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Notícias

CLUSTER DO MAR

Grandes grupos económicos devem «olhar para o sector»

Tornar o cluster do mar atractivo a novos investimentos é um desafio. Pedem-se menos burocracia e a intervenção da banca e dos grandes grupos económicos
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O potencial existe e compreende, actualmente, 18 milhões de quilómetros de extensão marítima, que podem transformar-se no dobro. O que falta fazer? Tornar o País atractivo ao nível da economia do mar, defende o especialista Tiago Pitta e Cunha. Eliminar barreiras administrativas na aprovação de projectos, fazer com os grupos económicos portugueses se interessem pelo sector e criar condições para que a banca, desde que capitalizada, se vocacione também para o apoio a investimentos nesta área de negócios.

"Temos o factor mais importante para que Portugal desenvolva a economia do mar, que é a crise económica. Não podemos menosprezar a força regeneradora de uma crise. Vamos ter que apresentar muito melhor os nossos recursos naturais, sendo que o mar é o nosso maior recurso natural", defende Tiago Pitta e Cunha.

Assim sendo, o que é preciso fazer? Desde logo que o País passe a ser atractivo ao nível da economia do mar. E aqui, sublinha o especialista o Estado tem muito a dizer. É verdade que já foi feita, em consonância com as universidades, uma aposta no desenvolvimento científico e tecnológico. Pelo lado do conhecimento temos caminhado bem, admite. Falta neste âmbito, isso sim, gestores com formação para a economia do mar.

Já ao nível dos custos de contexto, há muito a mudar. De que se fala aqui? Particularmente dos licenciamentos de projectos pelas entidades públicas, que por norma são complexos, dispendiosos e demorados. "Há em Portugal uma enorme barreira administrativa entre o mar e a iniciativa privada", critica.

Um outro problema referido por Tiago Pitta e Cunha prende-se com a inexistência de empresas competitivas no sector. É verdade que os recursos naturais existem, mas falta a o suporte financeiro que permita os investimentos necessários. Neste âmbito, considera importante que a banca comece a ter outro olhar sobre o sector, já que "enquanto a banca portuguesa não começar a formar gente que saiba avaliar os riscos de crédito destas actividades, não poderemos contar com o desenvolvimento deste sector da economia.

Ainda no que à competitividade diz respeito, comparando Portugal e Noruega, o consultor da Presidência da República lembra que estes são os dois grandes países atlânticos e oceânicos da Europa. Contudo, se na Noruega não há um grupo económico que não tenha o seu sector de negócios na área da exploração do mar, em Portugal não há um grupo económico que invista no mar. Até por isso, Pitta e Cunha considera "importante que os grupos económicos portugueses comecem a olhar para a economia do mar".

Ideias-chave

Cinco Subsectores em que há espaço para investir

Marinha Mercante e sector portuário
Já teve importância no seio da economia nacional, mas a marinha mercante é hoje quase inexistente. É um sector para investir. Melhor estão hoje os portos portugueses, que são rentáveis e cuja actividade cresce acima dos números da economia portuguesa como um todo.

Pesca e aquacultura
Face aos problemas da sobrepesca, Pitta e Cunha considera que hoje é difícil pensarmos num aumento do aproveitamento da economia do mar baseada no sector das pescas. Mas em sua opinião há que olhar para a aquacultura. No peixe para consumo humano importamos três quartos do que consumimos, portanto há aqui uma procura clara, que a produção interna não satisfaz.
Turismo de Mar
Sabemos aproveitar o sol e a praia mas o chamado turismo de mar ainda não arrancou verdadeiramente em Portugal. Basta dizer que, segundo Tiago Pitta e Cunha, em todo o País há menos postos de amarração para embarcações de recreio do que na Galiza.

Reparação naval
A indústria tem hoje em dia uma expressão reduzida. A reparação naval tem a "jóia da coroa" na Lisnave, uma empresa que é um caso de estudo a nível mundial, mas que se dedica sobretudo aos navios de grande porte.

Novos usos e recursos
Muito do que neste âmbito pode ser feito tem as universidades como placo. Novas formas de energia, das ondas ou eólica, ao sector subaquático, passando pela biotecnologia, muito está ainda por fazer e muito falta ainda investir.

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