Portos de Portugal
Viagem ao Centro do Mundo

Porto de Viana do Castelo,
Alberga o maior estaleiro do País

Porto de Leixões
Referência na Região Norte do País

Porto de Aveiro
Uma solução Intermodal competitiva

Porto da Figueira da Foz
Promotor da Economia da Região Centro

Porto de Lisboa
Atlantic Meeting Point

Porto de Setúbal
Solução Ibérica na Região de Lisboa

Porto de Sines
Porta do Atlântico

Portos da Madeira
O Paraíso dos Cruzeiros

Portos dos Açores
A sua plataforma no Atlântico

Quem Somos

A APP – Associação dos Portos de Portugal é uma Associação sem fins lucrativos constituída em 1991, com o objectivo de ser o fórum de debate e troca de informações de matérias de interesse comum para os portos e para o transporte marítimo.

Pretende-se que a APP contribua para o desenvolvimento e modernização do Sistema Portuário Nacional, assumindo uma função que esteve subjacente à sua criação: constituir-se como um espaço privilegiado de reflexão e de decisão.



Newsletter

Clique aqui para se registar na newsletter.

Clique aqui para sair da newsletter.

Janela Única Logística



Notícias

BENJAMIM FRANKLIN

Óleo para acalmar o mar

Curiosidades das explorações científicas
Séculos de testemunhos de cientistas da Royal Society estão disponíveis ao público

Desde 1660 que a Royal Society de Londres tem recolhido documentos enviados por exploradores e cientistas de todo mundo. Agora, alguns destes objectos foram digitalizados e estão disponíveis no site da instituição desde 1 de Abril.

Quem aceder às digitalizações, pode folhear os documentos e ler relatos de expedições feitas aos quatro cantos da Terra. Um dos testemunhos é de Edward Sabine que fazia parte de uma expedição ao Árctico com o objectivo de encontrar a rota Noroeste pelo mar. A viagem parou em 1818 quando o comandante do barco, John Ross, disse que viu uma montanha que bloqueava o caminho

“Sabemos das grandes aventuras heróicas a ambos os pólos, onde as pessoas arriscavam as vidas”, disse ao jornal britânico The Guardian Keith Moore, responsável pela biblioteca e arquivos do Centro de História da Ciência da Royal Society. “Aqui está uma descrição onde apesar de terem tido a oportunidade de encontrar a passagem por Noroeste, e estavam quase a consegui-lo, John Ross desistiu.”

No diário, Sabine mostra haver dúvidas sobre a decisão do comandante. Só Ross é que viu as montanhas e a tripulação já tinha vivido ilusões ópticas. “Eles estavam preparados para passar lá o Inverno, tinham óleo de baleia, carne de foca. Depois Ross decide que não vai naquela direcção”, explica Moore.

Segundo o especialista, este é apenas um dos 250 mil documentos que a instituição tem. “Desde 1660 que a Royal Society tem vindo a recolher documentos enviados de todos os lados do mundo”, explicou. Para já foram digitalizados 20.

Um dos documentos é uma carta de Benjamin Franklin, o cientista e político norte-americano que fez diversos estudos em electricidade, fala de uma observação que fez durante uma viagem no oceano. “Ele vê óleo a ser atirado para o mar por um cozinheiro do navio e observa as águas a acalmarem-se”, descreveu Moore.

Franklin tinha o hábito de pensar logo numa aplicação prática quando observava um fenómeno novo. Neste caso, o cientista sugere a utilização de óleo para acalmar o mar perto da costa em situações de salvamento de pessoas.

O diário do astrónomo Johj Herschel, de 1839, é um testemunho de como o cientista foi co-autor na invenção da fotografia. “William Henry Fox Talbot tinha a grande ideia de utilizar uma câmara para tirar uma imagem, mas não conseguia fixar a imagem e torná-la permanente num papel. Foi John Harschel que o fez”, contou Moore. No diário, o astrónomo escreveu as experiências que desenvolveu para atingir o objectivo.

Há vários documentos sobre expedições feitas à Antárctica, a África, um diário com desenhos de fósseis, estudos anatómicos, etc. Mas há também manuscritos que mostram o impacto do contacto com outras culturas.

O soldado britânico Samuel Holmes, que fez parte do conjunto de pessoas que fizeram a primeira viagem diplomática até à China, na década de 1790, descreve pela primeira vez o acto de enrolar o cigarro, que viu alguns malaios fazerem. O cigarro era feito com “um tipo de erva ou papel fino onde eles enrolam o tabaco e fumam-no como nós fazemos com o cachimbo”, escreveu Holmes.

O objectivo final da instituição é publicar o máximo de documentos que for possível. “Arranhámos a superfície. Temos realmente uma bela colecção de manuscritos e documentos históricos”, disse Keith Moore. “As pessoas estavam a enviar informação científica da China, das colónias do novo mundo, de todos os locais. Isto é a nossa tentativa de dar de volta ao mundo um pouco dessa informação.”

FONTE: PÚBLICO