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SINES

Portugal anuncia acordo para integrar porto estratégico à nova Rota da Seda

Lisboa, 29 nov (EFE).- Portugal assinará um acordo com a China para ligar o Porto de Sines, no litoral atlântico, à nova "Rota da Seda", o mega projeto de integração comercial promovido por Pequim.

O acordo foi antecipado pelo primeiro-ministro de Portugal, António Costa. O pacto deve ser assinado durante a visita a Lisboa do presidente da China, Xi Jinping, entre os dias 4 e 5 de dezembro.

"Queremos assinar um memorando esta semana para a integração do Porto de Sines à Rota da Seda", anunciou Costa num encontro com correspondentes estrangeiros.

Portugal, segundo o primeiro-ministro, pretende transformar o local em um "elemento importante" da Rota da Seda.

"O porto tem a melhor capacidade disponível, é de águas profundas, e tem uma localização ótima para receber e servir às rotas transatlânticas, mediterrâneas e as do Cabo", explicou.

Situado a 160 quilômetros ao sul de Lisboa, o porto de Sines, na avaliação do primeiro-ministro, é uma importante interface da Europa com o restante do mundo. Por esse motivo, o governo de Portugal acredita que ele é bastante relevante para o desenvolvimento das relações entre o continente e a Ásia.

A postura do primeiro-ministro de Portugal contrasta com a manifestada pela Espanha nesta semana. O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, recebeu Xi na última terça-feira e negou integrar o país à nova versão do projeto chinês.

A nova Rota da Seda é um megaprojeto de infraestrutura para conectar a China com seus vizinhos na Ásia e os demais continentes. O plano dividiu a União Europeia (UE) entre aqueles que apoiam a iniciativa, como Portugal, e outros países que observam a proposta com receio, como Alemanha e França.

Empresas chinesas já possuem grandes investimentos em setores estratégicos de Portugal, controlando, por exemplo, 28,25% do grupo Energias de Portugal (EDP).

Costa se reuniu com correspondentes estrangeiros em Lisboa horas depois de conseguir aprovar o Orçamento do Estado para 2019, o último da atual legislatura, com o apoio de partidos de esquerda.

O primeiro-ministro reiterou que, como tinha anunciado mais cedo, Portugal quitará os 4,6 bilhões de euros que deve ao Fundo Monetário Internacional (FMI) antes do fim do próximo ano. Costa aproveitou para comemorar o bom estado da economia do país.

No entanto, reconheceu que o governo português deve ficar atento a possíveis riscos, como o impacto do Brexit - a saída do Reino Unido da UE - e de conflitos comerciais do bloco com outros países.

"Por isso temos que manter uma gestão orçamentária prudente, para assegurar que estamos protegidos de impactos negativos em caso de crise", ressaltou o primeiro-ministro.

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