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Notícias

POR MIGUEL MARQUES

IMO Apoia Consórcio Mundial de Promoção da História Marítima

No dia 13 de março, em Singapura, Koji Sekimizu, Secretário Geral Emérito da IMO, e Kitack Lim Secretário Geral da IMO, abriram o primeiro Congresso Mundial sobre Legado Marítimo (World Congress on Maritime Heritage), demonstrando o aumento de prioridade que a IMO está a dar à História Marítima, colocando esta prioridade ao nível, da digitalização, da descarbonização, do comércio internacional, da proteção da vida humana no mar e da formação marítima.
Porque é que a IMO decidiu dar agora uma importância maior à história, num mundo em rápida transformação, onde a digitalização e a robotização estão a dominar os debates da indústrias?

Parece uma contradição, mas não é. A razão de fundo para a IMO estar a apostar na história é bastante relevante e bastante pragmática. Tem a ver com a necessidade da indústria dos transportes marítimos ter que reforçar os níveis de adesão e apoio por parte das pessoas em geral. Só com maior adesão, maior conhecimento geral sobre a indústria e maior reconhecimento da importância da indústria por parte dos cidadãos, será possível fazer desenvolver a indústria em termos de captação do melhor capital humano disponível e da aceitação de navios cada vez maiores a aportarem em cidades marítimas cada vez mais orientadas para outras indústrias, como por exemplo a indústria do turismo.

Numa indústria que opera, no alto mar, longe do olhar humano, os riscos de ter uma perceção menor do que a sua real importância, são elevados. A IMO está convencida que uma parceria da indústria com a divulgação da história marítima dos povos, promoverá os transportes marítimos, de uma forma que os tornará mais relevantes aos olhos dos cidadãos.

Como responsável pelo Centro de Excelência Global da PwC para os Assuntos do Mar, fui convidado a estar nesta primeira edição do “World Congress on Maritime Heritage” para partilhar o estado da economia do mar no Atlântico, tendo tido a oportunidade de verificar a força que a IMO está a dar ao assunto, em parceria com o Consórcio Internacional para o Legado Marítimo (Consortium for International Maritime Heritage).

Como português tive a oportunidade de constatar que Portugal não está ainda envolvido nesta relevante iniciativa. As línguas que constavam do painel de apresentação da conferência eram o Inglês, o Chinês, o Russo, o Árabe, o Francês e o Espanhol. Os exemplos de história marítima quase não falavam de Portugal, com a exceção da intervenção do Governo de Omã, o patrocinador principal do evento, que fez várias referências à presença dos Portugueses em Omã. Da lista de oradores não constavam historiadores marítimos Portugueses ou representantes da indústria nacionais, para além da participação que me pediram, na qualidade de especialista global em economia do mar.

Atendendo à fantástica história marítima que Portugal tem, existe a oportunidade de Portugal se envolver de forma liderante nesta iniciativa, apoiando a IMO e colhendo as vantagens inerentes à mesma, construindo assim um futuro ao nível do passado marítimo que teve.

Miguel Marques
Sócio da PwC