Portos de Portugal
Viagem ao Centro do Mundo

Porto de Viana do Castelo,
Alberga o maior estaleiro do País

Porto de Leixões
Referência na Região Norte do País

Porto de Aveiro
Uma solução Intermodal competitiva

Porto da Figueira da Foz
Promotor da Economia da Região Centro

Porto de Lisboa
Atlantic Meeting Point

Porto de Setúbal
Solução Ibérica na Região de Lisboa

Porto de Sines
Porta do Atlântico

Portos da Madeira
O Paraíso dos Cruzeiros

Portos dos Açores
A sua plataforma no Atlântico

Quem Somos

A APP – Associação dos Portos de Portugal é uma Associação sem fins lucrativos constituída em 1991, com o objectivo de ser o fórum de debate e troca de informações de matérias de interesse comum para os portos e para o transporte marítimo.

Pretende-se que a APP contribua para o desenvolvimento e modernização do Sistema Portuário Nacional, assumindo uma função que esteve subjacente à sua criação: constituir-se como um espaço privilegiado de reflexão e de decisão.



Newsletter

Clique aqui para se registar na newsletter.

Clique aqui para sair da newsletter.

Janela Única Logística



Notícias

FRANCISCO FEREIRA DA SILVA, DIÁRIO ECONÓMICO

O milagre das exportações

As exportações portuguesas cresceram 15,7% em 2010, atingindo os 36,8 mil milhões de euros, segundo os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística.

A boa notícia animou o Congresso das Exportações, em Santa Maria da Feira. Este resultado das vendas portuguesas ao estrangeiro ultrapassou largamente as previsões do Banco de Portugal, que antevia um crescimento de 7,9% e do próprio Governo, que apostava nos 8,6%. Ainda assim, as exportações não chegam para cobrir as importações, mesmo se excluirmos os combustíveis. É que o valor das compras ao exterior atingiu 56,8 mil milhões de euros, com os combustíveis a custarem 8,3 mil milhões.

Mas é este o caminho que a economia nacional tem de trilhar para poder ultrapassar a situação em que se encontra, embora os especialistas tenham dificuldade em admitir que o aumento das vendas ao exterior irá evitar a recessão anunciada. Ainda assim, o presidente da Agência para Internacionalização e o Comércio Externo de Portugal (AICEP), Basílio Horta, está confiante em que este ano o crescimento das exportações nacionais seja bastante melhor do que foi previsto pelo Banco de Portugal (4,5 %).

O que é curioso no tecido empresarial exportador é que perto de 70 empresas concentram 50% de todas as vendas portuguesas ao exterior e cerca de 6.000 exportam apenas 2% ou 3% do total. Já em número, as exportadoras caíram de cerca de 24 mil para perto de 18 mil no espaço de um ano. Menos positivo é o facto de, dado o forte desenvolvimento da investigação e desenvolvimento no nosso país, a balança tecnológica, que mede as compras e vendas de produtos e serviços desta área, positiva desde 2007, ter apresentado um resultado negativo entre Janeiro e Novembro de 2010.

Espanha continua a ser o principal destino das vendas nacionais, tendo mesmo aumentado em cerca de mil milhões o valor das compras do país vizinho a Portugal. Seguem-se, por ordem decrescente de importância, a Alemanha, a França e o Reino Unido, que reassumiu o quarto lugar por troca com Angola, país para onde as exportações portuguesas caíram 14,8% e que passou assim a ser o quinto entre os nossos principais compradores. Dignos de destaque são também os mercados do Brasil, que aumentou 50% e passou de 11º para 10º, e do México, que cresceu quase 100% e subiu de 19º para 11º.

A internacionalização e as exportações são, por conseguinte, as saídas para a economia portuguesa e para muitas empresas cuja dimensão e ambições não lhes permite ficar apenas pelo mercado nacional. O pior é que existem constrangimentos no crédito e nos seguros de exportação, como tem referido Basílio Horta. Para obviar a isso, o Governo acaba de anunciar apoios no valor de 275 milhões de euros, dos quais 200 milhões em seguros de crédito e 75 milhões numa nova linha de crédito. Os bancos também prometem concentrar o crédito disponível nas operações de exportação. Fica, assim, a esperança de que, dentro de um ano, o País possa festejar o aumento significativo das exportações e a atenuação dos efeitos recessivos das medidas de austeridade.

2011-02-09 09:37
Francisco Ferreira da Silva, Subdirector, Diário Económico