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Navio-museu Gil Eannes representado na BTL com stand próprio

O antigo navio-hospital Gil Eannes, da frota bacalhoeira, ancorado há 21 anos em Viana do Castelo, a funcionar atualmente como museu e visitado por 301.546 pessoas em cinco anos, estará representado na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), pela primeira vez, com ‘stand’ próprio.

Em comunicado, a fundação que gere a embarcação, explicou que as valências do navio-museu são divulgadas na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL) desde 2017, “como convidado do Município de Viana do Castelo, com o objetivo de se afirmar, cada vez mais, como ponto de referência turística”, mas na edição 2019, que se realiza de 13 a 17 de março, na Feira Internacional de Lisboa (FIL), terá “espaço próprio”.

Aquele espaço “terá nove metros quadrados de área, e estará localizado no pavilhão 2, ao lado do ‘stand’ do Município de Viana do Castelo, e tem como objetivo divulgar as atividades e os programas que tem disponíveis para os mais variados públicos”.

Em 2018, o Gil Eannes, foi classificado pelo TripAdvisor como o sétimo melhor museu a nível nacional nos Travelers’ Choice Awards. Nesse ano, o navio museu recebeu mais de 90 mil visitantes, “esperando atingir em julho de 2019, um milhão de visitantes, desde 1998”, ano em que foi resgatado da sucata e transformado em museu.

Segundo dados divulgados recentemente pela fundação Gil Eannes, “em 2014, o navio-museu foi visitado por 12.565 pessoas, tendo atingido, em 2018, os 90.835 visitantes, um crescimento de 623%”.

“Instituída em 1998, a Fundação Gil Eannes, proprietária do navio, tem como missão transformá-lo num polo de atração da cidade de Viana do Castelo, e desenvolver iniciativas aos mais diversos públicos e entidades, tendo por base a transmissão de valores e conhecimentos das artes marítimas, sobretudo da importante assistência que prestou à frota bacalhoeira da pesca à linha, nos mares da Terra Nova e Gronelândia”, refere a nota da fundação.

O antigo navio hospital foi construído em 1955, nos extintos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), para apoiar a frota bacalhoeira portuguesa nos mares da Terra Nova e Gronelândia.

Também foi navio capitania, navio correio, navio rebocador, garantindo abastecimento de mantimentos, redes, isco e combustível aos navios da pesca do bacalhau.

O regresso à capital do Alto Minho aconteceu a 31 de janeiro de 1998. Ao longo de vários meses foi recuperado nos ainda ENVC – onde tinha sido construído meio século antes -, e no verão desse ano abriu portas como navio-museu, gerido pela fundação, de iniciativa municipal.

As visitas ao navio consistem na passagem pela ponte de comando, cozinhas, padaria ou pela casa das máquinas, mas também pelo consultório médico, sala de tratamentos, gabinetes de radiologia e bloco operatório.

A bordo existe ainda um simulador que permite navegar, virtualmente, a saída da barra de Viana do Castelo.

Em novembro de 2014, abriu portas a bordo do navio o Centro de Mar que representou um investimento de 550 mil euros financiado pelo Programa Operacional Regional do Norte (ON2) 2007-2013, no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).

O projeto do Centro de Mar, que nasceu em 2008 no seio da extinta Valimar, associação de municípios do Vale do Lima e transitou para a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho, começou por ser desenhado por Ernâni Lopes, enquanto fundador da Saer – Sociedade de Avaliação de Empresas e Risco.

O novo espaço dispõe, entre outras valências, de equipamentos multimédia, áreas de apoio ao empreendedorismo e economia náutica e permite experiências audiovisuais interativas.

O navio foi ainda dotado de um percurso museológico e interpretativo sobre a cultura marítima de Viana do Castelo e de um Centro de Documentação Marítima.

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