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Como (só) metade do maior porto da Grécia prospera sob mão chinesa

Entre a crise, austeridade, desemprego e a fome pela competitividade, metade do maior porto da Grécia prospera. Numa das metades do porto de Piraeus, nas redondezas de Atenas, capital do país, o tráfego de mercadorias e navios mais do que duplicou em 2011, e há mais de 200 postos de trabalho em relação à outra metade. A razão? Porque tem mão chinesa.

Em 2009, a Cosco, uma empresa estatal chinesa, pagou cerca de 500 milhões de euros ao governo grego para explorar, por um período de 35 anos, metade do porto mais movimentado do país e o maior em termos de tráfego de passageiros na Europa. No Mediterrâneo e no Mar Egeu, é um ponto onde confluem inúmeras rotas turísticas.

Aqui, porém, interessam os números comerciais, em termos de carga e de contentores. A metade chinesa do porto alberga recebe hoje um número três vezes maior de contentores e anunciou, em Julho, de acordo com a Bloomberg, que vai construir uma terceira doca para aumentar a sua capacidade de atracagem de cargueiros.

O New York Times visitou essa parte do porto de Piraeus e escreveu como a mão-de-obra e gerência chinesas estão a fecundar o crescimento nessa metade do porto, e a estimular que o outro, sob supervisão do governo grego, faça por o acompanhar.

Primeiro, o maior tráfego comercial na metade chinesa significa logo lucro para os cofres gregos, devido às taxas portuárias e alfandegárias cobradas. Depois, «a competitividade força [a metade grega] a tomar iniciativas para encontrar melhores maneiras de trabalhar», como explicou Stavros Hatzakos, director da Autoridade Portuária de Piraeus (APP).

E investimento, ao que parece, não falta.

Apesar dos 72,7 milhões de euros registados em vendas, a Cosco recolheu apenas cerca de 5 milhões em lucro devido às somas que está e pretende investir na expansão e modernização do ‘seu’ porto.

No total, planeia gastar quase 300 milhões de euros no alargamento das infra-estruturas, com o objectivo de, em 2013, aumentar para 3,7 milhões o número máximo de contentores que poderá acolher.

Do outro lado, na parte helénica, os lucros provêm, na sua maioria, do tráfego de passageiros. No total, a metade grega emprega cerca de 800 pessoas, número já ultrapassado pelos mais de 1000 trabalhadores que a Cosco opera.

Mas esta diferença explica-se pela faceta mais negra dos números. O diário norte-americano realça que alguns trabalhadores do lado grego chegam a receber anualmente quase 140 mil euros, e, na fatia chinesa, o salário num ano ronda em média os 18 mil euros.

Thanassis Koinis, um dos membros da APP, acusa a Cosco de pagar a subempreiteiras para contratarem mão-de-obra barata, temporária e com menos recursos técnicos. E, claro, oferecendo aos trabalhadores salários mais baixos. «Estão a trazer mão-de-obra do terceiro mundo para cá», atirou Babis Giakoymelos, um dos dirigentes do sindicato dos trabalhadores do porto.

O director de operações da Cosco, um grego, Tasos Vamvakidis, respondeu dizendo que «aqui tudo funciona adequadamente (…) e trabalha-se 24 horas por dia, 365 dias por ano». Tudo sem greves, protestos ou trabalhadores sindicalizados.

E tudo, também, num país onde a taxa de desemprego continua a escalar - situa-se nos 25,1% -, onde, em média, cerca de mil pessoas perdem por dia o seu posto de trabalho, numa economia que as estimativas apontam que venha a contrair 6,5% este ano.

Numa Grécia onde já se começa a falar em novo alargamento do prazo para cumprir as metas acordadas com a 'troika' (UE, BCE e FMI).