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Do Algarve à Madeira, com o carro na bagagem

Eram cerca das 10h15 quando o ‘Volcán de Tijarafe’ atracou na cidade portuária de Portimão vindo do Funchal. À saída do navio, depois de 23 horas de viagem, Pedro Calado estava visivelmente satisfeito com o resultado: “Sentimos uma grande alegria das pessoas por terem esta possibilidade, muitas delas trouxeram viaturas. Foi um balanço muito positivo. A viagem correu muito bem, quer para dormir, quer para comer”, disse o vice-presidente do Governo Regional.

No porto da cidade algarvia eram vários os autarcas da Câmara de Portimão que esperavam para receber os primeiros passageiros que inauguraram o retorno a Portugal desta embarcação da Naviera Armas. Filipe Vital, vereador das Obras Públicas do município do sul do país, apontou isso mesmo: “Dá uma vida à nossa cidade, esta ligação é fundamental. É importante que esta ligação exista para que as pessoas possam usufruir do Algarve e para que estas pessoas possam visitar a Madeira com as condições de conforto adequadas”, apontou.

Sobre as condições em que funciona a linha, como o investimento regional de três milhões ao ano que devolveu esta rota marítima, Filipe Vital admitiu desconhecer “o modelo financeiro que está por trás do negócio”, sem deixar de opinar: “Parece-me importante, quer para o país, quer para a Madeira, que esta ligação exista e, por isso, devem ser tomadas as medidas necessárias para que isso ocorra”.

Recebidos pelos autarcas algarvios, Pedro Calado, Patrícia Dantas de Caires e restante comitiva mostraram-se felizes com a recepção da linha marítima. “A Câmara Municipal de Portimão fez questão de estar a chegada para manifestar contentamento com a realização da operação. É importante para eles, e abre perspectivas a quem está no Continente de poder visitar a RAM. Em termos turísticos é muito bom para nós”, acredita o vice-presidente.

A diferença era notória entre uma partida e outra. Ao final da manhã de ontem, durante o embarque no porto de Portimão, a fila de carros que esperavam para entrar no ‘Volcán de Tijarafe’ era mais longa do que aqueles que deram entrada no ferry, saídos da Madeira rumo à cidade algarvia. Hoje, desembarcaram no Funchal 81 ligeiros - destes, 16 de carga - além de um autocarro e um reboque com um carro de rali.

Poder transportar um carro do continente para o Funchal a preços mais vantajosos é, aliás, um dos principais motivos que leva muitos viajantes a escolher a via marítima para visitar a Região.

Não terá sido o caso de todos os 170 passageiros que realizaram esta viagem, mas pelo menos daqueles com quem o DIÁRIO conversou.

Francisco e Cristina Simões são exemplo disso. Naturais de Cascais, mas a construir uma casa em São Jorge para onde se querem mudar no futuro, já estavam à espera do retorno desta rota há tempos: “Esperávamos o ferry há uns quatro anos já sem muitas esperanças. Quando começamos a ouvir falar na possibilidade de regresso decidimos esperar mais um pouco. Costumamos ir à Madeira pela easyJet, mas o bom desta linha é poder trazer o carro de Cascais para a Madeira”. E assim, dizem, usufruírem de umas férias mais independentes e confortáveis.

Passadas três horas de viagem, já em alto mar, Francisco não tem reclamações e recorda outra viagem para a Madeira, há anos, antes da interrupção da linha: “O barco é ideal para esta viagem, a velocidade é perfeita. Mas na outra vez não gostei de chegar à Madeira, ver costa, e ainda demorar não sei quanto tempo até sair chegar ao porto”. Perguntamos, por isso, se gostaria de atracar no Caniçal: “Isso é que era! Tem excelentes condições e dinamizava tudo ali à volta em vez de centralizar tudo no Funchal”, atira esperançado.

Já para Cristina, é a primeira viagem no ferry. Na verdade, é a primeira vez que navega tantas horas em mar alto, mas está satisfeita com a experiência: “Até agora está a correr bem. O navio não é novo, mas está tudo organizado, a entrada foi ordeira, sem dificuldades”.

Esta rapidez no embarque, acreditam vários passageiros, tem a ver com a “não confirmação à entrada”. Explica Francisco: “Não pediram documentos pessoais, nem confirmaram os papéis do carro. Só passam a máquina no código de barras [bilhete electrónico]...” É neste momento que o casal puxa outro tema para a conversa: “Também não faz sentido não haver um ponto de venda de bilhetes no continente. Tem de ser na Internet e nem toda a gente sabe. Deve haver passageiros que não vêm por causa disso”, crê o viajante.

No último piso do navio, ao lado da pequena piscina, Dino Barcelos e José Alves, atiram conversa e gargalhadas enquanto saboreiam uma cerveja. O pai de Dino é compadre de José e encontraram-se “por acaso” no barco. Conta o rapaz: “Acabei arquitectura na Covilhã e vou regressar à Madeira. Comprei uma carrinha e o ferry veio em boa altura para levar tudo comigo”. Ao lado do recém-licenciado, José dispara: “Sou reformado e estive dois meses em viagem. Londres, França... comprei um carro em França e agora levo-o para o Funchal”. Estão ambos a gostar da viagem, sobretudo José para quem navegar é uma experiência positiva: “De avião não encontramos amigos e ficamos a beber uma cerveja, nem a dar mergulhos na piscina”, diz a rir-se.

Para estes amigos, apenas dois dedos a apontar: um para os preços do restaurante (cerca de 10 euros) e outro para a não confirmação dos documentos do carro à entrada do navio. De resto, dizem, o ‘Volcán de Tijarafe’ está em óptimas condições, a notícia do regresso da rota foi recebida com grande satisfação e só peca por não ser o ano todo.
 

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