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Politécnico de Leiria imprime produtos verdes em 3D a partir de plástico recolhido do mar

O CDRSP – Centro para o Desenvolvimento Rápido e Sustentado de Produto (CDRsp), do Politécnico de Leiria está a trabalhar na melhoria da valorização dos resíduos de plástico marítimos, resultante das indústrias marítimas e também deixados, como, forma de poluição, nas praias, para os converter em produto útil, através da tecnologia de impressão 3D.

É o caso das caixas para peixe ou moldes termoplásticos para barcos, para as actividades económicas das indústrias marítimas, exemplifica um comunicado do Politécnico de Leiria.

O centro dinamiza, em Portugal, o projecto CircularSeas sendo um dos parceiros desta acção cujo fim é encorajar a comunidade a recolher os plásticos dos oceanos, promovendo a sua despoluição, reduzir o uso de peças de base plástica na indústria marítima, nos sectores da pesca e estaleiros, e diversificar as actividades económicas ligadas ao crescimento verde.

Esta iniciativa teve início a 1 de Abril de 2019 e terminará a 31 de Março de 2022.

"Este trabalho consolida a missão do CDRSP na área da investigação como líder da manufactura directa digital, e reforça o seu posicionamento nacional e internacional na área da economia circula", refere Nuno Alves, director do CDRsp.

O CircularSeas conta com o cofinanciamento da União Europeia de 1.497.625,65 euros, através do European Regional Development Fund integrado no Interreg Atlantic Area Programme.

São cinco os países envolvidos nas entidades parceiras do projecto: Leartiker, da Azaro Fundazioa, que lidera, e Universidade de Vigo (Espanha); Cork Institute of Technology (Irlanda); University of Plymouth (Reino Unido); Communauté d’Agglomération de La Rochelle da Université de La Rochelle (França); e CDRsp do Politécnico de Leiria (Portugal).

Os locais onde decorre a recolha de resíduos de plástico são: Peniche (Portugal); Ondarroa e Vigo (Espanha), La Rochelle (França); Cork (Irlanda); e Plymouth (Reino Unido).

Em Portugal, a separação e selecção, lavagem e destruição do plástico marítimo (criação de granulado) decorreu nas últimas semanas, e o objectivo é realizar o processo de tratamento desse material para a criação de novos produtos verdes.

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