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Covid-19 já custou 1,56 mil milhões ao transporte marítimo. Equivale a um ano de operações do Porto de Sines

O transporte marítimo de mercadorias e a logística relacionada enfrentam dificuldades um pouco em todo o mundo por causa da epidemia do novo vírus corona (Covid-19). A consultora sueca Sea Intelligence estima que a epidemia já engoliu 1,7 mil milhões de dólares (1,56 mil milhões de euros) de receitas à indústria, ou seja, equivale a um ano de operação do Porto de Sines.

O Terminal XXI (Porto de Sines) estabeleceu o recorde de movimentação em 2018, com 1,75 milhões de TEUs.

De acordo com a consultora sueca a epidemia, que teve epicentro em Wuhan, na China, deixou bloqueados 1,7 milhões de TEUs (unidade padrão equivalente a um contentor marítimo de 20 pés) em portos e terminais marítimos das principais rotas do shipping internacional. Tomando como valor médio “muito aproximado” do custo de frete de 1.000 dólares por TEU, a epidemia já custou 1,7 mil milhões de dólares de receitas à indústria.

Dados compilados há poucas semanas pelo Fórum Económico Mundial confirmam que 90% do comércio internacional é feito por via marítima e a China responde por 40% do movimento nos 50 maiores portos marítimos que operam contentores no mundo. Só Xangai movimenta mais do que os cinco maiores portos dos EUA, em volume combinado.

A perda de 1,7 mil milhões de dólares é igual a 1% do volume global total em 2019. “Outra maneira de ver isto é notar que o volume global de contentores cresceu 0,7% em 2019”. Partindo deste pressuposto, a epidemia já anulou mais do que o crescimento global total de 2019″, observa a Sea Intelligence num relatório semanal.

O acumulado de contentores atualmente retidos em portos, terminais e navios em espera equivale à capacidade total de quase 90 dos maiores navios porta-contentores a operar no transporte marítimo de mercadoria contentorizada. Para relacionar o impacto da crise epidémica com o movimento internacional de contentores basta perceber que a China tem quatro dos cinco maiores portos marítimos do mundo. Ampliando a lista, entre os dez maiores sete são chineses, segundo a Organização Internacional do Transporte Marítimo.

Em 2006, nota por seu lado o Fórum Mundial, a China contava com três no top10 dos portos mais movimentados do mundo. Atualmente apresenta sete neste ranking.

Mais de uma em cada duas saídas de navios da Ásia para o Norte da Europa estão a ser canceladas. As reduções de capacidade durante o período de oito semanas desde a folga do Ano Novo Chinês deverão atingir cerca de 700.000 TEUs, adianta a Alphaliner. As reduções de capacidade em outras rotas têm sido igualmente debilitantes para as cadeias globais de abastecimento, estimando-se que a rota Ásia – Mediterrâneo é atingida em cerca de 290.000 TEUs, as linhas do transpacífico perderão 680.000.

De acordo a Capital Economics, especialista em análise estatística que atualiza diariamente dados diversificados sobre o impacto económico do Covid-19, o número de contentores por descarregar em portos chineses está cerca de 60% acima dos valores médios dos últimos três anos.

A Alphaliner antecipa que o vírus reduzirá o volume de carga de contentores nos portos chineses — incluindo Hong Kong — em mais de seis milhões de TEUs no primeiro trimestre de 2020.

Já a Maritime Strategies International acredita que o impacto será mais forte no comércio intra-asiático, onde as exportações chinesas para fabricantes estrangeiros desempenham um papel fundamental.

No início de fevereiro, a mesma consultora estimou que o Covid-19 custa 350 milhões de dólares por semana à comunidade internacional de armadores.

Além do impacto direto noutros setores da economia, a exposição à crise originada pela propagação do Covid-19 não prejudica apenas a operação dos armadores (shipping), afetando toda a cadeia de valor a montante e a jusante, envolvendo transitários, administração das infraestruturas portuárias, e toda a logística de importação-exportação, nomeadamente desalfandegamento, camionagem, armazenamento e reposição de produto na cadeia logística de outras indústrias de transformação, com impacto ainda em serviços correlacionados, como banca, seguros e combustíveis.

Quanto ao parque atual global de contentores, as fontes alegam que é difícil estimar com precisão a disponibilidade existente na indústria. Contando contentores marítimos de 20 e 40 pés, estima-se que a capacidade atual ronde os 72 milhões de TEUs. Considerando os dois tamanhos (20 e 40) o parque total será de aproximadamente 43 milhões contentores.

Anualmente são colocados no mercado cerca de 300 mil contentores novos para um ciclo de vida que a indústria estabelece em 20 anos. Além dos que estão em uso, crê-se que seis milhões de contentores nunca utilizados estejam atualmente disponíveis para estrear.

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