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POR RICARDO PAULO

PARA APROVEITAR ALARGAMENTO DO CANAL DO PANAMÁ - Cluster portuário rumo à internacionalização

Realizou-se de 18 a 22 de Janeiro a Feira Internacional de Turismo de Madrid (FITUR), que é considerada como uma das maiores do mundo. Numa iniciativa promovida pelo Turismo de Portugal, o nosso país marcou mais uma vez presença com um stand composto por quarenta expositores e seis regiões de turismo. Quarenta e seis players, muitos deles concorrentes entre si, optaram por se juntar em torno de um objectivo comum: incrementar negócio promovendo a marca Portugal. O resultado foi um sucesso e, pelo segundo ano consecutivo, Portugal venceu o prémio para o melhor stand.

Também o negócio portuário tem acompanhado o progressivo processo de internacionalização da economia; a globalização dos mercados é um facto incontornável que impõe a todos os actores soluções inovadoras para garantir uma posição competitiva neste mercado global.

Se internamente a concorrência entre portos (leia-se Administrações portuárias, operadores e suas comunidades) me parece salutar e dinamizadora da nossa economia, já externamente a nossa dimensão sugere um novo processo de abordagem estratégica.

Um esforço concertado entre os portos e as suas Comunidades, visando uma concentração em mercados seleccionados, poderia permitir ultrapassar a falta de massa crítica. No entanto, até hoje, parece não existir consenso entre os players portuários quanto a saber quais as acções a levar a cabo e os mercados cruciais que devemos conquistar. Não deixa de ser curioso que, apesar dos exemplos de sucesso, continue a não existir em Portugal uma cultura de Cluster portuário de âmbito nacional.

É certo que, por vezes, ao lidar com um Cluster de grande dimensão não é possível articular interesses que sejam adequados a todas as empresas. Cada porto e cada operador portuário devem continuar a explorar ao máximo as suas mais-valias. No entanto, um dos seus objectivos deverá também ser o de alinhar estratégias de internacionalização de modo a funcionarem como um impulso em função do qual Portugal possa aumentar a sua competitividade externa. Que esta necessidade sirva de mote ao Clustering portuário.

Ainda há dias li uma notícia sobre uma tese de mestrado de um aluno do ISCTE: conclui que, de entre 174 países, Portugal é o que apresenta o melhor grau de centralidade para aproveitar as oportunidades criadas pelo alargamento do Canal do Panamá. Sem dúvida uma boa notícia, mas é preciso exportá-la. É preciso comunicar que Portugal é um país com portos eficientes e competitivos. As boas notícias também se vendem e este é sem dúvida um aspecto a melhorar. Tal como no Turismo, o reposicionamento externo da imagem dos portos portugueses enquanto produto é indispensável, mas só terá o sucesso pretendido com a participação de todos.

Termino com uma nota: alinhamento estratégico e clustering nada têm a ver com centralizar. Uma coisa não implica a outra. Esse é outro tema…

Artigo publicado originalmente no jornal "Público"

 

 

Ricardo Paulo
 







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