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Notícias

Conferência da CPS

«Futuro do porto de Lisboa é o porto de Setúbal»

A frase que dá título a esta notícia foi proferida, em primeiro lugar, por Crespo de Carvalho mas logo teve seguimento nas palavras de Augusto Mateus. Esta foi a mensagem forte num evento que quis mostrar que Setúbal merece (e deve) estar no mapa portuário nacional.

Foi um dia interessantíssimo de debate e discussão nesta Conferência da Comunidade Portuária de Setúbal (CPS). Em particular o painel da manhã que juntou dois especialistas com ideias claras e pensamento estratégico: Crespo de Carvalho e Augusto Mateus. A missão desse painel era discutir a realidade atual do porto de Setúbal e, sobretudo, o seu potencial enquanto alternativa a Lisboa. Mas foi-se mais longe. Falou-se do sistema portuário (que no caso de Lisboa e Setúbal não está a ser devidamente pensado), de estratégia nacional (ou falta dela) e de decisões governamentais em matéria portuária e ferroviária.

Segundo os oradores, o futuro do porto de Setúbal não deve ser pensado sem que o porto de Lisboa seja colocado na equação. E vice-versa. Setúbal e Lisboa devem ser encarados numa "lógica de complementaridade e cooperação", defendeu Augusto Mateus, ressalvando, porém, que o modelo de governação dos dois portos em conjunto deve ser "empresarial e não administrativo". A linha de pensamento foi seguida por Crespo de Carvalho que, por sua vez, salientou que "o modelo de fusão não é o ideal porque vai criar uma certa subalternidade de Setúbal face a Lisboa".

O porto de Setúbal foi apresentado como uma solução 'low-cost' e já disponível para a intenção de retirar cargas da margem norte do Tejo. As hipóteses Trafaria (que parece agora fora das intenções do Governo), Barreiro (que nunca poderá ser deep-sea) ou Algés foram recebidas com muitas reticências, até porque em Setúbal, com um conjunto de "pequenos investimentos", pode ter-se muito daquilo que parece fazer falta. As ligações, quer rodoviárias quer ferroviárias, e a capacidade (terminal de contentores trabalha a 25% da sua capacidade...) já lá estão.

No final, a conclusão que ficou foi a de que falta foco e falta um conjunto de intervenções que, a nível de orçamento, ficam bem abaixo das hipóteses ventiladas na margem sul. Porque o porto de Setúbal, esse, parece preparado.

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