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Até o mercado australiano é «bom petisco» para a Cofaco

A Cofaco - detentora da «Bom Petisco» - vende quatro milhões de latas de atum por ano e em 2011 aumentou as exportações em 40%.

Começou há 50 anos em Vila Real de Santo António, onde Espanha está à distância de um olhar, mas em menos de um ano cruzou quase meio Atlântico e assentou arrais nos Açores. A Cofaco sempre teve alma de viajante, daí que as exportações não sejam coisa de agora. "A Cofaco exporta há mais de 30 anos", lembra o adjunto da administração Luís Cumbrera Tavares.

A empresa de conservas tem diversas marcas com história, desde a Tenório (uma linha mais gourmet) à Santa Maria (destinada à exportação), passando pelo Bom Amigo (linha low cost) e o incontornável atum Bom Petisco (que dispensa apresentações).
Um dos segredos da marca é o facto de todo o processo de conservação ser feito de forma "artesanal". O atum é limpo à mão, pescado à cana e embalado de forma tradicional. O método artesanal contrasta com a dimensão que a empresa tenta ter no mercado global.

Luís Cumbrera Tavares explica que a Cofaco exporta para "cerca de 30 países, como Austrália, Itália, EUA, França, além dos tradicionais mercados da saudade". Apesar da distância, a Austrália (no outro lado do planeta) é um dos melhores mercados da Cofaco. As embalagens de atum Santa Maria há várias décadas que fazem parte das cadeias de distribuição australianas.
A empresa está tão virada para a exportação que tem três marcas específicas para o mercado exterior: Santa Maria, Às do Mar e Bon Apetit. Só em 2011, as exportações da Cofaco cresceram 40% e a administração espera que no próximo ano aumentem 30%.
Apesar de todo o histórico de exportações, o mercado exterior ainda só representa um quarto das vendas da Cofaco. "Em Portugal somos líderes de mercado e só daqui a dois anos é que esperamos 50% de vendas em exportações", explica o adjunto da administração.

Para conseguir continuar a liderar num mercado onde as marcas brancas ganham cada vez mais peso, a Cofaco aposta na "inovação". Lançamentos de produtos como Bom Petisco Kids ou a criação de embalagens de vidro para atum seguem a estratégia da marca de apresentar produtos alternativos ao mercado. Por muito que inove, há uma imagem que a Cofaco gosta de manter. "Não dispensamos a apresentação da lata amarela, característica em Portugal", explica Luís Cumbrera Tavares. Ao todo são mais de 40 milhões de latas por ano que a empresa vende.

Toda esta produção continua a ser exclusivamente feita nos Açores, estando os pólos industriais situados nas ilhas do Pico (Madalena do Pico), S. Miguel (Rabo de Peixe) e Horta (Faial).
No próximo ano, além de investir na exportação, a empresa irá tentar "manter a posição em Portugal em matéria de inovação e explorar novos conceitos e novas formas de consumir o atum".

Embora exporte para mais de 30 países o curioso é que a Cofaco nunca tentou entrar no segundo maior consumidor de conservas do mundo: Espanha. "Eles têm um mercado muito forte, dominado pelas marcas brancas, mas nunca nos despertou interesse", conta Luís Cumbrera Tavares.

A Cofaco destaca-se ainda pelas preocupações ambientais. "A pesca é feita de forma sustentável, respeitamos os ecossistemas", explica o administrador da Cofaco. O facto de apostar em processos mais ecológicos já valeu à empresa duas certificações na área do ambiente, atribuídas pela "Friends of the Sea" e pela "Dolphin Safe".
De acordo com Luís Cumbrera Tavares a empresa tem "orgulho" em ser 100% portuguesa. A ligação ao País também está patente naquele que chegou a ser o slogan da sua principal marca: "Bom português é amigo de bom petisco".

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