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LÍGIA CORREIA, PRESIDENTE DA ADMINISTRAÇÃO DA APRAM - PORTOS DA MADEIRA

Mulheres

O Dia da Mulher apanhou-me este ano na Seatrade de Miami, a maior feira da indústria de cruzeiros do mundo e surpreendeu-me, porque hoje há um pequeno almoço com representantes de uma associação de mulheres que trabalham em cruzeiros. Sabe-se que as mulheres cada vez mais estão a ocupar postos de direção ou decisão, em todas as áreas, logo também neste sector que recebe funcionários de várias origens geográficas e culturais.

Há questões que se colocam, desde já, a paridade salarial, quer nos que trabalham na base da hierarquia, quer nos que estão nos graus intermédios e de topo. Sobre isto, tenho alguma curiosidade!

Será assim tão importante assinalar-se este dia? Será que as mulheres não alcançaram hoje um patamar incontornável, em termos sociais e económicos, para que ainda se façam estas comemorações? Fará ainda sentido celebrar o Dia 8 de março, Dia da Mulher? Apesar de tudo, acho que sim!

Nunca me senti prejudicada por ser mulher! Sou da geração que se empenhou na carreira, que se qualificou para uma luta de competências e que por mérito, conseguiu alcançar cargos cimeiros. Mas não é assim em todo o lado! Mesmo no nosso país, há ainda muito caminho a trilhar! Temos das legislações mais progressistas, mas a verdade é que a história das mentalidades reporta-nos para a morosidade das mudanças, inquinadas por velhos conceitos que ainda prevalecem nas camadas do subconsciente individual e coletivo. É preocupante, por exemplo, que entre 2011 e 2016, a diferenciação salarial entre homens e mulheres no nosso país tenha crescido 4,6%, a maior taxa dos países da U.E.

Preocupante é também a lei das quotas de género nas empresas públicas e nas cotadas em bolsa que prevê um regime de representação equilibrada entre mulheres e homens nos órgãos de administração e de fiscalização, que a partir de 2020 deverá atingir pelo menos um terço. A intenção é boa, mas as quotas causam desconfianças, secundarizando o mérito, e isso não é abonatório para as mulheres.

Não falo em igualdade! O homem e a mulher são diferentes e isso é algo que devemos manter! Tem de haver, sim, é igualdade de oportunidades para todos, homem ou mulher, rico ou pobre, branco ou de qualquer cor… No fundo, a luta das mulheres é, sobretudo, uma luta de direitos humanos! É assim que a vejo e, por isso, percebe-se que em sociedades onde existe maior respeito por esses direitos, a mulher é muito mais respeitada, dignificada e valorizada.
Nem que seja por isso, devemos continuar a falar deste dia! Exatamente porque em muitos cantos do mundo, até no nosso, há mulheres que continuam a ser discriminadas e mal tratadas! Isto, apesar de em locais como África, por exemplo, serem elas que lideram muitos projetos de desenvolvimento local e familiar, autênticas alavancas sociais, como refere a ONU.

Terá havido alguns radicalismos na forma de afirmação das feministas, mas há que agradecer-lhes, pois muito do que se obteve em termos de cidadania feminina deve -se a estas mulheres que muitos ridicularizaram! A História faz-se com a dialética dos movimentos sociais, com avanços e recuos!

Para mim, o valor mais importante que me trouxe como mulher foi a Liberdade! De me manifestar, de me autonomizar, de escolher, de conhecer, de evoluir na área que quiser, algo que esteve vedado a outras gerações. Esse para mim é o bem maior, ausente em tantos países, em pleno século XXI! No entanto, como dizia o poeta, “o caminho faz-se caminhando”, e é tão animador ver que mesmo os homens, sobretudo os mais novos, encaram hoje o papel das mulheres de uma forma completamente diferente!

Lígia Correia
Presidente da APRAM

 

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