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Notícias

Estivadores do Porto de Lisboa à beira do despedimento

"A decisão do Sindicato dos Estivadores de Lisboa de prosseguir com greves à margem da Lei do Trabalho Portuário - lei que aquele Sindicato contesta mas que os empregadores estão obrigados a observar - e desenquadradas de qualquer objectivo negociável, está a provocar a perda acelerada de proveitos da A-ETPL, empresa de trabalho portuário do porto de Lisboa, que se debate com sérios problemas de tesouraria, os quais podem ditar a sua falência a muito curto prazo, a exemplo do ocorrido em 2013 no porto de Aveiro, também por exigências sindicais", alertam as três associações de operadores portuários de Lisboa em comunicado.

A AETPL tem um quadro de estivadores que prestam serviços nos operadores portuários de Lisboa e a contrapartida financeira desse trabalho prestado aos operadores constitui o seu único proveito económico.

"Com as greves iniciadas em meados de 2013 (depois de 5 meses de greves consecutivas em 2012) tem vindo a ser impossível satisfazer a colocação de trabalhadores da A-ETPL nos operadores portuários, levando a que a facturação da empresa seja inferior ao salário a pagar a esses trabalhadores", explica o comunicado da A-ETPL - Associação - Empresa de Trabalho Portuário (ETP) Lisboa, AOP - Associação Marítima e Portuária e AOPL - Associação de Operadores do Porto de Lisboa.

Segundo o comunicado destas três associações de operadores portuários, "em razão deste desequilíbrio persistente, entre os custos fixos da A-ETPL com os salários e respectivos encargos dos seus colaboradores e os proveitos cobrados aos operadores portuários, por fornecimento de trabalhadores, a situação financeira da empresa degradou-se de forma dramática nos últimos meses, tendo já registado alguns atrasos no pagamento dos salários".

"Esta evidência está quantificada e determina uma impossibilidade técnica de manutenção dos empregos a muito curto prazo, por ser irracional manter o custo fixo de um quadro de estivadores que não querem trabalhar, inviabilizando assim o negócio da empresa", sublinha o documento em causa.

As três associações de operadores portuários de Lisboa acrescentam que, "nas últimas semanas, a média de colocação de trabalhadores da A-ETPL nas operações dos seus clientes, tem sido inferior a 50% da sua normal capacidade, o que mostra bem a dimensão da cessação de proveitos que está em causa. Por sua vez, a taxa de absentismo é de 32%".

"Se tomarmos como exemplo a última semana de Janeiro, dias houve em que dos 14 estivadores chamados "históricos" apenas três se disponibilizaram para trabalhar", acrescentam estas associações.

"Com a recente tomada de posição de várias associações profissionais com negócios dependentes do porto de Lisboa, que anunciaram a sua decisão de evitarem este porto e dirigirem as suas cargas para outras estruturas portuárias, está lançado o último alerta aos estivadores e às autoridades: a greve está a levar à morte do porto", avisa a AEPTL, AOP e AOPL.

Recorde-se que, como noticiou hoje o Económico, alguns dos maiores armadores mundiais de contentores, como a Maersk (líder mundial), Hapag Lloyd ou Mac Andrews já deixaram de escalar o porto de Lisboa procurando outras alternativas em Portugal e Espanha.

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