Portos de Portugal
Viagem ao Centro do Mundo

Porto de Viana do Castelo,
Alberga o maior estaleiro do País

Porto de Leixões
Referência na Região Norte do País

Porto de Aveiro
Uma solução Intermodal competitiva

Porto da Figueira da Foz
Promotor da Economia da Região Centro

Porto de Lisboa
Atlantic Meeting Point

Porto de Setúbal
Solução Ibérica na Região de Lisboa

Porto de Sines
Porta do Atlântico

Portos da Madeira
O Paraíso dos Cruzeiros

Portos dos Açores
A sua plataforma no Atlântico

Quem Somos

A APP – Associação dos Portos de Portugal é uma Associação sem fins lucrativos constituída em 1991, com o objectivo de ser o fórum de debate e troca de informações de matérias de interesse comum para os portos e para o transporte marítimo.

Pretende-se que a APP contribua para o desenvolvimento e modernização do Sistema Portuário Nacional, assumindo uma função que esteve subjacente à sua criação: constituir-se como um espaço privilegiado de reflexão e de decisão.



Newsletter

Clique aqui para se registar na newsletter.

Clique aqui para sair da newsletter.

Janela Única Logística



Notícias

RICARDO DINIZ

Diários de um «lobo do mar»

O velejador Ricardo Diniz, veterano de travessias transatlânticas, partilha agora confidências, escritas e desenhadas, apenas com o imenso oceano como companheiro.

Desde o dia em que viu, num museu londrino, o barco à vela Gypsy Moth, com o qual Sir Francis Chichester deu a volta ao mundo, Ricardo Diniz teve a certeza de que queria velejar sozinho. Tinha apenas 8 anos e ainda hoje se lembra do que sentiu. Ao lado daquela "casinha de bonecas para rapazes", estava o veleiro britânico Cutty Sark, não lhe ligou nenhuma.

Com 12 anos, começou a "trabalhar", angariando capital para entrar no mundo da vela: vendia aos amigos, na praia, os bolos de cenoura confecionados pela avó; comprava, restaurava e revendia material de surf; lavava barcos na doca lisboeta de Santo Amaro; mais tarde, conduziria catamarãs, nas Caraíbas.

Muitas vezes aproveitou os caiaques utilizados em salvamentos para sulcar as ondas ou andar horas infindas em frente, até perder a terra de vista. Numa dessas incursões mar adentro, só e de tanga, surge um barco por perto. Lá dentro, saberia depois Ricardo Diniz, um pai e uma menina questionavam-se sobre o que faria aquele jovem no meio do Atlântico. Ricardo aproximou-se e, por brincadeira, fez-se passar por turista francês. Anos mais tarde, em 1998, no London Boat Show, uma rapariga contava um episódio vivido em criança, quando encontrou um francês sozinho no alto mar. Ricardo foi ter com ela, afinal filha do então comandante da Sagres, e apresentou-se. Ficaram amigos até hoje. Na vida deste velejador solitário, a imensidão do mar tem sido pequena para tantas surpresas.

Cresceu na Costa de Caparica (Almada), mas foi em Inglaterra que morou, dos 5 aos 11 anos e aonde voltou mais tarde, aos 17, para tirar a carta de comandante e ingressar na Universidade de Southampton, no curso de Ciências Ambientais Marítimas. Hoje, só consegue pensar e escrever em inglês, como revelam os seus diários de bordo. Ali estão inscritos angústias, humor, reflexões existencialistas e deliciosos mergulhos, sem roupa nem preocupações, no oceano profundo.

Mas, aos 35 anos, já lá vão quatro travessias transatlânticas em solitário, que equivalem a três voltas ao mundo. E, a partir de 15 de junho, Ricardo Diniz estará pronto a zarpar, mal as condições meteorológicas o permitam. Só, como se impõe, projeta levar a bom porto a expedição Montepio Mare Nostrum, em que circum-navegará a Zona Económica Exclusiva nacional, cujo limite, imagine-se, fica muito perto de... Nova Iorque.

Há a epopeia e outra novidade: pela primeira vez, o velejador embarcará num barco de que é dono e não alugado. O que pode significar o regresso da ansiedade de outros tempos.

continue a ler aqui