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Notícias

Uma nova Rota da Seda chinesa com escala em Portugal

Presidente da República da China, em visita de dois dias, pretende aprofundar "uma parceria voltada para o futuro" com um país que é um "ponto importante de ligação".

A visita do presidente da República Popular da China a Portugal pretende intensificar a cooperação entre os dois países numa "parceria voltada para o futuro". Segundo o chefe de Estado chinês, esta é "uma amizade que transcende o tempo e o espaço" e o seu fortalecimento trará benefícios não só aos próprios, como também à própria humanidade.

Em apenas dois dias - 4 e 5 de dezembro - Xi Jinping será recebido em Belém, em São Bento e na Assembleia da República, estando "prevista a assinatura de um total de 19 instrumentos legais que culminam um processo de intensa negociação bilateral em áreas que vão da cultura à ciência e da agroindústria ao comércio", revelou a Presidência da República Portuguesa.

No topo das prioridades está o projeto "Uma faixa, uma rota" que até já foi apelidado de "Plano Marshall" chinês. Esta nova Rota da Seda, lançada em 2013, pretende abrir a China ao Mundo através da construção de uma malha ferroviária intercontinental, novos portos, aeroportos, centrais elétricas e zonas de comércio livre.

Ao todo são 900 triliões de euros para investir em 68 países, reforçando a conetividade entre China, Europa, Ásia Central, África e sudeste asiático e desenvolvendo rotas de comércio que sejam capazes de impulsionar a economia mundial, apostando no desenvolvimento de regiões mais pobres e, ao mesmo tempo, estabelecendo laços de cooperação com os países mais ricos da Europa central.

Neste contexto, Portugal apresenta duas grandes mais-valias: é uma porta de entrada na Europa comunitária e ainda ocupa uma posição influente em África. Por isso, Lisboa tem insistido na inclusão de uma rota atlântica no projeto, com enfoque no porto de Sines, uma posição que tem vindo a conquistar os responsáveis chineses.

O próprio presidente chinês, em artigo de opinião publicado nesta edição, realça as "vantagens naturais" da cooperação. Portugal "é um ponto importante de ligação entre a Rota da Seda terrestre e a Rota da Seda marítima".

Xi Jinping vai mais longe e, destacando cinco grandes áreas, mostra-se convicto de que, "com os esforços conjuntos das duas partes, o navio das relações sino-portuguesas na nova era irá navegar de velas enfunadas, a um futuro ainda mais brilhante, trazendo não apenas mais benefícios aos dois povos, como também, sem dúvida nenhuma, contribuindo mais para a formação da comunidade de destino comum da humanidade".

Anos recíprocos

2019 será o ano de Portugal na China e também o ano da China em Portugal para assim celebrar os 40 anos de relações diplomáticas entre os dois países.

Lembrar Macau

No próximo ano também se assinalam as duas décadas da transferência da soberania de Macau para a República Popular da China.

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