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Janela Única Logística



Notícias

Portos são o oásis no deserto

As plataformas logísticas de utilização pública são, por regra, zonas atrativas para a instalação de empresas, pelos serviços que apresentam, localização privilegiada e boas acessibilidades. Esta é uma realidade em grande parte dos países da Europa mas não em Portugal, onde a grande maioria das plataformas logísticas previstas para o país não saiu do papel. As plataformas portuárias são as que apresentam melhor desenvolvimento, com diversos projetos de expansão previstos.

Entre as várias plataformas logísticas previstas para Portugal, como a de Castanheira do Ribatejo ou a do Poceirão, entre outras, a Plataforma Logística do Porto de Leixões continua a ser a única plataforma de utilização pública a crescer em termos imobiliários. “O desenvolvimento desta plataforma está previsto há já vários anos e segue o seu caminho de desenvolvimento de uma forma reativa, procurando sobretudo dar resposta a procuras concretas e que garantem ocupações efetivas. As restantes plataformas não conheceram grande desenvolvimento em termos de crescimento imobiliário”, diz Ana Gomes, Associate e Diretora do Departamento Industrial e Terrenos da Cushwake.

Com uma área total de 70 hectares, a Plataforma Logística do Porto de Leixões divide-se em dois polos logísticos, onde estão a ser construídos armazéns logísticos modulares e integrais para instalação de empresas que operam nas áreas da logística e dos transportes. No polo 1, o mais próximo da área portuária, está prevista a construção de cerca de 98 mil m2 de armazéns logísticos, em 15 lotes (oito permitirão uma ocupação modular e sete uma ocupação integral). No polo 2 é possível desenvolver cerca de 91 mil m2 de armazéns logísticos, distribuídos por 14 lotes, dos quais 9 permitirão uma ocupação modular e 5 uma ocupação integral.
O espaço contempla ainda a construção de dois edifícios de serviços em cada polo, um edifício de apoio a motoristas e um edifício para apoio a veículos pesados. No edifício de serviços poderão ser instaladas diversas empresas na área dos serviços aduaneiros, navegação, transitários, bancos, seguradoras, restaurantes entre outras. O edifício de apoio é especialmente útil para os motoristas, pois dispõe de cafetaria, lavandaria, vestiários e duches, para além de parqueamento para viaturas.
A localização junto ao porto de Leixões, as boas acessibilidades rodoviárias e ferroviárias e a proximidade ao aeroporto são as principais mais valias desta plataforma logística. Até à data de fecho desta edição não foi possível obter da parte da APDL – Administração do Porto do Douro e Leixões informação sobre os investimentos em curso naquela plataforma.

