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Notícias

O anunciado naufrágio do Lago Chade

Já foi um dos maiores lagos do mundo. Mas nas últimas cinco décadas recuou 90 por cento e, caso nada seja feito, pode desaparecer dentro de 20 anos. Trinta milhões de pessoas dependem da sua água. Mas poucas lutam pela sua sobrevivência.

As suas águas doces ainda abonam vida. Peixe, água para consumo e rega. Como no passado, ainda hoje são fonte de riqueza para as gentes que se fixaram em seu redor. E são milhões, muitos milhões; cerca de 30. As suas águas alimentam quatro países (Chade, Camarões, Níger e Nigéria), e sustentam várias espécies, entre mamíferos, aves – principalmente migratórias – e diversos peixes, muitos dos quais parte integrante da dieta alimentar da região.

Mas os tempos de fartura acabaram, e caso a pressão do homem sobre o lago e os rios que o abastecem não abrande nos próximos anos, o seu destino é mesmo o fim, a sua redução a uma mera charca. No início dos anos 60 do século passado ocupava uma área de 25 mil quilómetros quadrados. Hoje são menos de 1500. E a biodiversidade já foi irremediavelmente afetada.

Ao contrário de muitos outros desastres ambientais que se desenrolam no continente, a diminuição do Lago Chade deve-se essencialmente à pressão direta do homem, e não tanto devido a alterações climáticas na terra. É nas suas margens e nos rios que o drama se desenrola, com uma população com poucos recursos a solicitar mais e cada vez mais às suas águas. É a sede que aperta e que o lago satisfaz. A sede de muitos milhões. Mas é também a rega e a vontade de conquistar terreno fértil ao lago, que quando recua deixa disponíveis solos mais ricos. A agricultura faz falta e lavoura sem terra capaz e água não é possível. E esta sai, e muita, do lago e dos rios que o alimentam, que já não conseguem satisfazer tamanha procura.

É uma luta desigual; de um lado o homem, com as suas necessidades de subsistência, do outro o lago, que definha a olhos vistos, impotente face à diária subtração das suas águas. A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) tem alertado nos últimos anos a comunidade internacional para o problema, realçando que quem vive em seu redor já compete pela água e que o fim do lago simplesmente espoletaria um desastre humanitário na região. 

FONTE: ÁFRICA 21

VEJA TAMBÉM "RAPAZES DO LAGO CHADE"