Portos de Portugal
Viagem ao Centro do Mundo

Porto de Viana do Castelo,
Alberga o maior estaleiro do País

Porto de Leixões
Referência na Região Norte do País

Porto de Aveiro
Uma solução Intermodal competitiva

Porto da Figueira da Foz
Promotor da Economia da Região Centro

Porto de Lisboa
Atlantic Meeting Point

Porto de Setúbal
Solução Ibérica na Região de Lisboa

Porto de Sines
Porta do Atlântico

Portos da Madeira
O Paraíso dos Cruzeiros

Portos dos Açores
A sua plataforma no Atlântico

Quem Somos

A APP – Associação dos Portos de Portugal é uma Associação sem fins lucrativos constituída em 1991, com o objectivo de ser o fórum de debate e troca de informações de matérias de interesse comum para os portos e para o transporte marítimo.

Pretende-se que a APP contribua para o desenvolvimento e modernização do Sistema Portuário Nacional, assumindo uma função que esteve subjacente à sua criação: constituir-se como um espaço privilegiado de reflexão e de decisão.



Newsletter

Clique aqui para se registar na newsletter.

Clique aqui para sair da newsletter.

Janela Única Logística

Notícias

Uma aposta certeira nos caminhos-de-ferro

Durante muitos anos, esse investimento ficou na gaveta e agora, finalmente, António Costa anunciou, e bem, que vai haver um reforço superior ao dos últimos 100 anos. Quer isto dizer que as populações mais desfavorecidas terão a hipótese de se movimentarem no país com mais facilidade e comodidade

O governo anunciou avultados investimentos nos caminhos-de-ferro, permitindo dessa forma uma ligação à Europa mais moderna e eficaz, além, obviamente, de aproximar populações em território nacional. Parece evidente que o país precisa de melhorar as suas vias ferroviárias, por várias razões. Porque há populações muito mal servidas de transportes; porque, supostamente, é mais ecológico; porque andar de carro se tornou um pequeno inferno com a caça à multa; e porque o comboio é um dos meios de transporte mais seguros e simpáticos.

Portugal teve a febre das autoestradas, que bem falta faziam, mas à boleia dessa necessidade surgiram negócios ruinosos para o país, já que se construíram centenas de quilómetros de estradas completamente desnecessárias. E se pensarmos que esteve em equação uma terceira autoestrada Lisboa-Porto percebemos facilmente a loucura e a cegueira que se apoderou de alguns políticos que olhavam para esses negócios como uma verdadeira mina de ouro – com as luvas que daí adviriam.

Ao percorrer a autoestrada A8, que acaba por ligar a capital à Invicta, fica--se com a sensação de que por ali voaram muitos milhões para bolsos suspeitos. Como foi possível fazer, em boa parte do trajeto, três faixas para cada lado? Isto quando a autoestrada em questão tem um tráfego diminuto e onde durante dezenas de quilómetros não se vê um único automóvel.

Mas a A8 não é a única nestas condições, muitas outras há que têm um utilização residual. Depois de se terem feito as autoestradas mais prementes – a que liga o Algarve ao resto do país foi feita com muitos anos de atraso, e é a exceção –, teria sido louvável que se tivesse apostado na renovação das vias ferroviárias. Durante muitos anos, esse investimento ficou na gaveta e agora, finalmente, António Costa anunciou, e bem, que vai haver um reforço superior ao dos últimos 100 anos. Quer isto dizer que as populações mais desfavorecidas terão a hipótese de se movimentarem no país com mais facilidade e comodidade. Além disso, ninguém será multado por excesso de velocidade.

VÍTOR RAINHO