Portos de Portugal
Viagem ao Centro do Mundo

Porto de Viana do Castelo,
Alberga o maior estaleiro do País

Porto de Leixões
Referência na Região Norte do País

Porto de Aveiro
Uma solução Intermodal competitiva

Porto da Figueira da Foz
Promotor da Economia da Região Centro

Porto de Lisboa
Atlantic Meeting Point

Porto de Setúbal
Solução Ibérica na Região de Lisboa

Porto de Sines
Porta do Atlântico

Portos da Madeira
O Paraíso dos Cruzeiros

Portos dos Açores
A sua plataforma no Atlântico

Quem Somos

A APP – Associação dos Portos de Portugal é uma Associação sem fins lucrativos constituída em 1991, com o objectivo de ser o fórum de debate e troca de informações de matérias de interesse comum para os portos e para o transporte marítimo.

Pretende-se que a APP contribua para o desenvolvimento e modernização do Sistema Portuário Nacional, assumindo uma função que esteve subjacente à sua criação: constituir-se como um espaço privilegiado de reflexão e de decisão.



Newsletter

Clique aqui para se registar na newsletter.

Clique aqui para sair da newsletter.

Janela Única Logística



Notícias

A REDE TEM HOJE O SEU DIA MUNDIAL

A Internet | Criámos «O Monstro»

Na data em que se comemora o dia mundial da Internet é inevitável confrontarmo-nos com a linha de tempo relativamente curta, que culminou no seu atual estádio de desenvolvimento.

Mas talvez mais importante do que revisitar os marcos históricos da sua evolução, já bastante conhecidos e mesmo não descurando a sua importância, é perceber o que realmente se criou ao fim deste cerca de meio século de desenvolvimento, e a palavra “Monstro” pode perfeitamente ser a primeira que eclode, sendo que na realidade já não restam dúvidas de que este monstro é benévolo.

O elevadíssimo grau de computação que a mantem e simultaneamente constitui o seu propósito de existência, quase que lhe confere inteligência própria, autónoma e cognitiva, sendo já completamente impossível localizar ou definir um ponto passível de provocar a sua interrupção total. A sua presença é global, supraestadual e quase, senão totalmente, insensível ao exercício de soberania.

A Internet tornou-se em poucas décadas um novo ar que os humanos respiram. Sem que exista uma tomada de consciência óbvia do processo, estamos constantemente (ou quase constantemente por agora) a realizar trocas de informação com a “Rede”.

Esta situação gera um conflito de sensações difícil de gerir tendo em conta a verdadeira noção dos benefícios que nos proporciona esta reticulação social, mas a verdade é que a complexidade da sua existência impede que o comuns dos mortais a perceba e assim sendo tenda a considerar que está a enviar demasiado de “si” para o desconhecido.

Na realidade esta rede que envolveu o mundo assume duas dimensões raras vezes encontradas na mesma entidade. Por um lado é um conjunto de elementos físicos, tangíveis, lógicos e perfeitamente racionais, por outro lado e talvez para a maioria das pessoas, apresenta uma dimensão etérea, uma área cinzenta que afronta ou desafia a compreensão humana.

Para esta bipolaridade contribui de forma decisiva o modo como os serviços baseados na Rede foram incorporados na maioria dos equipamentos e serviços eletrónicos presentes na esmagadora maioria das atividades humanas, simplificando-as, tornando-as mais eficientes, apelando à criatividade, à inovação e à não passividade do individuo face à sua envolvente social em sentido lato.

Por tudo isto é inegável que a internet está a assumir um papel determinante na sociedade humana, uma vez que exigiu uma nova conduta comportamental, novos valores, diferentes padrões de vida e acima de tudo uma nova dimensão de liberdade, a qual obrigada à assunção de um mais elevado grau de responsabilidade individual.

Durante a década de 1990 as grandes empresas tecnológicas, levaram a cabo apresentações altamente elaboradas sobre as suas novas soluções criadas tendo em conta essa “novidade” muito promissora chamada Internet, recorrendo a pessoas altamente treinadas para esse efeito às quais chamaram “Evangelistas da Internet”.

Longe de ter sido esta evangelização a causa única, a verdade é que o grau de penetração da Internet na sociedade atual é muitíssimo elevado e tudo indica que continuará a crescer. No entanto “O Monstro” será cada vez mais um aliado e cúmplice, e não é crível que os “Evangelistas” venham a dar lugar aos “Exorcistas da Internet”.

POR Luís Sousa
 

















Artigos relacionados:

  • A Internet no mar
  • Sistemas de Informação Sim, mas são as pessoas que fazem a diferença
  • Um «oceano» de preocupações ou as óbvias preocupações com o Oceano?
  • Janela Única Portuária
  • Os Sistemas de Informação O contra-ataque à soberania
  • Que há em comum entre a nau e a troika?
  • O Tribunal Internacional do Direito do Mar (Parte 2)
  • 17 deixas a Luís Sousa
  • O Tribunal Internacional do Direito do Mar (Parte 1)
  • Serviços de Valor Acrescentado nos Portos
  • JUP Uma janela de oportunidade
  • O Papel Principal numa Zona Portuária
  • Concorrência e Regulação no Sector Portuário
  • Os anabolizantes portuários
  • EMISSÕES DE CO2 | O perigo eminente de acontecer um enorme «absolutamente nada»
  • Conflitos do Mar
  • A «Área» O País da Humanidade
  • O Alto-Mar - Onde a Economia Mundial Viaja
  • A Zona Económica Exclusiva - 200 milhas náuticas de recursos
  • O Colapso dos Recursos Pesqueiros
  • Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar
  • A Zona Contígua - A importância do exercício dos direitos FISA
  • O MAR TERRITORIAL - Da «Lei Tiro de Canhão» ao alcance do míssil Harpoon?
  • O que é a Carta dos Sedimentos Superficiais da Plataforma Continental Portuguesa?
  • Uma porta para o conhecimento do nosso território
  • Como se dividiu o mar
  • A Plataforma Continental
  • A delimitação territorial, uso e a apropriação dos seus recursos.
  • A propósito do «mar patrimonial» brasileiro
  • Governo brasileiro quer construir navios de pesquisa para explorar e mapear o mar territorial
  • «Reforço da prospecção do mar custará até 15 milhões por ano»
  • Projecto de Extensão da Plataforma Continental portuguesa
  • Vales e canhões submarinos
  • Cabo Verde pretende alargar área de jurisdição marítima
  • «A nossa nova fronteira é o mar profundo»
  • «A plataforma continental de Portugal transforma um país pequeno num país médio»
  • Dinamarca vai reivindicar o Pólo Norte
  • Portugal vai apoiar Angola no processo de delimitação das fronteiras marítimas