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Notícias

GREVE AO TRABALHO SUPLEMENTAR CONVOCADA PELO SEAL

Associação de Operadores do Porto de Lisboa (AOPL) toma posição

Divulgamos comunicado difundido esta quinta-feira pela Associação de Operadores do Porto de Lisboa (AOPL), referente à greve ao trabalho suplementar convocada pelo Seal.

AOPL - Associação de Operadores do Porto de Lisboa

COMUNICADO
6 DE SETEMBRO 2018

A greve ao trabalho suplementar convocada pelo Seal (Sindicato Nacional dos Estivadores Trabalhadores do Tráfego, Conferentes Marítimos e Outros) para os dias 10 de setembro a 8 de outubro de 2018 e as razões alegadas para a referida greve revelou claramente que o real objetivo do Seal é a criação a todo o custo de um clima de conflito social que poderá ter como único objetivo afirmar o seu próprio protagonismo e o dos seus dirigentes, fazendo-o inclusivamente à custa dos direitos dos trabalhadores que deveria representar e proteger.

Para isso, o Seal tem de criar permanentemente situações de conflito, fugindo de qualquer acordo que signifique a obtenção de um clima de paz social nos portos nacionais e hipotecando qualquer situação de diálogo.

Independentemente da sua opinião sobre as exigências que são feitas pelos trabalhadores portuários, a AOPL respeita a atividade sindical, na medida em que constitui uma forma legítima dos trabalhadores defenderem os seus interesses. É - e será - nesse pressuposto que a AOPL negoceia e dialoga com os representantes dos sindicatos, procurando soluções e compromissos que garantam a paz social necessária para o bom funcionamento do Porto de Lisboa e, em consequência, para todos os que vivem e dependem da sua atividade.

Foi nesse pressuposto que a AOPL dialogou e negociou com o Seal recentemente, numa ocasião que acabou por se tornar mais um exemplo esclarecedor da estratégia e da forma de atuação deste sindicato: em junho, a AOPL, com vista ao restabelecimento da paz social no Porto de Lisboa, acolheu as reivindicações do sindicato, que se traduziram em aumentos nas cláusulas de expressão pecuniária para 2018 (com efeitos retroativos a janeiro de 2018) de 4% e de 1,5% para 2019 e que representariam um significativo esforço financeiro para os operadores portuários.

Este acordo foi depois ratificado em 2 de julho em plenário de trabalhadores promovido pelo Seal. Apenas duas semanas depois de conquistado este acordo, o sindicato convocou uma nova greve em vários portos, na qual incluiu o Porto de Lisboa, demonstrando um total desrespeito pelo acordo que tínhamos alcançado, desvalorizando o esforço de todos os que trabalharam para o atingir, facto que consideramos inaceitável. Como tornámos público na altura, não restou à AOPL outra solução senão considerá-lo sem efeito.

Depois desta atitude irresponsável perante os trabalhadores que representa, o Seal vem agora, no pré-aviso de greve datado de 26 de agosto, afirmar que ‘a AOPL rasgou um acordo local’, quando é completamente claro que foi o Seal que o quebrou.

O Seal afirma também, de forma enganadora e no mesmo pré-aviso, que a AOPL considera que ‘o Seal desrespeitou esse mesmo Acordo quando exerceu o legítimo direito á greve’. Naturalmente, quando assinam um acordo que envolve o estabelecimento da paz social, os trabalhadores não perdem o direto à greve. Mas quando um sindicato declara essa greve duas semanas depois de assinar um acordo que pretende estabelecer a paz social, está a dar um sinal inequívoco de quais são os seus reais interesses, que não parecem passar por melhorar as condições dos trabalhadores que representa (as quais estavam corporizadas no referido acordo), mas apenas romper com essa paz social, criando novas situações de conflito.

 

 

 

 

 

 


Em consequência da ação irresponsável do Seal, ficaram sem efeito os referidos aumentos, facto que afeta diretamente o salário de 337 trabalhadores. A ação do Seal atingiu negativamente os trabalhadores que supostamente deveria defender.

Perante a atitude da direção do Seal, a AOPL não vê qualquer hipótese de diálogo razoável com uma estrutura sindical que usa todos os pretextos exatamente para quebrar e pôr em causa esse diálogo; um sindicato que, em vez de defender os trabalhadores, os usa como instrumentos, não lhe interessando os resultados práticos e positivos dos acordos que assina, dado que os desrespeita logo de seguida, em prol da criação de mais uma situação de conflito que tem como único objetivo afirmar o seu protagonismo.


6 de setembro 2018
A Direção da AOPL