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Protótipo para aproveitar a água do mar exposto na marina de Cascais

Uma empresa alemã apresentou, em Cascais, o protótipo de uma central de dessalinização de água do mar para uso em sistemas de rega, limpeza urbana e combate a incêndios. O presidente da câmara, Carlos Carreiras, considera que "o futuro vai passar por este tipo de solução", mas defende o estudo do enquadramento legal "da captação de um recurso público".

A empresa German Desalination (GD) vai ter em demonstrações, até ao final do ano, um protótipo da sua tecnologia para tratamento e aproveitamento da água do mar. O equipamento de destilação multi-efeito, sistema alternativo da GD ao mais comum processo por osmose inversa, estará patente na marina de Cascais.

Thomas Stork, especialista em automação e co-fundador da empresa alemã, explicou ontem de manhã que o potencial do seu protótipo reside na opção entre dois sistemas de dessalinização: "A osmose inversa requer grandes investimentos em infra-estruturas, unidades industriais e de distribuição que acabam por pesar no custo final", enquanto a destilação multiefeito "implica apenas uma estrutura ligeira e pequenas unidades de processamento alimentadas por painéis solares".

O investimento associado à osmose inversa varia ente um e três euros por cada mil litros de água tratada, sem contar com os encargos até 500 milhões de euros em redes e estruturas, ao passo que a solução da GD aponta para um custo de 0,3 a dois euros, já com as infra-estruturas, estimadas entre 25.000 e 400.000 euros.

O presidente da autarquia, Carlos Carreiras, mostra-se optimista com a possibilidade de, num futuro próximo, se "avançar para processos de dessalinização da água que permitam gerir melhor um dos mais escassos bens do planeta, a água doce". Mas o autarca salienta que a câmara ainda não tomou qualquer decisão de investimento nesta área, tanto mais que antes quer ver aprofundada a análise do enquadramento legal e financeiro de aproveitamento de um recurso público, como é a água do mar. Além das questões jurídicas em torno da exploração dos recursos marinhos, dada a complexa rede de competências repartidas por inúmeras entidades do licenciamento de actividades no litoral, será também preciso verificar as implicações no contrato de concessão do abastecimento actualmente firmado com a sociedade Águas de Cascais.

À espera da Sanest

"Não temos dúvidas de que o futuro vai passar por aqui", disse Carlos Carreiras, acrescentando que não faz sentido continuar a gastar água potável na limpeza urbana e na rega de espaços verdes. O autarca defende que esta solução é economicamente mais sustentável do que a utilização de água tratada para consumo humano. Nesse sentido, o eleito social-democrata continua à espera da concretização de um plano de reaproveitamento de água do sistema multimunicipal de tratamento da Sanest (Saneamento da Costa do Estoril) para a limpeza urbana e a rega de campos de golfe e jardins.

O projecto prevê que, depois da conclusão da beneficiação do sistema de saneamento da costa do Estoril, as águas resultantes do tratamento e que se destinam a ser lançadas no mar possam ser objecto de uma nova fase de tratamento, para ser usada na limpeza urbana, e por grandes consumidores de água para regas, desde que se localizem perto do traçado da conduta do sistema, uma vez que não se justificará, do ponto de vista financeiro, o investimento numa rede paralela mais alargada.

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