Mais e melhor espaço é urgente

Mesmo não considerando exclusivamente as plataformas logísticas, a verdade é que o mercado imobiliário logístico em Portugal permanece pouco dinâmico e “mesmo estagnado”, de acordo com a Cushwake. Ana Gomes refere o exemplo de um único novo projeto no mercado no ano passado: a plataforma logística da Jerónimo Martins, em Alfena. Mas trata-se de um único edifício construído pela Jerónimo Martins e para ocupação própria.
Apesar do cenário negativo, as perspetivas de evolução são boas no curto e médio prazo, sobretudo na construção de espaços novos para logística, essencialmente porque “faltam espaços novos e de qualidade que permitam uma maior eficiência das operações”.
Atualmente, a procura imobiliária para o mercado da logística continua baixa, sobretudo na Grande Lisboa, e mantém-se o desequilíbrio face à oferta disponível, à exceção de localizações específicas pontuais. “Tanto no Grande Porto como à volta de Lisboa, a construção especulativa para logística é atualmente inexistente. Os valores de renda continuam reduzidos e abaixo dos custos de construção, inviabilizando a promoção de novos espaços”.
Mas é de prever que o mercado “mexa”, na sequência do crescimento económico atual e do aumento das exportações. “A necessidade de mais e melhor espaço vai tornar-se urgente levando, necessariamente, à subida das rendas”, defende a responsável da Cushwake.
É na zona norte, e principalmente no Grande Porto, que se assiste a uma maior procura de espaço para atividades logísticas. Isto justifica-se pela falta de promoção da última década e pelo crescimento da indústria, que fez aumentar a necessidade de espaço de armazenagem. “Há, assim, maior procura para espaço de logística com qualidade e bem localizado, que infelizmente é escasso”.
Na Grande Lisboa, o eixo de Alverca – Azambuja continua a ser a zona de maior procura, embora continue sem novos projetos em promoção. A procura continua a ser maioritariamente motivada pela redução de custos, quer através de rendas mais competitivas quer pela concentração de operações, segundo a Cushwake.
Os espaços de dimensão média, entre 1500 e 3000m², sobretudo em localizações onde a oferta é muito reduzida, como é o caso do eixo de Sintra, têm vindo a registar um aumento da procura. Esta procura é sobretudo motivada por pequenos ocupantes, com áreas inferiores a 1.000m², que procuram áreas maiores para dar resposta às necessidades de crescimento dos seus negócios nos últimos dois anos.
No futuro, é de prever que os atuais eixos logísticos principais de Lisboa e Porto, que são Alverca – Azambuja e Matosinhos – Maia, continuem a manter a liderança na captação de novos projetos logísticos. Por um lado porque “já gozam das melhores condições para a atividade, em termos de acessibilidades e centralidade, e por outro, pelas sinergias criadas com importantes ocupantes já instalados”, conclui Ana Gomes.

Dinamizar a ZILS de Sines

O porto de Sines dispõe de terminais especializados para a movimentação de todos os tipos de cargas. Estão previstos planos de expansão para todos os cinco terminais especializados: Terminal de Graneis Líquidos, Terminal Petroquímico, Terminal de GNL, Terminal Multipurpose e Terminal de Contentores (Terminal XXI). Por estes terminais passa mais de metade da carga movimentada em todo o país: em 2016, Sines movimentou 51,18 milhões de toneladas de mercadorias (graneis líquidos, sólidos e carga geral), volume que cresceu 2% até outubro deste ano, face ao período homólogo. Também os contentores têm conhecido um crescimento contínuo e no ano passado foram movimentados 1,51 milhões de TEU. Até outubro deste ano o crescimento foi de 23%.
O Complexo Industrial e Portuário de Sines é composto pelo porto de Sines, gerido pela APS – Administração dos Portos de Sines e do Algarve, e pela ZILS, a zona de atividades logísticas adjacente ao porto, gerida pela aicep Global Parques. A primeira zona, intraportuária, alberga mais de uma dezena de empresas e disponibiliza um conjunto de serviços como refeitório, sala de reuniões, balneários, serviços de báscula, controlo de acessos e vigilância 24 horas por dia, entre outros.
Por sua vez, a ZILS conta com 4,2 mil hectares, dos quais apenas uma pequena parte é utilizada por algumas indústrias. O Presidente da Comunidade Portuária de Sines (CPSI), Jorge d’Almeida, está empenhado na dinamização desta zona, considerando que tem um enorme impacto em todo o tecido empresarial de Sines. Em entrevista recente à Logística & Transportes Hoje, defendeu que a instalação de 130 empresas na ZILS permitiria, em dez anos, gerar 5800 mil postos de trabalho diretos e alcançar um volume de negócios superior a mil milhões de euros. A ZILS pode ser um espaço interessante para operadores logísticos que precisam de uma base onde possam congregar carga de vários clientes, mas também para empresas que funcionem como centros de distribuição regionais, servindo de ponto de distribuição para a Península Ibérica dos produtos que vêm de outros continentes, nomeadamente da Ásia. Outros potenciais clientes são as empresas que vendem na Europa produtos oriundos por exemplo da Ásia e podem querer instalar na ZILS unidades de montagem, por razões económicas ou fiscais.
Os investimentos mais marcantes previstos para o porto de Sines são o investimento na via-férrea, que permitirá alargar o hinterland a Espanha. O concurso para o primeiro troço, de Évora até Caia, numa extensão de 93 km, vai ser lançado ainda este ano e o troço deverá estar concluído em 2020. Outro investimento de relevo é a terceira fase do Terminal XXI, que vai permitir aumentar a capacidade em mais um milhão de TEU, para 3,1 milhões. O lançamento do concurso internacional será feito entre o final deste ano e o início de 2018.


