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Multimilionário brasileiro lança maior porto das Américas

A chamada Auto-Estrada para a China é um dos primeiros projectos de infra-estruturas no Brasil construídos a uma escala só comparável ao país ao qual foi buscar o nome. Conhecida oficialmente como Açu Superport, estas instalações prolongam-se mar adentro na costa do estado do Rio de Janeiro e são o elemento mais ambicioso da carteira de Eike Batista, o homem mais rico do Brasil.

Quando iniciar as suas operações no próximo ano, terá profundidade suficiente para acolher o Chinamax - um novo navio com capacidade para transportar 400 mil toneladas de minério de ferro entre o Brasil e a China, duas vezes o volume transportado pelos grandes cargueiros que operam esta rota. Açu é um dos projectos mais ambiciosos apoiados por Batista, um antigo campeão de corridas e considerado pela revista Forbes como o oitavo homem mais rico do mundo, com uma fortuna avaliada em 30 mil milhões de dólares.

Batista, que gere o seu império a partir do Rio de Janeiro através da sua ‘holding' Grupo EBX, cresceu no meio das minas e da exploração. O seu pai, Eliezer, na qualidade de ministro das minas presidiu na altura à transformação da Companhia Vale do Rio Doce (mais tarde privatizada e redominada Vale) no maior produtor mundial de minério de ferro. Batista montou e geriu as suas próprias operações mineiras na Amazónia nos anos 80.

Entre 2004 e 2008, angariou dez mil milhões de dólares de investidores de capital quando lançou subsidiárias da EBX em bolsa, subsidiárias estas com alguns planos ambiciosos.

De entre as principais subsidiárias da EBX contam-se a LLX, a empresa de logística que construiu o porto de Açu; a OGX Petróleo & Natural Gás Participações, a sua empresa de bandeira na área do petróleo; a MPX na área da geração de energia; a OSX na área dos serviços petrolíferos, a construtora naval OSX e a MMX na área das minas. À excepção da MMX, todas estas empresas estão em fase inicial. Só a subsidiaria na área mineira está a gerar capital nesta altura. Mas a EBX afirma que vai investir 15 mil milhões de dólares entre 2010 e 2014 em novas empresas nas áreas do petróleo e do gás, da energia e da mineração.

Na sua sede na praia do Flamengo, Batista repete frequentemente a expressão "brutal" na sua conversa para descrever de tudo um pouco, desde as suas experiências no desenvolvimento da sua primeira mina de ouro na Amazónia nos anos 80 até à sua visão de um grupo verticalmente integrado na área do petróleo, minério e energia. "Podemos ver as sinergias entre todos eles, sinergias estas que são brutais," afirma referindo-se à EBX.

O maior projecto é Açu, que passará a ser o maior porto das Américas quando estiver concluído. Situado numa praia remota, pretende atrair um investimento total de 40 mil milhões de dólares numa área que tem duas vezes e meio o tamanho da ilha de Manhattan.

Batista pretende que este porto sirva as empresas mineiras - a Anglo-American, cotada em Londres, pretende transportar minério de ferro a partir das suas minas no interior para Açu através de uma conduta de 525 km -, o mesmo acontecendo às companhias petrolíferas.

Este porto situa-se perto dos campos petrolíferos ‘offshore’ na camada "pré-sal" do Brasil, campos estes que muitos esperam projectar o país para o topo da tabela dos produtores de combustíveis nos próximos anos. "O petróleo está ali mesmo à nossa frente," afirma Batista. "E este será o nosso 'parquet' industrial na camada pré-sal."

De entre os sócios de Batista no Açu contam-se a Wuhan Iron and Steel da China, que está a construir uma fábrica metalúrgica, e a Hyundai Heavy Industries da Coreia do Sul, que está a investir num estaleiro com a OSX. Batista está a sondar os fabricantes automóveis para atraí-los para estas instalações, que terão também as suas próprias centrais de energia.

As previsões milionárias apontam para o facto de a indústria de construção naval brasileira poder empregar cerca de 300 mil pessoas nos próximos cinco a oito anos, três vezes o número actual, à medida que for aumentando a sua capacidade de servir os campos pré-sal. E considera que os portos são um dos principais elementos que estão atrasar o Brasil. "Sabe o que é que as pessoas me dizem? 'Adoro este país, adoro o Brasil, mas não sabemos como fazer entrar ou sair produtos e mercadorias '".

Mas, para Batista, uma das principais dificuldades é ir ao encontro das expectativas de investidores impacientes na bolsa.

OGX estava a negociar a.14,48 dólares por acção na sexta-feira, abaixo dos 20 dólares desde que publicou um relatório em meados de Abril que dizia que a empresa tinha 3,1 mil milhões de petróleo equivalente de "recursos de contingência" - petróleo que é potencialmente recuperável.

Estes valores situaram-se abaixo das expectativas e das próprias estimativas equivalente a quatro mil milhões de barris de petróleo. Batista rejeitou as conclusões do relatório, elaborado pelas consultoras DeGolyer e MacNaughton, como sendo baseado em técnicas de recuperação ultrapassadas e demasiado conservadoras.

Batista afirma que a sua empresa mineira está já a gerar capital, enquanto a OGX, a OSX e a MPX deverão começar a fazê-lo em Outubro. A LLX vai ter que esperar até ao terceiro trimestre do próximo ano.

Muitos analistas vêem estas previsões, nomeadamente no caso da produção de petróleo da OGX, como exageradas. O lançamento da OGX em bolsa no ano de 2008 foi um dos mais bem sucedidos no mercado brasileiro, mas a entrada na bolsa de São Paulo no ano passado foi um 'flop'.

Joe Leahy, em S.Paulo, Tradução de Carlos Tomé Sousa, Diário Económico