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Notícias

PORTOS E FERROVIA SÃO PRIORIDADE

Portugal deve investir mais de 5 mil milhões em infraestruturas até 2020

Portugal deve investir mais em ferrovia, portos e em carga, e menos em rodovia, aeroportos e no transporte de passageiros. Estas são algumas das principais conclusões do relatório final do grupo de trabalho para as infraestruturas de elevado valor acrescentado (GT IEVA), a que o Dinheiro Vivo teve acesso e que foi apresentado ao primeiro-ministro na segunda-feira. A discussão pública terá início quarta, dia 29 de Janeiro.

O grupo liderado por José Eduardo Carvalho, presidente da Associação Industrial Portuguesa (AIP), concluiu que, até 2020, deve ser dada prioridade a 30 infraestruturas essenciais para o crescimento da economia do país, como a criação de um terminal de águas profundas em Lisboa, a conclusão da ligação ferroviária de alta prestação entre Sines e Espanha, ou um novo terminal de carga no Aeroporto de Lisboa.

Feitas as contas, os projetos sugeridos pelo grupo de trabalho têm um custo estimado de 5,103 mil milhões de euros, sendo na sua maioria financiados por fundos comunitários, 3,132 mil milhões (61,4%), seguido do sector público, 1,428 mil milhões (28%) e, por último, pelos privados com 543 milhões (10,6%).

A ferrovia vai receber a fatia de leão do financiamento: serão 2,815 mil milhões, o correspondente a 55,1% do total. A degradação da infraestrutura e a falta de ligação eficiente de portos e centros logísticos à Europa são considerados “constrangimentos com grau de prioridade elevado”, sendo por isso urgente atuar nesta área. Dos oito projetos, é de destacar a conclusão do plano de modernização da Linha do Norte, do Sul, do Algarve e de Cascais, assim como do corredor Aveiro-Vilar Formoso.

Apesar do maior financiamento para o ferroviário, é o sector marítimo-portuário que conta com mais projetos, 18, um investimento de 1,505 mil milhões, 29,5% do total. O novo terminal de contentores de águas profundas de Lisboa - projetado para a Trafaria - é a infraestrutura que mais se destaca, seguido da expansão do terminal de contentores XXI de Sines e da ampliação do terminal de contentores sul,em Leixões. Nesta área, o grupo identificou dois grandes problemas: as condições de acesso e receção dos navios e a ligação inexistente ou insuficiente à linha férrea e plataformas logísticas.

Destaque também para o rodoviário, que conta com apenas dois projetos, o que revela uma maior aposta no sector ferroviário por parte do grupo liderado por José Eduardo Carvalho. A conclusão do Túnel do Marão no IP4 e do IP3 entre Coimbra e Viseu são as escolhas do grupo de trabalho .

Por último surge o sector aeroportuário, que representa apenas 0,2% do investimento, num total de 10 milhões, que deverão passar, defende o relatório, pelo novo terminal de carga da DHL no Aeroporto de Lisboa e pelo projeto “Integrators - Fedex”, que visa melhorar a articulação logística nos aeroportos de capital e do Porto.

Velocidade alta só depois de 2015
Depois de o projeto ter sido lançado em 2005, pelo então primeiro-ministro José Sócrates, a ligação ferroviária a Espanha em velocidade alta deverá estar pronta somente após 2015, ou seja, mais de 10 anos depois, indicou recentemente o secretário de Estado Sérgio Monteiro. “Mais do que colocar datas é importante garantir que há coerências dos planos”, disse, a semana passada em Madrid.

Sérgio Monteiro adiantou que o executivo esperava pelo relatório do grupo de trabalho para “tornar coerente” o plano português com o espanhol e “para garantir que nas ligações transfronteiriças e nas ligações da rede transeuropeia nós temos infraestruturas com um custo mínimo e um impacto máximo na competitividade”.

O anterior governo considerava prioritárias as ligações entre Lisboa-Badajoz-Madrid, Lisboa-Porto e Porto-Vigo; agora as ligações deverão partir de Lisboa, Sines e, eventualmente, Aveiro, na opção de “alta prestação”, com velocidades acima dos 200 quilómetros/hora, que transportarão essencialmente mercadorias e, possivelmente, passageiros, conforme planeia o governo.

Do lado espanhol, o compromisso com a alta velocidade entre Portugal e Madrid continua inabalável, estando prevista a conclusão da obra até 2015, garantiu recentemente o secretário de Estado espanhol de Infraestruturas.