Por sua vez, o novo Terminal de Contentores (Terminal Vasco da Gama) tem uma capacidade prevista entre três e quatro milhões de TEU. Os investimentos previstos para Sines, no âmbito da Estratégia para o Aumento da Competitividade Portuária, deverão permitir aumentar a capacidade de carga contentorizada para 6,1 milhões de TEU/ano, crescer 283% na carga contentorizada, melhorar a intermodalidade e atrair 670 milhões de euros de investimento. O objetivo último é colocar Sines no top 10 dos terminais de contentores da Europa, sendo que atualmente está no top 20.

12 terminais em Setúbal

O porto de Setúbal dispõe de 12 terminais portuários especializados em todos os tipos de carga, dos quais cinco de serviço público: Terminal Tersado (multiusos), Terminal Sadoport (contentores/multiusos), Terminal Roll-on Roll-off (veículos), Terminal Sapec Sólidos (graneis sólidos) e Terminal Sapec Líquidos (graneis líquidos). Os 12 terminais portuários representam 300 hectares de infraestruturas que se estendem por cerca de 11 km.

Dispõem de acessibilidades marítimas e navegabilidade permanente, para além de boas acessibilidades rodoviárias e ferroviárias, que permitem alcançar a região de Badajoz em duas horas e Madrid em cinco horas. A par das acessibilidades, as principais mais-valias passam pela grande capacidade disponível instalada e pela possibilidade de expansão na frente marítima. O porto está inserido numa importante zona industrial do país, está articulado com as plataformas logísticas e industriais SAPEC Bay e Blue Biz Global Parques e com outros parques especializados na logística automóvel. De acordo com os planos de ordenamento de âmbito territorial, existe a possibilidade de instalação de novas unidades.

Estão previstas três áreas de investimento no porto de Setúbal, a concretizar no curto e médio prazo. Uma delas é a melhoria das acessibilidades marítimas ao porto, já em fase de Concurso Público Internacional, para o aprofundamento do Canal da Barra e do Canal Norte. O objetivo é permitir a navegabilidade com fundos de -15,00m no Canal da Barra e de -13,50m no Canal Norte, numa primeira fase, passando a poder receber navios de 4 mil TEU. A modernização das acessibilidades ferroviárias está atualmente em fase de estudos, introduzindo mais feixes repartidores de ligação aos terminais e a eletrificação da via de ligação à Rede Ferroviária Nacional.

Outro investimento essencial é a modernização dos sistemas de informação da administração portuária, coperacionalizando a JUPII – Janela Única Portuária, e incluindo a sua evolução para a JUL- Janela Única Logística, assim como a modernização do VTS e do sistema de apoio às operações de pilotagem, reforçando a segurança marítima e portuária.

Lídia Sequeira, Presidente da APSS – Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, defende que o porto de Setúbal deve “ter como grande preocupação a integração no ordenamento do território e a sua valorização económica e social, procurando promover o desenvolvimento da região onde se insere”.

Este é um porto essencialmente exportador, em que 60% do total movimentado são mercadorias exportadas, graças à forte presença industrial na zona de empresas como a Autoeuropa, Faurecia (produção automóvel), Portucel, Sapec, entre outras. Outras empresas com peso nas exportações do porto de Setúbal são a Somincor, Siderurgia Nacional e Cimpor. No curto e médio prazo as perspetivas passam por aumentar o movimento de mercadorias, com mais incidência nos segmentos dos contentores, produtos metalúrgicos, papel e ro-ro. Neste último caso, a APSS espera um aumento substancial do crescimento da exportação de veículos fabricados pela VW-Autoreuropa, com base no início da produção do novo modelo.

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