Portos de Portugal
Viagem ao Centro do Mundo

Porto de Viana do Castelo,
Alberga o maior estaleiro do País

Porto de Leixões
Referência na Região Norte do País

Porto de Aveiro
Uma solução Intermodal competitiva

Porto da Figueira da Foz
Promotor da Economia da Região Centro

Porto de Lisboa
Atlantic Meeting Point

Porto de Setúbal
Solução Ibérica na Região de Lisboa

Porto de Sines
Porta do Atlântico

Portos da Madeira
O Paraíso dos Cruzeiros

Portos dos Açores
A sua plataforma no Atlântico

Quem Somos

A APP – Associação dos Portos de Portugal é uma Associação sem fins lucrativos constituída em 1991, com o objectivo de ser o fórum de debate e troca de informações de matérias de interesse comum para os portos e para o transporte marítimo.

Pretende-se que a APP contribua para o desenvolvimento e modernização do Sistema Portuário Nacional, assumindo uma função que esteve subjacente à sua criação: constituir-se como um espaço privilegiado de reflexão e de decisão.



Newsletter

Clique aqui para se registar na newsletter.

Clique aqui para sair da newsletter.

Janela Única Logística



Notícias

FLAMINGO VERDE

Projecto de hidrogénio em Sines avaliado em €3.500 milhões

A estratégia multinacional encabeçada por Portugal e pelos Países Baixos para a produção de hidrogénio verde em Sines e exportação para o Norte da Europa já tem nome: Green Flamingo, ou Flamingo Verde na tradução para português. E propõe-se gerar mais de 5.000 empregos, com o projeto a ser avaliado em €3.500 milhões em termos de investimento.

O objetivo consta da apresentação feita em Bruxelas a 15 de janeiro, e tornada pública no site reservado à iniciativa Projetos Importantes de Interesse Europeu Comum (IPCEI na sigla em inglês). Este mecanismo comunitário permitirá aceder a financiamento europeu em condições mais favoráveis para o desenvolvimento de investimentos estruturantes, entre os quais no hidrogénio verde.

A iniciativa apresentada, que vai envolver além de Portugal e dos Países Baixos, também a Alemanha e a Dinamarca, estima um investimento superior a €3.500 milhões no desenvolvimento, na zona do Porto de Sines, de “um hub de exportação de hidrogénio verde, ligado por via marítima ao porto de Roterdão, a porta para o megacluster químico da Europa.”

Segundo a apresentação consultada pela EXAME, o consórcio envolverá 15 empresas, sendo já conhecidos os nomes de oito delas. Além do Resilient Group – liderado por Marc Rechter e que está a coordenar a estratégia – somam-se as holandesas Vopak (especialista em armazenamento de combustíveis, que investiu recentemente numa empresa de tecnologias para a logística de hidrogénio) e Anthony Veder (especialista no transporte de gás por via marítima).

A empresa espanhola H2B2 de tecnologias de eletrólise (que permitem obter o hidrogénio através de eletricidade) e a dinamarquesa Vestas (produtora de turbinas eólicas) estão também na iniciativa, a par das portuguesas EDP e Galp, que já tinham vindo a sinalizar uma aproximação ao processo. O banco ABN AMRO, dos Países Baixos, também integra o agrupamento.

A estratégia de hidrogénio verde para Sines foi revelada em novembro passado pelo secretário de Estado Adjunto e da Energia, João Galamba. E a apresentação da passada quarta-feira traz novos pormenores: a central combinará tecnologias solar e eólica para alimentar um eletrolisador de 5GW. E prevê a produção de 465 mil toneladas de hidrogénio por ano, permitindo evitar emissões de 18,6 MT de CO2 por ano. Pressupõe ainda a criação de uma rede de distribuição de hidrogénio.

O cronograma da apresentação feita em Bruxelas aponta para a apresentação de uma candidatura da estratégia a IPCEI até 30 de abril deste ano, esperando-se que os resultados sejam conhecidos em novembro. O início da construção do projeto em Sines está previsto para junho de 2021. Até ao momento são conhecidos dez projetos no âmbito da iniciativa IPCEI.

João Galamba disse esta semana à EXAME que o Governo quer aprovar até ao final de março o Roteiro Nacional para o Hidrogénio, o documento que guiará a atividade de produção, distribuição e consumo de hidrogénio no País até 2050 e que pretende contribuir para a estratégia de descarbonização.

Em paralelo, o Governo iniciou também o trabalho de alterações legislativas necessárias ao desenvolvimento do setor, nomeadamente ao nível da certificação e garantia de origem dos gases renováveis (além do hidrogénio, também o biometano) e da sua incorporação no gás natural. As mudanças na legislação, que o governante considera que robustecem a estratégia de descarbonização do País e poderão até acelerar o cumprimento das metas entre 2030 e 2050, estarão aprovadas até ao final do primeiro semestre.