presença das equipas da prospeção nas estradas e nos montes, mas há quem comece a questionar se debaixo dos pés correrá mesmo «um rio de petróleo». Afinal, se o há, perguntam, «por que demora tanto tempo a encontrar?» O tema vem por vezes à baila nas conversas de café de Eduardo Carvalho com os amigos. Talvez porque ao lado do estabelecimento onde se encontram para o pequeno-almoço fiquem as instalações da Prospectiuni, a empresa romena contratada pela Mohave, especializada em sísmica a duas, três e quatro dimensões. «Há que tempos os vemos por aqui», diz Eduardo, a viver em Torres Vedras há 35 anos. «Se houvesse petróleo já o teriam encontrado, não?» Um dos amigos, Pedro Aires, discorda: «Alguma coisa deve haver. Não iam enterrar aqui uma fortuna para nada. Uma coisa destas deve custar milhões.» E custa, de facto. Entre 1994, quando Patric Monteleone iniciou a pesquisa, e 2009, a Mohave já investiu sessenta milhões de dólares (46 milhões de euros) e, garante Arlindo Alves, «irá aplicar outro tanto nos próximos dois anos».

continue a ler aqui







Artigos relacionados:

  • Estado foi ao mar procurar petróleo sem cuidar da pesca
  • Prospecção de petróleo prejudica pescadores
  • Embarcações paradas ao longo de 120 quilómetros por causa de prospecção de petróleo
  • Canadianos investem 49 milhões para descobrir petróleo
  • Em 1935 o petróleo já era «o sangue do mundo»