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Notícias

POR RICARDO PAULO

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Os transportes e a logística têm um papel fundamental na eficiência e crescimento da economia da União Europeia (UE). O emergir dos sistemas de produção just-in-time, a unificação do mercado europeu e o alargamento a novos países traduziu-se no rápido crescimento do trafego intra-europeu de mercadorias, factor que veio reforçar sobremaneira esse papel.

Analisando o cenário dos transportes, facilmente nos deparamos com uma conclusão: o camião foi o meio de transporte que melhor se adaptou às exigências de mercado. Actualmente, a rodovia (em exclusivo), detém 44% da quota de mercado. Se a este valor juntarmos as pontas rodoviárias necessárias para complementar os restantes meios de transporte, esta quota dispara para valores que, apesar de não calculados, serão com certeza superiores.

Tal concentração apresenta no entanto algumas contra-indicações: o congestionamento de muitos eixos rodoviários, o desgaste das infra-estruturas rodoviárias e o aumento das emissões de CO2 são alguns deles.

Consciente do crescimento das transacções intra-europeias de bens e das suas consequências ambientais e operacionais, a UE tem vindo, ao longo das duas ultimas décadas a promover políticas de desenvolvimento da intermodalidade nos transportes. Várias foram as comunicações e os programas de apoio financeiro à mudança de modo de transporte, designadamente o programa PACT, o Marco Polo e o recente documento da Rede Transeuropeia de Transportes.

Certo é que ao longo dos anos, apesar dos vários programas, o transporte rodoviário continua a predominar na Europa; as acções levadas a cabo pela UE para a transferência de modo de transporte não têm produzido o efeito pretendido. Apesar dos inúmeros incentivos, verifica-se ainda um grande número de obstáculos comerciais, operacionais e mentais que colocam entraves ao desenvolvimento em massa de soluções intermodais competitivas.

Além disso, verifica-se que (salvo algumas excepções), tal como na crise do Euro, os vários Estados-membros não se têm entendido na criação de estratégias comuns, seja por razões políticas, ideológicas ou de concorrência; em alguns casos razões perfeitamente legítimas.

Como se não bastasse, os players privados têm demonstrado pouca vontade de encontrar novas soluções capazes de competir com o transporte rodoviário de mercadorias; existe um nítido desfasamento entre a política dos governos e da UE, e a vontade dos operadores logísticos que conduzem o mercado.

Perante este cenário de reduzida eficácia prática das políticas levadas a cabo, a UE decidiu alterar o seu modus operandi. O objectivo de promover a intermodalidade e diminuir a quota de mercado da rodovia através do incentivo financeiro não foi suficiente. Partiu-se para a imposição de novas taxas para o transporte rodoviário; custos externos sobre os veículos, portagens e a eurovinheta são impostos à rodovia numa clara acção de POLÍTICA INVERSA. Não conseguindo subir a fasquia qualitativa da solução intermodal, a UE decidiu diminuir a da rodovia. Em vez de diminuir, optou por aumentar barreiras! Nivelou por baixo quando devia ser o inverso. Resta saber se resultará e qual o impacto que terá na nossa débil economia.

POR RICARDO PAULO
 







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