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A APP – Associação dos Portos de Portugal é uma Associação sem fins lucrativos constituída em 1991, com o objectivo de ser o fórum de debate e troca de informações de matérias de interesse comum para os portos e para o transporte marítimo.

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Veículos movidos a algas marinhas?

Investigadores optimistas com resultados

Embora haja um grande investimento na produção de veículos elétricos, essa não é a solução para todos os meios de transporte. Assim, em alternativa aos combustíveis fósseis, o desenvolvimento de biocombustíveis tem se tornado cada vez mais comum.

Um grupo de investigadores na Dinamarca decidiu usar algas marinhas e macro-algas para produzir biocombustível. As algas são uma opção mais sustentável porque são cultivadas no mar (que ocupa 70% do planeta), não precisando de usar terrenos, água doce, fertilizantes e pesticidas. Além da planta extrair dióxido de carbono da atmosfera (CO2) no seu crescimento, permite um aumento dos benefícios ambientais.

Numa fase inicial foi realizado um teste com uma mistura de gasolina e 10% deste biocombustível, e o carro conseguiu fazer 80km.

Atualmente, o projeto europeu MacroFuels quer desenvolver biocombustíveis a uma maior escala, para o setor de transportes pesados e de aviação. Sten Frandsen, engenheiro mecânico no projeto, defende “Vemos muitos carros elétricos a entrar no mercado, mas será que algum deles resolve por completo o problema das emissões de CO2? Tendo em conta que ainda temos transportes pesados, como navios e aviões, a consumir uma grande quantidade de combustíveis fósseis, precisamos de encontrar um substituto e talvez as algas marinhas possam ser uma das soluções”. Estão a ser utilizadas quatro espécies de algas marinhas (marinhas nativas, kelps, vermelhas e verdes) para gerar a biomassa.

Os cientistas estão a investigar como converter o açúcar das algas, de forma a aumentar a presença da planta nos combustíveis.

A disponibilidade no mercado para combustíveis à base de algas ou aditivos para combustíveis está prevista para 2030. Os investigadores acreditam no sucesso e crescimento do projeto, e afirmam que vão conseguir competir com os combustíveis tradicionais.

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