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Invenção portuguesa vai ao fundo do mar para subir à Noruega

Tecnologia criada pelo INESC TEC e IPMA cria “novo paradigma de comunicação” na exploração subaquática, com potencial de exportação via spin-off ou transferência para empresa estrangeira.

O Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC) e o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) desenvolveram uma solução de comunicações de longo alcance e banda larga para ambiente subaquático, que torna possível uma ligação sem fios entre a superfície de água e o fundo do mar.

Desenvolvida no âmbito do projeto Grow, concluído em setembro e financiado em 240 mil euros pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), esta tecnologia inovadora à escala internacional é apresentada como “um novo paradigma de comunicação” para apoiar a exploração subaquática, ao reduzir “significativamente” os custos e o atraso no acesso aos dados recolhidos debaixo de água.

O coordenador do projeto, Rui Campos, disse ao ECO que a comercialização e a criação de um negócio em torno desta solução deve demorar “quatro a cinco anos” e há duas hipóteses em cima da mesa. “A nível nacional há muito poucas empresas capazes de incorporar a tecnologia que desenvolvemos no seu portefólio. Por essa razão, a nossa abordagem passará pelo licenciamento ou transferência da tecnologia para uma empresa internacional ou pela criação de uma spin-off”, detalhou.

Testada em ambiente real, a 20 metros de profundidade, durante a campanha de mar que decorreu na baía de Sesimbra a bordo do navio de investigação RV Diplodus, esta solução combina tecnologias sem fios de curto alcance; veículos subaquáticos autónomos (AUV) que percorrem a coluna de água e funcionam como transportadores de dados; e comunicações acústicas que permitem o controlo da transmissão dos dados em tempo real.

Rui Campos liderou durante quase três anos uma equipa multidisciplinar composta por investigadores do INESC TEC na área das redes sem fios e robótica e também do IPMA na área da investigação oceanográfica e da geologia marinha. Descreve o “potencial de exportação” desta tecnologia — pode ser usada pelo próprio IPMA — e aponta como potenciais clientes “empresas ou entidades que realizam missões subaquáticas usando veículos autónomos submarinos ou que possuem observatórios marinhos, com necessidade de recolha periódica de dados”.

Embora todos os países costeiros possam ter “muito interesse” na tecnologia, fora de Portugal, o coordenador da área de redes sem fios no instituto ligado à Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto coloca a Noruega “à cabeça” dos interessados, “pela sua aposta muito forte no mar, quer do ponto de vista científico, quer do ponto de vista empresarial”.

Por outro lado, lembra que o mar tem cada vez maior relevância na economia mundial e no âmbito das alterações climáticas, o que “torna cada vez mais comum” a utilização de veículos autónomos na monitorização ambiental ou na inspeção de infraestruturas subaquáticas, como pipelines e pilares de torres eólicas offshore. E a tecnologia de comunicações desenvolvida por este grupo de investigadores portugueses, conclui, é “determinante para a extração dos dados recolhidos neste tipo de missões subaquáticas”.