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Notícias

POR ANTÓNIO JORGE COSTA

O Verão 2011 e o turismo em Portugal

Segundo dados da Organização Mundial do Turismo, as chegadas internacionais de turistas cresceram 4,5 por cento no primeiro quadrimestre deste ano, com todas as regiões a apresentar resultados positivos, à excepção do Médio Oriente.

Também em Portugal os resultados são positivos. Segundo dados do Turismo de Portugal, no primeiro trimestre de 2011, as receitas do turismo atingiram 1,3 mil milhões de euros e representaram, face ao trimestre homólogo de 2010, um acréscimo de sete por cento (mais 83 milhões de euros).Segundo dados da Organização Mundial do Turismo, as chegadas internacionais de turistas cresceram 4,5 por cento no primeiro quadrimestre deste ano, com todas as regiões a apresentar resultados positivos, à excepção do Médio Oriente.

Também em Portugal os resultados são positivos. Segundo dados do Turismo de Portugal, no primeiro trimestre de 2011, as receitas do turismo atingiram 1,3 mil milhões de euros e representaram, face ao trimestre homólogo de 2010, um acréscimo de sete por cento (mais 83 milhões de euros). Neste mesmo período, o saldo da balança turística foi de 606 milhões de euros, que se traduziu num aumento homólogo de 13 por cento, ou seja, de mais 71 milhões de euros.

As chegadas aos aeroportos nacionais também foram positivas: 2,1 milhões de passageiros desembarcados de voos internacionais, correspondendo a um aumento de 148 mil passageiros em relação a 2010, ou seja, um aumento de sete por cento.

Porém, nem todos os indicadores reflectiram este desempenho positivo. De facto, para o mesmo período, primeiro trimestre de 2011, a receita por quarto disponível, em Portugal, baixou em relação ao mesmo período do ano passado. Por outro lado, e segundo o estudo das intenções de férias dos portugueses, levado a cabo pelo Instituto de Planeamento e Desenvolvimento do Turismo (IPDT), em Maio passado, 63,8 por cento dos inquiridos não esperam fazer férias entre Junho e Setembro deste ano. Este dado é ainda corroborado pelos resultados da 36ª edição do Barómetro do Turismo do IPDT, onde o painel de peritos antecipa uma quebra do número de turistas e das receitas do turismo do mercado interno, compensada por um crescimento nos mesmos indicadores relativamente ao mercado externo.

Este breve contexto e análise ao desempenho do turismo leva-me à questão que julgo ser da maior relevância para o país e para os empresários do sector: como melhorar a competitividade do turismo português?

Para responder a esta complexa questão, vale a pena lembrar que a competitividade de um destino resulta da relação equilibrada entre os contributos das entidades públicas e das empresas privadas. Para que esta relação funcione, é fundamental saber quem beneficia quando se investe. Por outro lado, parece-me crucial que nesta parceria se saiba claramente onde reside a responsabilidade pelo investimento e pelos resultados.

Estas deverão ser questões centrais na discussão entre o Governo e as entidades representativas do sector do turismo, já que o que está em causa em última instância é a viabilidade e sucesso das nossas empresas, isso significando o emprego e o rendimento das famílias que dependem desta indústria.

Parece claro que a relação que se estabeleceu até hoje entre as entidades públicas e privadas do turismo em Portugal contribuiu fortemente para um sector moderno, com empresas mais competitivas e preparadas para enfrentar a concorrência internacional. Porém, a concorrência que hoje enfrentamos difere fortemente daquela que tínhamos há uma década atrás. Hoje, os países concorrem como empresas, investindo fortemente nas suas marcas, inovando e reposicionando a sua oferta num alinhamento total com o perfil de consumo dos seus turistas, actuais e potenciais.

Assim, torna-se decisivo que o investimento feito na promoção do turismo português seja avaliado de forma contínua, analisando-se o custo por turista chegado a Portugal, e tomando-se medidas apropriadas quando este valor não estiver de acordo com os objectivos esperados. O estudo da Comissão Europeia de viagens e da Organização Mundial do Turismo sobre o orçamento promocional dos organismos nacionais de turismo representam uma boa ferramenta de benchmarking relativamente ao rácio dos valores investidos na promoção dos países, os resultados obtidos em termos de chegadas e receitas do turismo internacional.

Em vésperas da entrada em vigor do Plano Estratégico Nacional do Turismo (PENT), recentemente revisto, é fundamental criar mecanismos de avaliação da estratégia do turismo nacional que permitam que o sector ganhe competitividade e continue a contribuir decisivamente para a melhoria do desempenho da economia portuguesa e do bem-estar das nossas famílias.

FONTE: PÚBLICO