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Notícias

POR RICARDO PAULO

ROTERDÃO: Um porto 3D

Os Portos são muito mais que uma infraestrutura e que o somatório dos seus terminais. São centros intermodais fluidos, eficientes, desburocratizados, seguros, bem equipados e amigos do ambiente, onde se prestam um enorme leque de serviços integrados na cadeia logística. Elos de união entre a terra e o mar, interligados com o maior número de destinos possível. Verdadeiras redes logísticas e tecnológicas com excelentes ligações ao hinterland e foreland! É esta dupla dimensão da rede portuária que define os portos do… presente!

O exemplo de Roterdão

Roterdão é hoje o maior hub logístico da Europa. Pelo seu porto passaram, em 2010, 430 milhões de toneladas de carga. O porto de Roterdão nasceu no século XIV, no centro desta bela cidade holandesa. Desde então e à medida que o movimento portuário de mercadorias crescia, as suas infra-estruturas e terminais foram ocupando as margens do rio Rhine até ao Mar do Norte, numa extensão que actualmente atinge os 40 kms. A sua área de jurisdição é de 10.500 hectares.

Estrategicamente situado, o porto de Roterdão está servido por vias navegáveis de águas profundas e possui excelentes ligações ao interior do continente europeu. Desta forma, as mercadorias recebidas no porto podem ser transportadas rapidamente por via rodoviária, fluvial e ferroviária para a Holanda, Alemanha, Bélgica, França, Suíça, Áustria, Itália, entre outros.

A título de exemplo, existem actualmente 257 ligações ferroviárias por semana que cobrem todo o centro da Europa, de entre as quais destacamos os 47 serviços para Itália e os 83 para a Alemanha. No que reporta à movimentação de contentores, em 2010 passaram pelo Porto de Roterdão 11.400.000 TEU, ou seja, cerca de 9 vezes mais que por todos os portos do nosso país.

À primeira vista estes são números que podem impressionar; acontece, no entanto, que desde os anos 90 do século passado, o porto tem vivido em constante pressão devido à falta de espaço existente. Novos terminais foram construídos, até que em 2005 Roterdão se deparou com mais um problema. Se queria continuar a crescer exigia-se a construção de novos terminais. Caso contrário, em 2014 não haveria mais espaço para crescimento.

Massvlakte 2

Construído nos anos 60 do século passado, Massvlakte foi o nome dado ao novo espaço de terra conquistado ao mar para a criação dos (à data) novos terminais portuários.

Maasvlakte 2 será a extensão directa do território já existente e visa criar uma nova área de crescimento para o porto. Com 1000 hectares de área servida por cais de 20 metros de profundidade, aqui serão instalados três novos terminais de contentores e dois de granéis líquidos. O investimento total é de 3 biliões de euros; a sua construção iniciou-se em 2008, prevendo-se conclusão para 2030.

Em 2013 começará a operar o primeiro terminal de contentores com capacidade prevista para 4 milhões de TEU. Os restantes dois, em conjunto, terão capacidade de 6,8 milhões de TEU; irão sendo construídos e disponibilizados à medida das necessidades do porto sendo que, a Administração Portuária prevê a sua ocupação total em 2033.

O porto do futuro

Perante o cenário de atrofia física após 2030, o lógico para o porto seria começar a projectar novos terminais. No entanto, sabendo que os investimentos em infra-estruturas portuárias são financeiramente elevados, com retorno a longo prazo, e que o mercado tem limites, a Administração Portuária decidiu mudar de rumo, delineando uma estratégia centrada na melhoria dos seus serviços e na internacionalização do porto.

Muito mais que a visão tradicional anteriormente descrita, um porto é hoje um centro de competências e conhecimento de qualidade inigualável. Foi com base na internacionalização desse know-how, adquirido através da uma longa experiência, que o porto de Roterdão delineou a sua estratégia. Conquistar novos mercados e desenvolver novos produtos são os dois grandes objectivos, sempre no propósito de manter a posição de liderança na Europa. Uma forma de franchising adaptado aos portos.

Matriz de desenvolvimento do Porto de Roterdão


Hoje, o porto de Roterdão está presente como Port Manager em Omã e em vias de se instalar no Brasil, na África do Sul, no Qatar, na Índia e na Malásia. Além da diversificação do negócio e da internacionalização da marca, o porto de Roterdão caminha a passos largos para criar uma rede portuária global capaz de gerir e assegurar a sua posição de líder de mercado. É esta capacidade de criar uma terceira dimensão da rede portuária que define, sem dúvida, a visão de futuro dos portos.

Por: Ricardo Paulo


 







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