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Notícias

VITAL MORGADO, AICEP

O futuro está num Portugal Exportador

As nossas exportações de bens e serviços representam apenas 34% do PIB e estão concentradas na UE e nos EUA. Para aumentá-las e reduzir a dependência actual, as empresas portuguesas têm de procurar novos mercados onde o crescimento económico seja mais dinâmico, defende o Administrador da AICEP, Vital Morgado.
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Qual o potencial de crescimento económico de Portugal através das exportações?
As exportações de bens e serviços representam actualmente cerca de 34% do PIB. É um valor muito baixo para um país europeu com a nossa dimensão. Em países como a Dinamarca e a Áustria, as exportações representam cerca de 50% do PIB, em países como a Bélgica ou a Holanda, representam cerca de 80% do PIB e na Irlanda as exportações representaram, em 2010, cerca de 98% do PIB. Precisamos de levar mais empresas a começar a vender para os mercados externos e que as que já exportam consigam exportar mais.

Quanto exporta, em média, uma empresa?
Cerca de 80% das empresas que exportam têm volumes muito baixos - menos de 1 milhão de euros por ano. A globalização dos mercados veio trazer uma enorme concorrência. Todos os países querem aumentar as suas exportações e atrair mais investimento estrangeiro. Para ter sucesso num mercado global cada vez mais exigente e concorrencial, as empresas têm de estar bem preparadas e ter maior dimensão para conseguirem ser mais eficientes e conseguirem economias de escala. Por isso, temos de fazer bem o nosso trabalho de casa e ajudar as empresas a adquirir informação sobre os mercados externos para que este potencial de crescimento através das exportações se possa concretizar.

Quais os mercados onde as exportações portuguesas estão a crescer a ritmo mais forte? E quais os mercados em retracção?
Nos primeiros oito meses de 2011, o principal cliente de bens portugueses continuou a ser Espanha, com uma quota de 25,4% do total, seguindo-se Alemanha, França e Reino Unido, com pesos de 13,7%, 12,3% e 5,0%, respectivamente. Estes quatro países representam cerca de 55% das nossas exportações e, no total, a União Europeia representou 75,0% das nossas vendas totais de bens ao exterior.
Angola e EUA, na quinta e oitava posições, registaram quotas de 4,9% e 3,4% nas exportações globais, constituindo-se como os principais destinos extracomunitários, bloco que, no seu conjunto, assimilou 24,0% das exportações portuguesas de bens, no período atrás referido.
A Alemanha foi o mercado que registou maior crescimento em valor (+742 milhões de euros comparativamente a Janeiro/Agosto de 2010), e maior contributo (3,1 pontos percentuais) para o crescimento das exportações globais, que foi de 16,6%. Seguiram-se Espanha (+719 milhões de euros; 3,0 pp), França (+573 milhões de euros, 2,4 pp) e Holanda (+212 milhões de euros, 0,9 pp).
Angola foi o principal mercado de crescimento extracomunitário, com uma variação em valor de +191 milhões de euros e um contributo de 0,8 pp para o crescimento global.
Dos maiores clientes de Portugal em retracção, que nos primeiros oito meses de 2010 haviam registado maior quota, assinalam-se Cabo Verde (0,6% de quota em 2011; -7 milhões de euros; -3,7%), Canadá (0,4% de quota; -11 milhões de euros; -8,0%) e Venezuela (0,3% do total; -12 milhões de euros; -12,4%).

Que novos mercados se abrem às exportações nacionais?
Se considerarmos o conjunto da União Europeia e dos Estados Unidos, estes mercados representam mais de 80% das exportações portuguesas de bens e serviços. Acontece que a economia da União Europeia está estagnada, com os principais mercados para Portugal a implementarem medidas de austeridade, e os Estados Unidos vão registar um crescimento pouco significativo no próximo ano. Por isso, as empresas portuguesas têm de procurar novos mercados onde o crescimento económico seja mais dinâmico, nomeadamente nas economias emergentes. Há que ter em conta os mercados de proximidade, mormente no Magrebe, com destaque para Argélia, Marrocos e Tunísia, e também os mercados de expressão portuguesa, que continuam a apresentar excelentes oportunidades. O triângulo Europa - África - América do Sul (Portugal - Angola, Moçambique e Cabo Verde - Brasil e Venezuela) é muito importante para os negócios das empresas portuguesas.

Como estão a evoluir as exportações ao longo de 2011?
Os dados referentes ao período de Janeiro a Agosto indicam um crescimento nominal das exportações de bens de 16,6%. Já as exportações de serviços registaram um crescimento nominal de 9,5%, até Julho deste ano.

Que sectores evidenciam maior dinâmica de crescimento?
Os sectores dos "Veículos e outro material de transporte" e de "Máquinas e aparelhos" são os que apresentam resultados mais elevados, em valor absoluto e contributo para o crescimento global das exportações. Com efeito, são os sectores que detêm a maior quota nas exportações globais (13,1% e 14,4%, respectivamente, em Janeiro/Agosto de 2011), bem como aqueles cujas vendas ao exterior apresentam os maiores crescimentos em valor (815 milhões de euros e 473 milhões de euros, respectivamente). Sem dúvida que se trata de áreas de produção e de exportação muito dinâmicas e organizadas.
Outros sectores com crescimentos elevados são os "Produtos químicos", "Metais comuns" e "Plásticos e borracha". Na prática, nenhum grupo de produtos regista uma variação negativa. Do lado dos serviços, destacam-se as rubricas "Transportes" e "Viagens e turismo", com crescimentos das exportações de 340 milhões de euros e 335 milhões de euros, em 2011 (Janeiro a Julho), respectivamente.

Qual o principal sector exportador português e quanto representa o seu contributo para o PIB?
Actualmente e no seu conjunto, as exportações representam cerca de 34% do PIB. As exportações de bens e serviços representaram 33,5% no primeiro semestre de 2011 (bens: 24,4%; serviços: 9,1%), tendo contribuído com 2,6 pontos percentuais para um crescimento global do PIB de -0,7% em volume.
Em termos globais, a principal exportação corresponde à rubrica de serviços "Viagens e turismo" (cerca de 11% do total), seguindo-se os grupos de bens "Máquinas e aparelhos" e "Veículos e outro material de transporte" (10,3% e 9,7% do total, respectivamente).

FONTE