Portos de Portugal
Viagem ao Centro do Mundo

Porto de Viana do Castelo,
Alberga o maior estaleiro do País

Porto de Leixões
Referência na Região Norte do País

Porto de Aveiro
Uma solução Intermodal competitiva

Porto da Figueira da Foz
Promotor da Economia da Região Centro

Porto de Lisboa
Atlantic Meeting Point

Porto de Setúbal
Solução Ibérica na Região de Lisboa

Porto de Sines
Porta do Atlântico

Portos da Madeira
O Paraíso dos Cruzeiros

Portos dos Açores
A sua plataforma no Atlântico

Quem Somos

A APP – Associação dos Portos de Portugal é uma Associação sem fins lucrativos constituída em 1991, com o objectivo de ser o fórum de debate e troca de informações de matérias de interesse comum para os portos e para o transporte marítimo.

Pretende-se que a APP contribua para o desenvolvimento e modernização do Sistema Portuário Nacional, assumindo uma função que esteve subjacente à sua criação: constituir-se como um espaço privilegiado de reflexão e de decisão.



Newsletter

Clique aqui para se registar na newsletter.

Clique aqui para sair da newsletter.

Janela Única Logística



Notícias

A «depravação sexual» dos pinguins ficou um século no armário

George Murray Levick foi um pioneiro no estudo dos pinguins-de-Adélia. Entre 1911 e 1912, acompanhou um ciclo inteiro de reprodução desta espécie, na Antárctida, algo que até hoje mais ninguém fez. Mas não publicou todas as suas descobertas: o capítulo sobre os hábitos sexuais destes pinguins foi deliberadamente escondido, devido aos “horrores” que continha.

No Verão que passou no Cabo Adare, a estudar estes animais, Levick começou a testemunhar algo de que não estava de todo à espera – e que muito o chocou. Os pinguins-de-Adélia apresentavam comportamentos sexuais absolutamente desviantes para a norma de gentleman eduardiano, que incluíam violações, pederastia e necrofilia.

Uma “depravação impressionante”, para usar as palavras do cientista, que fazia parte da segunda expedição do famoso Capitão Scott à Antárctida. Levick assistiu a relações homossexuais, a “machos arruaceiros” – os quais culpava pelos hábitos sexuais de toda a comunidade de pinguins-de-Adélia – a forçarem fêmeas e crias a fazerem sexo com eles, matando-os por vezes, e ainda a machos a copular com cadáveres (da mesma espécie).

Dada a sensibilidade da informação, Levick decidiu anotar todas estas observações em grego, para que apenas pudessem ser lidas por pessoas letradas e preparadas para o seu conteúdo. Quando voltou a Inglaterra, publicou o seu estudo numa comunicação em inglês a que chamou Natural History of the Adélie Penguin. Não toda a história natural dos pinguins-de-Adélia. O capítulo dos hábitos sexuais da espécie foi separado, para produzir um número restrito de cópias que foram distribuídas por algumas pessoas dos círculos mais educados.

O conhecimento pioneiro de George Murray Levick ficou assim circunscrito a um pequeno grupo de especialistas – e desapareceu com eles. Cinco décadas mais tarde, estudos idênticos revelaram ao mundo os “horrores” que o inglês pretendeu manter sob segredo, a fim de preservar a decência. O que
não se sabia na altura era que o inglês tinha sido o primeiro a descobri-los.

Até agora. Um curador do Museu de História Natural em Londres, Douglas Russell, descobriu uma cópia nos arquivos da instituição e decidiu publicá-lo no Polar Record, junto com uma nota analítica escrita pelo próprio Russell, e ainda por William Sladen e David Ainley. O trio de autores escreve que as observações de Levick eram “precisas, válidas e, em benefício da perspectiva histórica, publicáveis”, cita o Guardian.

Os comentários do cientista sobre o comportamento sexual da espécie, muitos deles datados, foram desvalorizados – sobretudo enquadrados no seu tempo e no contexto da viagem.

A redescoberta do panfleto de Levick – que fundou em 1932 a British Schools Exploring Society, à qual presidiu até à sua morte, em 1956 – importa mais pelo conteúdo, apesar de algum dele estar já ultrapassado (hoje sabe-se, por exemplo, que a “necrofilia” nestes pinguins se deve ao facto de os animais reconhecerem a horizontalidade de um corpo como uma posição sexual).

fonte
 

 







Artigos relacionados:

  • Portugueses descobrem que pinguins estão a disputar camarão da Antárctida
  • Cientistas contam milhares de pinguins a partir do espaço
  • Caranguejos Unidos... Jamais Serão Vencidos!
  • Dinamarca vai reivindicar o Pólo Norte