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SANTA MARIA MANUELA

De Aveiro a Lisboa, como se fôssemos para a Terra Nova

A Fugas embarcou num dos últimos sobreviventes da Frota Branca Portuguesa, numa viagem caseira, de Aveiro a Lisboa, que recria as rotinas do antigo lugre bacalhoeiro. A bordo do "Santa Maria Manuela", veleiro que está a celebrar 75 anos, aprende-se a viver o mar e a conhecer a história da tradição portuguesa na pesca do bacalhau.

Contam por aí velhos lobos-do-mar, eternos apaixonados pela navegação nos oceanos, que os navios têm alma. Chamem-lhe alma ou outra coisa qualquer, mas certo é que muitos navios não esgotam a sua missão apenas no transporte de mercadorias ou passageiros. Têm muitas histórias para contar - mesmo no silêncio das navegações nocturnas e solitárias - e proporcionam experiências inesquecíveis a quem neles embarca. É o caso do Santa Maria Manuela (SMM), um veleiro português, de 62 metros de comprimento e quatro mastros.
Um navio que ainda cheira a novo, mas que acaba de completar 75 anos de história. Confuso? É simples. Durante várias décadas, este navio cumpriu dezenas de viagens à pesca de bacalhau (chamadas "campanhas"), acabando por ser abatido e desmantelado em 1993. Por força do esforço de várias entidades de Aveiro, região com fortes tradições na pesca do bacalhau, conseguiu-se preservar o casco. Mas só em Maio de 2010, fruto do investimento de uma empresa privada (Pascoal), é que o navio ficou totalmente reconstruído, recuperando aquelas que tinham sido as suas principais características ainda enquanto lugre bacalhoeiro, sem esquecer o conforto e a comodidade indispensáveis nos dias de hoje. De antigo lugre bacalhoeiro passou a navio de turismo cultural de vocação marítima - ou seja, navio de treino de mar.

Pronto para subir a bordo do SMM? Esta é uma viagem de pouco mais de 24 horas, que ligará Aveiro a Lisboa, com a certeza de que proporcionará um pouco de tudo aquilo que o mar tem para oferecer: ondulação quanto baste, e a consequente necessidade de combater os enjoos, e vento - que, no caso desta viagem, não soprou de feição. E, mais do que tudo, é uma experiência que consegue proporcionar uma verdadeira lição de História, levando cada participante a recuar ao tempo em que muitos homens do mar portugueses se aventuravam nas águas frias da Terra Nova ou da Gronelândia, para pescar o "fiel amigo".

Partiam de Portugal rumo a esses mares frios em veleiros idênticos ao SMM. E o verdadeiro arrojo destes homens não se limitava à viagem longa nas águas do Atlântico, sujeita a tempestades ou a ventos fortes. Já nos bancos de pesca, e a cada madrugada, tinham de abandonar o navio-mãe, para partirem num pequeno barco de um homem só (dóris) e pescarem o bacalhau à linha. Essa parte da tradição portuguesa na pesca do bacalhau também está contada no SMM, mais concretamente na zona do convés, onde se encontram empilhados, como acontecia na primeira fase de vida do navio, alguns exemplares desses barcos de um homem só.

O farol de Aveiro ainda mal tinha ficado para trás e já a proa do antigo lugre bacalhoeiro estava a rasgar as vagas, num verdadeiro movimento de sobe e desce, com a água a entrar para o convés. Para os cerca de 50 passageiros que seguem a bordo - que no SMM são chamados de "participantes activos", uma vez que todos são convidados (mas não obrigados) a participar nas tarefas de bordo -, é altura de obrigar o corpo a habituar-se aos embalos e a procurar um local onde o balanço se faça sentir com menor impacto.

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